Vivendo

No
Reino

 

 

 

 

 

 

 

 


Vivendo

No

Reino

 

 

 

                                                                             

Este curso é parte do INSTITUTO BÍBLICO TEMPO DE COLHEITA, um programa elaborado para equipar os crentes para uma efetiva colheita espiritual. O tema básico do treinamento é ensinar o que Jesus ensinou, aquilo que ao chamar pescadores, coletores de impostos, e etc., transformou-os em cristãos reprodutivos que alcançaram o mundo com o Evangelho em demonstração de poder.

 

Este manual é um simples curso dos diversos módulos do currículo que conduz os crentes da visualização através da depuração, multiplicação, organização e mobilização para alcançar o objetivo da evangelização.

 

        

 

 

 

 

 

 

 

© Harvestime International Network

 

© Instituto Bíblico Tempo de Colheita

 

 

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta tradução e

manual pode ser reproduzida, estocada em qualquer tipo de sistema,

ou reproduzida, de qualquer forma ou por qualquer meio, seja eletrônico,

mecânico, fotocópia ou outro qualquer, sem a devida permissão por escrito de Harvestime International Institute ou de seu representante legal.


CONTEÚDO

 

 

Com Usar este Manual, 4   

Introdução, 6

Objetivos do Curso, 7

 

 

1. Os Reinos Invisíveis, 8

 

2. O Rei dos Reis, 15

 

3. O Reino: Passado, Presente, Futuro, 28

 

4. As Chaves do Reino, 39

 

5. Lançados Para Fora do Reino, 51

 

6. Padrões e Princípios: Uma Introdução, 62

 

7. A Cultura do Reino: Princípios do Reino - Parte I, 71

 

8. A Cultura do Reino: Princípios do Reino - Parte II, 80

 

9. A Cultura do Reino: Princípios do Reino - Parte III, 90

 

10. Parábolas do Reino, 95

 

11. Embaixadores do Reino, 103

 

 

Respostas Dos Testes, 113

 

 


COMO USAR ESTE MANUAL

 

FORMATO DO MANUAL

 

Cada lição consiste de:

 

Objetivos: Estes são os objetivos que você deve alcançar ao estudar o capítulo. Leia-o antes de começar a lição.

 

Versículo-Chave: Este versículo enfatiza o conceito principal do capítulo. Tente memorizá-o.

 

Conteúdo do Capítulo: Estude cada seção. Use sua Bíblia para procurar as referências bíblicas não transcritas no manual.

 

Teste o Seu Conhecimento: Faça este teste depois de você terminar de estudar o capítulo. Tente responder as questões sem usar sua Bíblia ou este manual.

 

Para Estudo Adicional: Esta é a seção final de cada capítulo. Ela estimula o estudo independente do aluno.

 

Exame Final: Se você está registrado neste curso para receber créditos e Diploma, você deverá solicitar um exame final ao término deste curso. Após a conclusão do exame, você deverá retorná-o a nós para receber os créditos que dar-lhe-ão direito ao Diploma e que também servirão para você avançar em seus estudos posteriormente.

 

 

SUGESTÕES PARA O ESTUDO EM GRUPO

 

PRIMEIRA REUNIÃO:

 

Abrindo: Abra com oração e apresentações. Conheça e matricule os estudantes.

 

Estabeleça os Procedimentos do Grupo: Determine quem conduzirá as reuniões, o horário, os lugares e as datas para as sessões.

 

Louvor e adoração: Convida presença do Espírito Santo em sua sessão de treinamento.

 

Distribua os Manuais aos Estudantes: Introduza o título do manual, o formato e os objetivos do curso proporcionados nas primeiras páginas do manual.

 

Faça a Primeira Tarefa: Os estudantes lerão os capítulos determinados e farão o teste para a próxima reunião. O número de capítulos que você ensinará em cada sessão dependerá do tamanho do capítulo, conteúdo e das habilidades de seu grupo.

 

A SEGUNDA E DEMAIS REUNIÕES:

 

Abrindo: Ore. Dê as boas-vindas e matricule a qualquer novo aluno e também dê o manual. Veja quem está presente ou ausente. Tenha um tempo de adoração e louvor.

 

Revisão: Apresente um breve resumo do que você ensinou na última reunião.

 

Lição: Discuta cada seção do capítulo usando os TÍTULOS EM LETRAS MAIÚSCULAS E EM NEGRITO como um esboço do ensinamento. Peça aos estudantes que façam perguntas ou comentários sobre o que eles têm estudado. Aplique a lição às vidas e ministérios de seus estudantes.

Teste: Reveja com os estudantes o teste que eles completaram. (Nota: Se você não quer que os estudantes tenham acesso às respostas, você pode tirar as páginas com as respostas que se encontram no final de cada manual).

 

Para Estudo Adicional: Você pode fazer estes projetos numa base individual ou em grupo.

 

Exame Final: Se o grupo está matriculado neste curso para os créditos e Diploma você recebeu um exame com este curso. Dê uma cópia para cada estudante e administre o exame na conclusão deste curso.

 

MATERIAL ADICIONAL NECESSÁRIO

 

Você necessitará apenas de um exemplar da Bíblia, preferencialmente a Edição Revista e Atualizada, mas outras versões também poderão ser usadas, embora isto talvez represente alguma pequena dificuldade para o aluno acompanhar os textos bíblicos deste curso.

 


Módulo: Delegação

Curso: Vivendo no Reino

 

INTRODUÇÃO

 

Todos os homens vivem num reino natural deste mundo. Eles vivem numa cidade ou povoado que é parte de uma nação. Tal nação é um reino deste mundo.

 

Além dos reinos naturais deste mundo há também dois reinos espirituais que realmente existem. Cada pessoa viva é um cidadão de um destes dois reinos: o Reino de Satanás ou do Reino de Deus.

 

Este curso diz respeito ao reino de Deus. Ele introduz os dois reinos espirituais, seus governantes, e cidadãos. Providencia as chaves espirituais para obter o acesso ao reino de Deus e adverte de coisas que produzem a expulsão do Reino. O passado, presente e futuro deste reino são examinados e se explicam as parábolas do Reino, bem como são enfatizados seus padrões e princípios de vida.

 

Por que o estudo do Reino de Deus é importante?

 

Jesus disse aos Seus seguidores:

 

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14).

 

Antes que Jesus retorne para estabelecer Seu Reino na sua forma final, o Evangelho do Reino deve ser levado a todas as nações do mundo.

 

Para pregar o Evangelho do Reino, você deve compreender o Reino de Deus. Antes que você possa tornar-se um guardião das chaves do Reino, você deve primeiro experimentar esse reino.

 

No passado, muita ênfase foi colocada na vida e ministério do Rei do Reino, Jesus Cristo, e corretamente, Porém, a ênfase dada ao Evangelho do Reino não é suficiente. Jesus disse aos líderes religiosos de Seu tempo:

 

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” (Mateus 23.13).

 

O Evangelho do Reino foi o propósito central da vida de Cristo. Ele começou Seu ministério terreno declarando a chegada do Reino (Mateus 4.17). Ele concluiu Seu ministério terreno falando das coisas que pertencem ao Reino (Atos 1.3). Desde o princípio ao fim do Seu ministério terreno, a ênfase estava no Reino:

 

“Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (Lucas 4.43).

 

O reino de Deus foi a maior preocupação de Jesus. Seus ensinamentos e parábolas se focalizaram no Reino. Seus milagres eram uma demonstração do Reino de Deus em ação.

 

As frases “o Reino de Deus” e o “Reino dos Céus” são usadas mais ou menos 100 vezes nos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João. A Bíblia nos diz para buscar o Reino em primeiro lugar, orar por ele e pregá-o. Nos diz como entrar no Reino e ensina-nos que residir nele requer um novo estilo de vida.

 

Entrar neste reino, manter a residência e cumprir a comissão de pregar seu evangelho ao mundo é necessário para entender os princípios e padrões do Reino. Esse é o propósito deste curso.

 

Porém, há um propósito maior do que compreender os princípios do Reino. Você deve ir além do conhecimento do Reino para realmente experimentá-o e fazê-o o propósito central de sua vida.

 

As pessoas buscam pelo significado da vida. Eles querem uma causa pela qual viver e morrer. Faça do reino de Deus seu propósito central de vida e ministério. Ele é um reino que não pode ser removido pelo poder do inimigo. É uma causa eterna à qual você pode dar sua obediência total.

 

 

 

OBJETIVOS DO CURSO

 

 

Ao concluir este curso você será capaz de:

 

n Identificar os reinos espirituais invisíveis.

n Identificar os governantes dos reinos invisíveis.

n Identificar os cidadãos dos reinos invisíveis.

n Explicar como se entra no Reino de Deus.

n Resumir o passado, presente, e futuro do Reino de Deus.

n Listar os pecados que impedem a entrada no Reino de Deus.

n Reconhecer a importância dos padrões e princípios espirituais.

n Demonstrar entendimento dos princípios básicos do Reino de Deus.

n Demonstrar entendimento das parábolas do Reino.

n Tornar-se um embaixador do Reino de Deus por espalhar o Evangelho do Reino.

n Continuar a estudar independentemente o Reino de Deus.

n Continuar a estudar independentemente sobre o ministério e ensinamentos de Jesus Cristo.

 

 


Capítulo Um

 

OS REINOS INVISÍVEIS

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o Versículo Chave de memória.

n Demonstrar entendimento do mundo natural e do espiritual.

n Definir a palavra "reino."

n Identificar os dois reinos espirituais.

n Identificar os governantes dos reinos espirituais.

n Identificar os cidadãos dos reinos espirituais.

n Definir a frase "o Reino de Satanás."

n Definir a frase "o Reino de Deus."

 

VERSÍCULO CHAVE:

 

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Este capítulo trata com os mundos natural e espiritual. O Mundo natural é o que você pode ver, ouvir, tocar ou saborear. É o mundo visível ao seu redor.

 

Porém, há outro mundo que o rodeia do qual você é uma parte. É um mundo invisível que é composto de dois reinos espirituais. Neste capítulo você aprenderá sobre estes reinos espirituais, seus governantes e cidadãos.  Você aprenderá sobre o Reino de Satanás e sobre o Reino de Deus.

 

NATURAL E ESPIRITUAL

 

O homem existe em dois mundos: o mundo natural e o mundo espiritual. O mundo natural é o que se pode ver, sentir, emocionar-se, ouvir ou saborear. É tangível e visível. O país, nação, cidade ou povo no qual você vive é parte do mundo natural. Você é residente de um reino natural localizado sobre os continentes visíveis do mundo. Você pode ver as pessoas que são partes do seu ambiente. Você pode comunicar-se com elas.  Você pode experimentar as imagens, sons e aromas ao seu redor.

 

Porém, há outro mundo no qual você vive. Este mundo é um mundo espiritual. Você não pode vê-o com seus olhos físicos, porém ele é tão real como o mundo natural. Paulo fala desta divisão de natural e espiritual:

 

“Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres” (1 Coríntios 15:40).

 

Todos os homens possuem um corpo natural que vive no mundo natural. Porém o homem também é um ser espiritual com uma alma e um espírito eternos. O homem é corpo, alma e espírito. Seu ser espiritual (a alma e o espírito) é parte de um mundo espiritual assim como seu corpo natural é parte do mundo natural.

 

DOS REINOS ESPIRITUAIS

 

Há dois reinos naturais neste mundo. Um reino natural é um território ou as pessoas sobre quem um rei governa. A Bíblia fala de dois reinos do mundo. Os reinos do mundo estão presentemente sob o controle de Satanás:

 

“Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória does e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4.8-9).

 

No futuro, todos os reinos do mundo se tornarão o Reino de Deus e Ele governará sobre eles:

 

“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15).

 

No mundo natural um rei é o governante soberano do reino. Todo o território e as pessoas do reino pertencem a ele. Ele tem o poder da vida e da morte sobre seus subordinados.

 

O mundo espiritual é composto de dois reinos espirituais, o Reino de Satanás e o Reino de Deus. O Reino de Satanás consiste de Satanás, os seres espirituais chamados de demônios e todos os homens que vivem no pecado e em rebelião à Palavra de Deus. O Reino de Deus consiste de Deus o Pai, Jesus Cristo, o Espírito Santo, os seres espirituais chamados de anjos, e todos os homens que vivem em justa obediência à Palavra de Deus.

 

O REINO DE DEUS

 

Há um reino de Deus, porém ele é descrito de maneiras diferentes nas Escrituras. A expressão “O Reino dos Céus” também é usada como um nome para o Reino de Deus. Este Reino é idêntico ao Reino do Pai (Mateus 26.29), de Jesus (Apocalipses 1.9), de Cristo Jesus (2 Timóteo 4.1), de Cristo e Deus (Efésios 5.5), de “nosso Senhor e Seu Cristo” (Apocalipse 11.15), de “nosso Deus e de Seu cristo” (Apocalipse 12.10), e “do Filho do seu amor” (Colossenses 1.13). Todos estes são nomes para o Reino de Deus. Para simplificar, somente o título “O reino de Deus” é usado neste curso.

 

O Reino de Deus não é uma denominação. As denominações são organizações feitas por homens para unir grupos de igrejas. Elas foram estabelecidas por causa de propósitos práticos de organização e administração. As denominações são grandes organizações de igrejas como Batistas, Assembléia de Deus, Metodistas, Luteranas e etc.

 

A Bíblia fala da verdadeira Igreja que não é uma denominação ou organização religiosa. A verdadeira Igreja é composta de todos aqueles que se tornaram cidadãos do Reino de Deus. A verdadeira Igreja é o corpo espiritual corporativo que Deus estabeleceu pelo qual o Evangelho do Reino será levado a todas as nações do mundo. Esta Igreja é composta de todos os homens e mulheres que são cidadãos do Reino de Deus.

 

A Igreja não somente deve pregar e ensinar o Evangelho do Reino, porém deve proporcionar um modelo da vida do Reino de Deus. A Igreja deve operar pelos padrões e princípios do Reino, e deve demonstrar em seu estilo  de vida os ensinamentos de seu Rei, Jesus Cristo.

 

O Reino de Deus existia no passado, existe no presente, e existirá no futuro, em diferentes formas. Na atualidade, no mundo natural, o Reino de Deus existe individualmente dentro de cada homem, mulher, rapaz ou moça que fez de Jesus o Rei de suas vidas. No futuro, haverá uma revelação visível e real do Reino de Deus. Mais adiante você aprenderá mais sobre o passado, presente e futuro do Reino de Deus.

 

Porque o Reino de Deus é um reino espiritual e não um reino natural deste mundo, ele deve ser compreendido com uma mente espiritual:

 

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-as, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14).

 

OS GOVERNANTES DOS REINOS

 

O Reino de Satanás é governado por Satanás. Você aprenderá mais sobre ele e seu reino na seção “Para Estudo Adicional” deste capítulo. Satanás era originalmente um anjo bonito criado por Deus e fui parte do Reino de Deus, porém ele tentou tomar o Reino de Deus. Você pode ler sobre sua rebelião em Isaías 14.12-17 e Ezequiel 28.12-19. Vários anjos se uniram a Satanás nesta rebelião e eles foram todos lançados por Deus para fora do Reino. Eles formaram seu próprio reino que se chama o Reino de Satanás.

 

O Reino de Deus é governado pela Trindade de Deus que é composta do Pai, do Filho Jesus Cristo, e do Espírito Santo. Você aprenderá mais sobre o governante deste reino no Capítulo Dois deste curso.

 

OS RESIDENTES DOS REINOS

 

Além dos governantes, há outros residentes dos reinos espirituais. Os espíritos malignos, chamados de demônios, são os residentes do Reino de Satanás. Estes espíritos podem entrar, atormentar, controlar e usar os humanos que pertencem ao Reino de Satanás. Eles motivam muitos atos malignos feitos por homens e mulheres.

 

Antes do fim do mundo, Satanás usará dois seres espirituais especiais em seu reino, chamados de anticristo e Falso Profeta. Eles serão parte do enganoso plano final de Satanás para derrotar o Reino de Deus. O Reino de Deus também têm seus residentes. Há anjos, seres espirituais que ministram aos homens e mulheres que pertencem ao Reino de Deus. Assim como os demônios cumprem os desejos de Satanás no mundo, os anjos fazem a vontade de Deus.

 

Ainda que os anjos e demônios sejam seres espirituais, eles se revelam visivelmente e verbalmente em certas ocasiões no mundo natural. Demônios que possuem os corpos de pessoas falam e às vezes atuam de maneiras malignas através does. Já os anjos, eles aparecem em forma visível.

 

Além destes seres espirituais, todas as pessoas vivas são residentes do Reino de Satanás ou do Reino de Deus.

 

O ACESSO AOS REINOS

 

Uma das parábolas contadas pro Jesus revela que todos os homens são parte do Reino de Satanás ou do Reino de Deus. Jesus comparou o mundo a um campo. A boa semente no campo é os filhos do Reino de Deus. A semente má, que resultou no crescimento do joio, são os filhos do maligno:

 

“O campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno” (Mateus 13:38).

 

As pessoas entram no Reino de Satanás através do nascimento natural. A Bíblia ensina que todos os homens nascem no pecado. Isto significa que eles possuem uma natureza básica de pecado ou a “semente” de pecado dentro de si. Sua inclinação natural é fazer o mal:

 

“Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmos 51:5).

 

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).

 

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).

 

Porque nós nascemos com a natureza básica do pecado, uma vez todos nós fomos parte do Reino de Satanás. A mensagem inteira da Palavra escrita de Deus, a Bíblia, é um apelo ao homem para transportá-o deste Reino maligno de Satanás ao Reino justo de Deus.

 

Os homens nascem no Reino de Satanás através do nascimento natural. Eles devem nascer de novo no Reino de Deus através do nascimento espiritual. Você aprenderá mais sobre isto no Capítulo Quatro, “As Chaves do Reino”.

 

Aqueles que nascem de novo mudam sua residência do Reino de Satanás para o Reino de Deus. Eles mudam sua obediência de Satanás a Deus. Quando entram no Reino de Deus eles devem aprender os princípios que governam a vida neste Reino. Isto é como aprender o estilo de vida de um novo país ao qual você tem migrado. Você aprenderá mais sobre estes princípios importantes nas demais lições deste curso.

 

O RELACIONAMENTO ENTRE OS DOIS REINOS

 

Desde o tempo da rebelião de Satanás, tem havido uma furiosa guerra espiritual entre o Reino de Satanás e o Reino de Deus. A Bíblia é o registro escrito da guerra entre estes dois reinos.

 

Esta guerra espiritual da rebelião se passa por todo o mundo e sobre as mentes, almas e espíritos da humanidade. Satanás está tentando fazer dos homens escravos do pecado no seu reino. Através de métodos enganosos ele incita aos homens e mulheres para compartilharem das luxúrias temporais do viver pecaminoso. Ele ambiciona os afetos da alma e do espírito que legitimamente pertencem a Deus:

 

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).

 

Esta guerra no mundo do espírito continuará até no fim dos tempos segundo o conhecemos agora. A guerra espiritual é um assunto de tão grande profundidade que há um curso inteiro do Instituto Bíblico Tempo de Colheita, “Estratégias Espirituais: Um Manual de Guerra Espiritual”, dedicado a ele. Este curso focaliza-se no Reino de Satanás, suas estratégias e as táticas espirituais para derrotar as forças do mal.

 

 


TESTE

 

1. Escreva o Versículo Chave de memória.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

2. Quais são as duas divisões que são feitas em 1 Coríntios 15.44-49?

_____________________________  ______________________________

 

3. Quais são os dois reinos invisíveis no mundo hoje?

_________________________________________________________________________

 

4. Quem são os governantes dos dois reinos invisíveis?

_________________________________________________________________________

 

5. Quem são os residentes do Reino de Satanás?

_________________________________________________________________________

 

6. Quem são os residentes do Reino de Satanás?

_________________________________________________________________________

 

7. Qual é a diferença entre estas duas frases: “O reino de Deus” e o “reino dos céus”?

_________________________________________________________________________

 

8. Defina a palavra “reino”.

_________________________________________________________________________

 

 

(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

Este curso é dedicado ao estudo do Reino de Deus. Porém, como você aprendeu neste capítulo, há outro reino invisível, o Reino espiritual de Satanás. É importante que você entenda ambos os reinos espirituais.

 

O curso do IBTC intitulado “Estratégias Espirituais: Um Manual de Guerra Espiritual” proporciona informações mais extensas sobre este reino e as estratégias espirituais para tratar com Satanás. Obtenha este manual sobre a guerra espiritual como um companheiro deste curso, “Vivendo no Reino”. Para os propósitos deste curso, o seguinte esboço proporciona informações básicas sobre Satanás e seu reino.

 

O REINO DE SATANÁS

 

I. O Governante do Reino de Satanás: Satanás

 

A.  Sua Origem: Todas as criaturas foram criadas por Deus: João 1.3; Colossenses 1.16-17

B.  Sua glória anterior: Isaías 14.12-15; Ezequiel 28:12-17

C.  Sua posição anterior: Ezequiel 28:14

D.  Sua queda: Ezequiel 28:12-19

E.  Seus nomes: 

1.  Deus deste mundo: 2 Coríntios 4:4

2.  O anjo de luz: 2 Coríntios 11:14

3.  O diabo: 1 Pedro 5:8; Mateus 4:1

4.  Satanás: João 13:27

5.  Lúcifer: Isaías 14:12

6.  O Dragão: Apocalipse 12:3

7.  A Serpente: Apocalipse 12:9; 20:2; 2 Coríntios 11:3; Gênesis 3:4,14

8.  O adversário: 1 Pedro 5:8

9.  Belial: 2 Coríntios 6:15

10. Belzebu: Mateus 12:24; Lucas 11:15; Marcos 3:22

11. O assassino: João 8:44

12. O tentador: Mateus 4:3; 1 Tessalonicenses 3:5

13. O Querubim Ungido: Ezequiel 28:14

14. O destruidor: Apocalipse 9:11

15. O Enganador: Apocalipse 12:9; 20:3

16. Apoliom (palavra grega para destruidor): Apocalipse 9:11

17. Abadom (palavra hebraica para um anjo destruidor): Apocalipse 9:11

18. Governante das trevas: Efésios 6:12

19. O anjo do abismo: Apocalipses 9:11

20. O Inimigo: Mateus 13:39

21. Príncipe dos demônios: Mateus 12:24

22. O mentiroso, padre da mentira: João 8:44

23. O Reino de Tiro: Ezequiel 28:12-15

24. Príncipe deste mundo: João 12:31; 14:30; 16:11

25. Príncipe da potestade do ar: Efésios 2:2

26. O espírito que opera nos filos da desobediência: Efésios 2:2

27. Maligno: 1 João 5:9

28. Leão que ruge: 1 Pedro 5:8

29. O acusador dos irmãos: Apocalipse 12:10

F.  Sus atributos:

1. Inteligente e sutil: 2 Coríntios 11:3

2. Emocional: Apocalipse 12:17

3. Voluntarioso: 2 Timóteo 2:26

4. Orgulhoso: 1 Timóteo 3:6

5. Poderoso: Efésios 2:2

6. Enganador: Efésios 6:11

7. Feroz e cruel: 1 Pedro 5:8

8. Falaz: 2 Coríntios 11:14

G.  Palavras registradas de Satanás:

1.  Gênesis 3:1,4,5

2.  Jó 1:7-12

3.  Jó 2:1-6

4.  Mateus 4:1-11

5.  Lucas 4:1-13

 

II. Os Residentes do Reino de Satanás: os espíritos demoníacos  

A.  Satanás é o governante de uma hoste de demônios: Mateus 12:22-28

B.  Sua Origem: Apocalipse 12:7-9; Judas 6

C.  Seus atributos:

1.  Seres espirituais: Mateus 8:16; Lucas 10:17,20

2.  Eles falam: Marcos 5:9,12; Lucas 8:28; Mateus 8:31

3.  Eles crêem: Tiago 2:19

4.  Exercem suas vontades: Lucas 8:32; 11:24

5.  Demonstram inteligência: Marcos 1:24

6.  Emoções: Lucas 8:28: Tiago 2:19

7.  Reconhecimento: Atos 19:15

8.  Força sobrenatural: Atos 19:16; Marcos 5:2,3

9.  Presença sobrenatural: Daniel 9:21-23; 10:10-14

D.  Sua estrutura:

1.  Unidos: Mateus 2:26,45; Lucas 8:30; 1 Timóteo 4:1

2.  Organizados em legiões: Lucas 8:30

3.  Há graus de maldade: Mateus 12:43-45

4.  Há uma estrutura organizada: Efésios 1:21; 3:10; 6:12; Romanos 8:38

5.  Há tipos diferentes de demônios: Mateus 10:1; 1 Timóteo 4:1

 

III. Os Residentes do Reino de Satanás: Todas as pessoas que não são residentes do Reino de Deus: Apocalipse 20:15; 21:8

 

IV. A Esfera de atividade de Satanás e seus demônios:

A.  Eles têm acesso à presença de Deus: Jó 1:6-7

B.  Eles têm acesso à terra inteira: Apocalipse 12:10

 

V. As atividades de Satanás e seus demônios:

 

As atividades de Satanás e de seus demônios são tratadas em detalhe no curso do IBTC intitulado “Estratégias Espirituais: Um Manual de Guerra Espiritual.” Para resumir: suas atividades sempre se dirigem contra Deus, Seus propósitos, e Seu povo.

 

VI. Os crentes têm maior poder que Satanás e seus demônios:

A.  Mateus 10:1; Marcos 6:7; 9:38; 16:17; Lucas 10:17; Atos 5:16; 8:7; 16:16-18; 19:12.

B.  Os métodos de guerra espiritual são tratados no curso do IBTC intitulado "Estratégias Espirituais: Um Manual de Guerra Espiritual.” Ali se encontram poderosas diretrizes espirituais que o ajudarão a exercer sua justa autoridade sobre o Reino de Satanás.

 

VII. O destino futuro do Reino de Satanás:

A.  Mateus 8:29;25:41; 2 Pedro 2:4; Judas 6; Apocalipse 12:7-9; 20:10; 1 João 3:8

B.  Lucas 8:28; Mateus 25:41


Capítulo Dois

 

O REI DOS REIS

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você capaz de:

 

n Escrever o Versículo Chave de memória.

n Definir a palavra "rei".

n Identificar a Jesus como o Rei do Reino de Deus.

n Continuar o estudo da vida e ministério do Rei Jesus.

 

VERSÍCULO CHAVE:

 

“Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lucas 1:33).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Não há nenhum reino sem um rei. Neste capítulo você aprenderá sobre o maior Rei que já governou, o Rei dos reis, Jesus Cristo.

 

O QUE É UM REI?

 

Um rei é um governante soberano de uma nação, tribo ou país. A palavra “soberano” significa “aquele que tem o poder supremo, a autoridade mais alta” e que está livre de controle externo.

 

Nos tempos antigos, no mundo natural, havia muitos reis e reinos. Num reino terreno, o rei possuía todo o território no reino e tinha autoridade sobre todo o reino, inclusive sobre as pessoas.

 

O rei fazia com que as leis do reino e os residentes do reino obedecessem estas leis. O rei tinha o poder sobre as pessoas, inclusive o poder da morte e da vida.

 

O REI DOS REIS

 

O Maior de todos os reis é o Senhor Jesus Cristo. Paulo se refere a Jesus como o Rei dos reis:

 

”...a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (1 Timóteo 6:15).

 

O livro de Apocalipse chama-o de Rei dos reis:

 

“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele” (Apocalipse 17:14).

 

“Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Apocalipse 19:16).

 

Jesus é o Rei dos reis porque Ele governa sobre um Reino que é eterno e soberano. O reino de Deus nunca se acabará. Nunca será derrotado pela revolução. Nunca haverá outro governante que substituirá o Rei dos reis.

 

A PRÉ-EXISTÊNCIA DO REI

 

A Bíblia registra a história do Rei dos reis. Uma parte desta história é sobre Sua vida e ministério sobre a terra. Porém Jesus existia antes de Seu ministério terreno. Você pode ler sobre Sua pré-existência com Deus em João 1:1-18. (Nesta passagem, Jesus é chamado de “a Palavra” ou “Verbo”).

 

AS PROFECIAS SOBRE O REI

 

O Antigo Testamento contém muitas profecias sobre o Rei dos reis. Uma profecia é uma palavra imediata de Deus que revela as coisas sobre o futuro que não poderiam  ser conhecidas pela sabedoria natural.

 

Estas profecias do Antigo Testamento revelam como, quando e onde o Rei deveria nascer e muitos outros detalhes de Sua vida, ministério, morte e ressurreição. O Novo Testamento mostra como Jesus cumpriu estas profecias.

 

(Uma lista detalhada destas profecias é proporcionada noutro curso do Instituto Bíblico Tempo de Colheita intitulado “Métodos de Estudo Bíblico Criativo”).

 

A GENEALOGIA DO REI

 

Você pode ler a genealogia do Rei dos reis, Jesus, em Mateus 1:1-17 e Lucas 3:23-38. a genealogia vem desde os antepassados de Jesus através de seus pais terrenos. Porém, recorde-se de que Jesus era realmente o Filho de Deus, nascido da virgem Maria.

 

O NASCIMENTO DO REI

 

Você pode ler sobre o nascimento terreno do Rei Jesus em Mateus 1-2 e Lucas 1-2.

 

OS NOMES DO REI

 

Jesus foi chamado por muitos nomes diferentes, alguns dos quais refletem Seu ministério e propósito. O que segue são nomes de Jesus, o Rei dos reis:

 

A Principal Pedra de Esquina:                           1 Pedro 2:6

Adão, o Segundo:                                          1 Coríntios 15:45-47

Amado:                                                       Efésios 1:6

Amém:                                                        Apocalipse 3:14

Ancião de Dias:                                             Daniel 7:9

Bem-aventurado e Todo-Poderoso:                   1 Timóteo 6:15

Bispo de nossas almas:                                   1 Pedro 2:25

Brilhante Estrela da Manhã:                             Apocalipse 22:16

Capitão do Exército do Senhor:                        Josué 5:15

Nascido de Deus:                                           1 João 5:18

O Advogado:                                                 1 João 2:1

O Alfa e Omega:                                           Apocalipse 21:6

O anjo de sua Presença:                                 Isaías 63:9

O Apostolo de nossa confissão:                        Hebreus 2:1

O autor da Salvação Eterna:                            Hebreus 5:9

O autor e consumador de nossa Fé:                  Hebreus 12:2

O braço do Senhor:                                        Isaías 51:9-10

O Filho do Carpinteiro:                                    Mateus 13:55

O Onipotente                                                 Apocalipse 1:8

O Pão da vida:                                              João 6:35

O Renovo de Justiça:                                      Jeremias 33:15

O Renovo do Tronco de Jessé:                          Isaías 1:1

O Renovo Justo:                                            Jeremias 23:5

O Renovo:                                                    Zacarias 3:8

Ungido acima de Seus Companheiros:                Salmos 45:7

 

 

Encontre outros nomes nas referências que seguem:

 

1 Coríntios 1:24

1 Coríntios 10:4

1 Coríntios 15:23

1 Coríntios 5:7

1 João 4:14

1 João 4:8

1 João 5:20

1 Timóteo 1:17

2 Coríntios 9:15

2 Pedro 1:19

2 Pedro 2:20

Apocalipse 1:5

Apocalipse 1:5

Apocalipse 19:11

Apocalipse 19:13

Apocalipse 22:13

Apocalipse 4:8

Atos 10:36

Atos 7:56

Cântico dos Cânticos 2:1

Cântico dos Cânticos 2:1

Cântico dos Cânticos 5:10

Colossenses 1:15

Colossenses 1:18

Colossenses 1:27

Daniel 9:24

Daniel 9:25

Deuteronômio 18:15-18

Efésios 1:22

Êxodo 23:20-23

Gênesis 3:15

Hebreus 1:2

Hebreus 1:6; Salmos 89:27

Hebreus 4:14

Isaías 11:10

Isaías 28:16

Isaías 33:21

Isaías 41:14

Isaías 42:1

Isaías 42:6

Isaías 43:14

Isaías 45:15

Isaías 53:11

Isaías 53:3

Isaías 59:20

Isaías 60:16

Isaías 7:14

Isaías 9:6

Isaías 9:6

Isaías 9:6

Isaías 9:6

Isaías 9:6

Jeremias 23:6

João 1:14

João 1:29

João 1:41

João 1:49

João 10:11

João 10:9

João 11:25

João 14:6

João 14:6

João 15:1

João 3:2

João 6:51

João 7:42

João 8:12

João 8:58

Lucas 1:32

Lucas 1:78

Lucas 2:11

Lucas 4:23

Malaquias 4:2

Marcos 6:3

Mateus 1:23

Mateus 1:23

Mateus 2:23

Mateus 21:42

Mateus 23:10

Miquéias 5:1

Números 24:17

Romanos 1:3

Romanos 1:4

Romanos 11:26

Romanos 3:25

Romanos 8:29

Romanos 8:39

Salmos 118:22

Salmos 2:2

Salmos 24:7

Salmos 45:3

Tito 2:13

Zacarias 14:9

Zacarias 9:9

 

A VIDA DO REI

 

Os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João contam a história da vida do Rei Jesus. Estes livros foram escritos por quatro discípulos de Jesus que ministraram com Ele durante seu ministério terreno.

 

O MINISTÉRIO DO REI

 

O ministério de Jesus está registrado em Mateus, Marcos, Lucas e João. Em “Táticas de Ensino”, outro curso do IBTC, é dada uma lista completa dos ensinamentos de Cristo agrupados por assuntos.

 

Ainda que haja muito coisa registrada nos quatro Evangelhos sobre a vida e ministério de Jesus, João nos informa que:

 

“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (João 21:25).

   

O REI REJEITADO

 

No que diz respeito a sua linhagem natural, Jesus nasceu como um Judeu. Ele veio primeiro como Rei ao Seu próprio povo, os judeus, porém eles o rejeitaram. Ele foi questionado se Ele ou não o Rei esperado (Mateus 27.11; Marcos 15.2). Ele foi acusado de ser Satanás e não Deus (Mateus 12.25-28; Lucas 11.17-20). Em dada ocasião, as pessoas tentaram tomar a Jesus e fazê-o rei à força, porque Ele não estava estabelecendo o reino visível que eles desejavam (João 6.15).

 

Somente uma vez houve uma aclamação pública de Jesus como o Rei. Foi quando Ele entrou em Jerusalém durante seus dias finais (Mateus 21.1-9). Porém, as mesmas pessoas que o honraram como o rei naquele dia, logo se voltaram contra Ele. Muitos daqueles que clamaram “Hosana” enquanto Jesus entrava montado em Jerusalém foram os mesmos que estavam gritando “Crucifica-o” apenas alguns dias depois. Eles ficaram desapontados porque Jesus não derrubou o governo Romano e estabeleceu um grande reino terreno. Aqueles que anelavam a libertação da dominação estrangeira ficaram irados quando Jesus não estabeleceu um reino visível, terreno.

 

Jesus não era o Rei que os judeus haviam imaginado. Ele não aniquilou o Império Romano. Ele não estabeleceu o Reino terreno esperado. Ele não atuou segundo eles pensavam que um rei deveria atuar. O que eles não compreenderam é que antes que Jesus possa afirmar Seu senhorio exterior, primeiro Ele tem que governar a fortaleza interna do coração do homem.

 

A maior necessidade do povo judeu não era a liberdade de Roma, porém o ser libertos das cadeias do pecado. A chave do reino de Jesus era o arrependimento, não a revolução. (Você aprenderá mais sobre isto num capítulo posterior).

 

Satanás tentou a Jesus para estabelecer um Reino terreno visível (Mateus 4.8; Lucas 4.5). Exatamente no fim do ministério terreno de Jesus, os discípulos desejavam ainda um Reino terreno (Atos 1.6). O Reino de Deus, porém, não seria preparado neste momento em forma visível. Jesus disse:

 

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18.36).

 

Assim, o Rei dos reis foi rejeitado por Seu próprio povo:

 

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1.11).

 

Somente umas poucas pessoas reconheceram a Jesus como o Rei. Natanael, um de Seus discípulos, foi um destes:

 

“Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” (João 1.49).

 

Porém, a estes que aceitaram a Jesus como o Rei, uma relação especial foi adicionada:

 

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” (João 1.12).

 

Tudo na vida é baseado em inter-relacionamentos. Não é o que você conhece que é mais importante, porém é quem você conhece. Não é o que nós sabemos sobre a Bíblia ou sobre o cristianismo que nos assegura o acesso ao Reino de Deus. É quem nós conhecemos. Você deve conhecer ao Rei dos Reis. No Capítulo 4, “As Chaves do Reino”, você aprenderá como entrar e manter residência no Reino de Deus.

 

A MORTE DO REI

 

O homem pecador não podia entrar no Reino de Deus. O Reino de Deus era diferente de todos os outros reinos. Era um reino justo. Através da morte do Rei Jesus, um caminho se abriu para que todos os homens pudessem se tornar parte do Reino. Jesus não fez nada digno de morte. Ele nunca pecou, porém Ele morreu no lugar de todos aqueles que tem pecado. Ele pagou o castigo da morte por seus pecados:

 

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23).

 

Você pode ler sobre a morte do Rei Jesus em Mateus 26-27, Marcos 14-15, Lucas 22-23, e João 18-19.

 

A RESSURREIÇÃO DO REI

 

Depois de Sua morte por crucificação, o Rei foi sepultado, porém Ele não permaneceu no sepulcro.  Você pode ler sobre Sua ressurreição milagrosa em Mateus 28, Marcos 16, Lucas 24, e João 20.

 

Através de Sua ressurreição dentre os mortos, Jesus obteve vitória sobre a morte física. Aqueles que se tornam parte do Reino de Deus podem experimentar a morte física assim como Jesus, porém eles também experimentarão a ressurreição da morte como Jesus experimentou. Porque nosso Rei é eterno, nós somos parte de um reino eterno e temos a vida eterna.

 

AS APARIÇÕES DE JESUS

 

Depois de Sua ressurreição dos mortos, o Rei Jesus apareceu a muitas pessoas. Você pode ler sobre Suas aparições em Mateus 28, Marcos 16, Lucas 24, João 20-21, e Atos 1.

 

O RETORNO DO REI AO CÉU

 

Depois de Jesus ter aparecido para muitas pessoas por um período de quarenta dias, Ele voltou ao céu. Ele permanecerá ali até o tempo Doe retornar e estabelecer o Reino visível de Deus em sua forma final. Você aprenderá mais sobre isto no próximo capítulo enquanto você estudar o passado, o presente e o futuro do Reino de Deus. Você pode ler sobre o retorno de Jesus ao céu em Mateus 28:16-20, Marcos 16:19-20, Lucas 24:50-53, e Atos 1:1-11.

 

A COMISSÃO DO REI

 

Pouco antes de Ele retornar ao céu, Jesus deu uma comissão muito importante aos Seus discípulos para eles se tornarem embaixadores do reino por todo o mundo. Você aprenderá mais sobre esta comissão depois.

 

A VINDA DO REI

 

A Bíblia revela que esse mesmo Jesus volverá à terra em grande poder e glória para estabelecer o Reino visível em sua forma final. Você pode ler sobre Seu retorno em 1 Tessalonicenses 4:13-18. Você pode ler sobre o estabelecimento do Reino e sobre os eventos que o precedem no livro de Apocalipse. A Bíblia revela que o Reino de Jesus será eterno:

 

“Ele reinará para sempre...” (Lucas 1:33).

 

Cada reino da terra e o reino de Satanás serão derrotados pelo Rei dos reis. No fim isto será anunciado:

 

“O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15).

 

 

CONTINUE SEU ESTUDO

 

A história do Rei dos reis é demasiadamente grande para ser confinada à duração de um só capítulo deste manual. Na seção “Para Estudo Adicional” deste capítulo lhe é dada a oportunidade de estudar a vida de Cristo em detalhes, através de um esboço dos livros de Mateus, Marcos, Lucas, e João.

 

 

 

TESTE

 

 

1. Escreva o Versículo-chave de memória.

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 


2. Defina a palavra “rei”.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

3. Quem é o Rei do reino de Deus?

_____________________________________________________________________

 

4. Quais são os quatro livros do Novo Testamento que contam a história da vida terrena, ministério e ensinamentos do Rei Jesus?

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

(As respostas se encontram no final do último capítulo deste manual.)

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

 

Estuda vida do Rei e dos ensinamentos do Seu reino usando o esboço que segue. O esboço combina os quatro registros do Novo Testamento de Mateus, Marcos, Lucas e João:

 

O Rei e Seu Reino

 

I. A Preexistência do Rei: João 1:1-18

 

II. A Introdução do Rei

         A.  A Chegada do Rei 

                   1. A Linhagem do Rei: Mateus 1:1-17; Lucas 3:23-38

                   2. A Cegada do Rei:

                            a. O anúncio do nascimento de João: Lucas 1:5-25

                            b. O anúncio do nascimento de Jesus a Maria: Lucas 1:26-38

                            c. A cegada de Maria na Judéia: Lucas 1:39-45

                            d. O louvor de Maria: Lucas 1:46-56

                            e. O nascimento de João: Lucas 1:57-80

                            f.  O anúncio do nascimento de Jesus a José: Mateus 1:18-25

                            g. O nascimento do Rei Jesus: Lucas 2:1-7

                            h. O anuncio do nascimento de Jesus aos pastores: Lucas 2:8-20

                   3. A infância do Rei

                            a. A circuncisão do Rei: Lucas 2:21

                            b. A apresentação do Rei: Lucas 2:22-38

                            c. A infância do Rei:

                                      (1) Em Belém: Mateus 2:1-12

                                      (2) No Egito: Mateus 2:13-18

                                      (3) Em Nazaré: Mateus 2:19-23; Lucas 2:39

                            d. O desenvolvimento do Rei

                                      (1) O crescimento do Rei: Lucas 2:40

                                      (2) O Rei visita Jerusalém: Lucas 2:41-50

                                      (3) O desenvolvimento do Rei: Lucas 2:51-52

         B. O precursor do Rei: João Batista

                   1. A mensagem a João: Marcos 1:1; Lucas 3:1-2

                   2. A mensagem de João: Mateus 3:1-6; Marcos 1:2-6; Lucas 3:3-6

                   3. A explicação de João: Mateus 3:7-10; Lucas 3:7-14

                   4. A promessa de João: Mateus 3:11-12; Marcos :7-8; Lucas 3:15-18

 

III. A Aprovação do Rei

         A. A aprovação do Rei

                   1. Em Seu batismo: Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-23

                   2. Por Sua tentação: Mateus 4:1-11; Marcos 1:12-13; Lucas 4:1-13

                   3. Por Seu precursor, João:

                            a. O testemunho de João aos líderes: João 1:19-28

                            b. O testemunho de João a Jesus: João 1:29-34

         B. A Aceitação do Rei

                   1. A crença dos primeiros discípulos: João 1:35-51

                   2. A crença através do primeiro milagre: João 2:1-12

                   3. A destruição do templo: João 2:13-22

                   4. A aceitação na Judéia: João 2:23-3:21

                   5. O testemunho de João: João 3:22-36

                   6. Em Zebulóm e Naftalí: Mateus 4:12; Marcos 1:14; Lucas 3:19-20; 4:14; João 4:1-4

                   7. A aceitação em Samaria: João 4:5-42

                   8. A aceitação na Galiléia: João 4:43-45

         C. A autoridade do Rei

                   1. Sua autoridade para pregar: Mateus 4:17;Marcos 1:15;Lucas 4:14-15

                   2. Sua autoridade sobre a enfermidade: João 4:46-54

                   3. A rejeição de Sua autoridade em Nazaré: Lucas 4:16-30

                   4. Sua residência em Cafarnaúm: Mateus 4:13-16

                   5. Sua autoridade sobre a natureza: Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11

                   6. Sua autoridade sobre os demônios: Marcos 1:21-28; Lucas 4:31-37

                   7. A autoridade sobre a enfermidade: Mateus 8:14-17; Marcos 1:29-34; Lucas 4:38-41

                   8. A autoridade para pregar: Mateus 4:23-25; Marcos 1:35-39; Lucas 4:42-44

                   9. A autoridade sobre a lepra: Mateus 8:1-4; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-16

                   10. Sua autoridade para perdoar o pecado: Mateus 9:1-8;Marcos 2:1-12; Lucas 5:17-26

                   11. Sua autoridade sobre os homens: Mateus 9:9-13; Marcos 2:13-17; Lucas 5:27-32

                   12. A autoridade sobre a tradição: Mateus 9:14-17; Marcos 2:18-22; Lucas 5:33-39

                   13. Sua autoridade sobre o Sábado:

                            a. Através da cura do paralítico: João 5:1-47

b. Através do argumento sobre a colheita: Mateus 12:1-8; Marcos 2:23-28; Lucas 6:1-5

c. Através de curar uma mão ressequida: Mateus 12:9-14; Marcos 3:1-6; Lucas 6:6-11

                   14. Sua autoridade para curar: Mateus 12:15-21; Marcos 3:7-12

                   15. Sua autoridade para comissionar: Marcos 3:13-19; Lucas 6:12-16

                   16. Sua autoridade para interpretar a lei:Mateus 5:1-7:29;Lucas 6:17-42

                            a. Ele é o cumprimento: Mateus 5:17-20

                            b. Ele rejeita a interpretação tradicional da lei:

                                      (1) O assassinato: Mateus 5:21-26

                                      (2) O adultério: Mateus 5:27-30

                                      (3) O divórcio: Mateus 5:31-32

                                      (4) Os juramentos: Mateus 5:33-37

                                      (5) A vingança: Mateus 5:38-42

                                      (6) O amor: Mateus 5:43-48; Lucas 6:27-30; 32-36

                            c. A rejeição das práticas dos Fariseus:

                                      (1) Obras de Misericórdia: Mateus 6:1-4

                                      (2) Oração: Mateus 6:5-15

                                      (3) Jejum: Mateus 6:16-18

                                      (4) A atitude para com a riqueza: Mateus 6:19-24

                                      (5) Falta de fé: Mateus 6:25-34

                                      (6) O Juízo: Mateus 7:1-6; Lucas 6:37-42

                            d. Instrução àqueles que entrariam no Reino:

                                      (1) Oração: Mateus 7:7-11

                                      (2) A retidão: Mateus 7:12; Lucas 6:31, 43-45,

                                      (3) O caminho de acesso: Mateus 7:13-14

                                      (4) Advertindo sobre os falsos mestres: Mateus 7:15-23

                                      (5) Os dois fundamentos: Mateus 7:24-8:1; Lucas 6:46-49

17. O reconhecimento da autoridade do Rei em Cafarnaúm: Mateus 8:5-13; Lucas 7:1-10

                   18. O reconhecimento da autoridade do Rei em Naim: Lucas 7:11-17

19. O testemunho dos doze sobre o Reino: Mateus 9:35-11:1; Marcos 6:6-13; Lucas 9:1-6

 

IV. A controvérsia sobre o Rei

         A. A rejeição de João: Mateus 11:2-19; Lucas 7:18-35

                   1. A morte de João: Mateus 14:1-12; Marcos 6:14-29; Lucas 9:7-9

         B. A maldição das cidades da Galiléia: Mateus 11:20-30

                   1. A condenação por sua incredulidade: Mateus 11:20-24

                   2. A explicação de sua incredulidade: Mateus 11:25-27

                   3. Um convite pra crer: Mateus 11:28-30

         C. A controvérsia sobre um pecador: Lucas 7:36-50

         D. O Testemunho do Rei: Lucas 8:1-3

         E. A rejeição do Rei pelos líderes: Mateus 12:22-37; Marcos 3:19-30

         F. Os líderes pedem um sinal ao Rei: Mateus 12:38-45

         G. A rejeição da nação: Mateus 12:46-50; Marcos 3:31-35; Lucas 8:19-21

         H. As revelações do Rei rejeitado:

                   1. O Reino no presente: Mateus 13:1-53; Marcos 4:1-34; Lucas 8:4-18

                   2. Poder sobre a natureza: Mateus 8:18, 23-27; Marcos 4:35-41; Lucas 8:22-25

                   3. Poder sobre os demônios: Mateus 8:28-34; Marcos 5:1-20; Lucas 8:26-39

                   4. Poder sobre a enfermidade e morte: Mateus 9:18-26; Marcos 5:21-43; Lucas 8:40-56

                   5. Poder sobre a cegueira: Mateus 9:27-34

         I. A rejeição em Nazaré: Mateus 13:54-58; Marcos 6:1-6

 

V. A instrução dos discípulos pelo Rei

         A. Alimentando os 5,000: Mateus 14:13-21; Marcos 6:30-44; Lucas 9:10-17; João 6:1-13

         B. A rejeição da oferta para ser o Rei: Mateus 14:22-23; Marcos 6:45-46; João 6:14-15

         C. A instrução pelo exemplo de Genesaré: Mateus 14:34-36; Marcos 6:53-56

         D. A instrução acerca do pão da vida: João 6:22-71

         E. A instrução acerca da purificação: Mateus 15:1-20; Marcos 7:1-23; João 7:1

         F. A instrução em:

                   1. Tiro e Sidom: Mateus 15:21-28; Marcos 7:24-30

                   2. Decápolis: Mateus 15:29-38; Marcos 7:31-8:9

                   3. Dalmanuta: Mateus 15:39-16:4; Marcos 8:10-12

                   4. Uma advertência contra a rejeição: Mateus 16:5-12; Marcos 8:13-26

         G. A confissão de Pedro: Mateus 16:13-20; Marcos 8:27-30; Lucas 9:18-21

H. A instrução acerca da morte do Rei: Mateus 16:21; 17:22-23; Marcos 8:31-33; 9:30-32; Lucas 9:22; 43-45

            I. Com respeito ao discipulado: Mateus 16:22-28; Marcos 8:34-9:1; Lucas 9:23-27

         J. A revelação do Reino: Mateus 17:1-8; Marcos 9:2-8; Lucas 9:28-36

         K. A instrução acerca de Elias: Mateus 17:9-13; Marcos 9:9-13

            L. Com respeito à possessão demoníaca: Mateus 17:14-21; Marcos 9:14-29; Lucas 9:37-43

         M. A instrução acerca da Filiação: Mateus 17:24-27

         N. A humildade: Mateus 18:1-5; Marcos 9:33-37; Lucas 9:46-48

         O. O orgulho: Mateus 18:6-14; Marcos 9:38-50; Lucas 9:49-50

         P. O perdão: Mateus 18:15-35

         Q. Discipulado: Mateus 8:19-22; Lucas 9:57-62

         R. Um desafio pelos irmãos do Rei: João 7:2-9

         S. A jornada a Jerusalém: Lucas 9:51-56; João 7:10

 

VI. A oposição ao Rei

         A. Conflito na Festa de Tabernáculos

                   1. A autoridade do Rei é questionada: João 7:11-15

                   2. A explicação do Rei: João 7:16-24

                   3. A pessoa do Rei é questionada: João 7:25-27

                   4. A explicação do Rei: João 7:28-30

              5. A contestação: João 7:31-36

              6. Um convite do Rei: João 7:37-52

         B. Conflito sobre a lei: João 7:53-8:11

         C. Conflito sobre a luz: João 8:12-20

         D. Conflito sobre a pessoa do Rei: João 8:21-59

         E. Conflito sobre a cura de um homem cego: João 9:1-41

         F. Conflito sobre o pastor: João 10:1-21

         G. O testemunho dos setenta: Lucas 10:1-24

         H. Conflito sobre a pergunta a respeito da vida eterna: Lucas 10:25-37

         I. Conflito na festa de dedicação: João 10:22-39

         J. Conflito sobre a cura do homem mudo: Lucas 11:14-36

         K. Conflito sobre o ritualismo: Lucas 11:37-54

 

VII. A instrução dos discípulos pelo Rei

         A. Um exemplo de companheirismo: Lucas 10:38-42

         B. Instrução sobre a oração: Lucas 11:1-13

         C. Os Princípios do Reino concernente:

                   1. A hipocrisia: Lucas 12:1-12

                   2. A cobiça: Lucas 12:13-34

                   3. A Vigilância: Lucas 12:35-41

                   4. A fidelidade: Lucas 12:42-48

                   5. O efeito da vinda do Rei: Lucas 12:49-53

                   6. Os sinais dos tempos: Lucas 12:54-59

                   7. O arrependimento: Lucas 13:1-9

                   8. A necessidade de Israel: Lucas 13:10-17

                   9. O programa do Reino: Lucas 13:18-21

         D. Retira-se para a Judéia: João 10:40-42

         E. A instrução acerca da entrada no Reino: Lucas 13:22-35

         F. Instrução na casa de um Fariseu: Lucas 14:1-24

         G. Instrução sobre os princípios do Reino concernente:

                   1. Ao Discipulado: Lucas 14:25-35

                   2. A atitude de Deus para com os pecadores: Lucas 15:1-32

                   3. A riqueza: Lucas 16:1-31

                   4. O perdão: Lucas 17:1-6

                   5. O serviço: Lucas 17:7-10

         H. A ressurreição de Lázaro:

                   1. O milagre: João 11:1-44

                   2. Conflito sobre o milagre: João 11:45-54

         I. Instruções sobre os princípios do Reino concernente:

                   1. A gratidão: Lucas 17:11-19

                   2. A vinda do Rei: Lucas 17:20-37

                   3. A oração: Lucas 18:1-14

                   4. O divórcio: Mateus 19:1-12; Marcos 10:1-12

5. O acesso ao Reino:Mateus 19:13-15;Marcos 10:17-31;Lucas 18:31-34

                   6. Israel: Mateus 20:29-34; Marcos 10:46-53; Lucas 18:35-43

                   7. De pessoal: Lucas 19:1-10

                   8. O Reino postergado: Lucas 19:11-28

 

VIII. A apresentação do Rei

         A. O Rei chega a Betânia: João 11:55-12:1, 9-11,

B. A entrada em Jerusalém: Mateus 21:1-11, 14-17; Marcos 11:1-11; Lucas 19:29-44; João 12:12-19

C. A autoridade do Rei: Mateus 21:12-13, 18-19; Marcos 11:12-18; Lucas 19:45-48

         D. Os convites do Rei: João 12:20-50

         E. A prova de autoridade: Mateus 21:20-22; Marcos 11:19-25; Lucas 21:37-38

         F. A autoridade do Rei desafiada:

1. Pelos sacerdotes e anciãos: A rejeição do Rei: Mateus 21:23-22:14; Marque 11:27-12:12; Lucas 20:1-19

2. Pelos Fariseus e Herodianos: os princípios do Reino a respeito do tributo: Mateus 22:15-22; Marcos 12:13-17; Lucas 20:20-26

3. Pelos Saduceus: os princípios do Reino a respeito da ressurreição: Mateus 22:23-33; Marcos 12:18-27; Lucas 20:27-40

4. Pelos Fariseus: O maior mandamento no Reino: Mateus 22:34-40; Marcos 12:28-34

         G. O desafio do Rei: Mateus 22:41-46; Marcos 12:35-37; Lucas 20:41-44

         H. Princípios do juízo: Mateus 23:1-39; Marcos 12:38-40; Lucas 20:45-47

         I. Princípios de contribuição do reino: Marcos 12:41-44; Lucas 21:1-4

 

IX. A preparação para a morte do Rei

         A. As predições pelo Rei

                   1. A pergunta: Mateus 24:1-3

                   2. A tribulação: Mateus 24:27-30

                   3. A segunda vinda: Mateus 4:27-30

                   4. A reunião de Israel: Mateus 24:31

                   5. As parábolas dos últimos tempos:

                            a. A figueira: Mateus 24:32-44

                            b. O servo fiel: Mateus 24:45-51

                            c. Dez virgens: Mateus 25:1-13

                            d. Os talentos: Mateus 25:14-30

                   6. O juízo aos Gentios: Mateus 25:31-46

         B. A preparação para a morte do Rei:

                   1. A predição de Sua morte: Mateus 26:1-2; Marcos 14:1; Lucas 22:1

                   2. O plano dos governantes: Mateus 26:3-5; Marcos 14:1-2; Lucas 22:2

                   3. A Unção: Mateus 26:6-13; Marcos 14:3-9; João 12:2-8

                   4. O pacto da traição: Mateus 26:14-16; Marcos 14:10-11; Lucas 22:3-6

                   5. A preparação para a Páscoa: Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas         22:7-13

                   6. A Páscoa: Mateus 26:20; Marcos 14:17; Lucas 22:14-16; 24-30

                   7. A provisão de um exemplo: João 13:1-20

8. A predição da traição de Judas: Mateus 26:21-25; Marcos 14:18-21; Lucas 22:21-23; João 13:21-30

9. A predição da rejeição de Pedro: Mateus 26:31-35; Marcos 14:27-31; Lucas 22:31-38; João 13:37-38

                   10. Monumento comemorativo: Mateus 26:26-30;Marcos 14:22-26;Lucas 22:17-20

         C. Última mensagem do Rei:

                   1. A introdução: João 13:31-35

                   2. Os problemas: João 13:36-14:24

                   3. As promessas: João 14:25-31

                   4. Instruções concernente:

                            a. A dar fruto: João 15:1-17

                            b. Aos inimigos dos discípulos: João 15:18-16:4

                            c. Ao ministério do Espírito Santo: João 16:5-15

                            d. Os resultados da ressurreição: João 16:16-28

                            e. A conclusão: João 16:29-33

         D. A última oração do Rei

                   1. Sua oração por Si mesmo: João 17:1-5

                   2. Sua oração por Seus discípulos: João 17:6-19

                   3. Sua oração por todos os crentes: João 17:20-26

         E. A Oração do Jardim: Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-42; Lucas 22:39-46; João 18:1

 

X. A morte do Rei

         A. A detenção: Mateus 26:47-56; Marcos 14:43-52; Lucas 22:47-53; João 18:2-12

         B. O julgamento religioso do Rei

                   1. O julgamento ante Anás: João 18:12-14,19-23

2. O julgamento ante Caifás: Mateus 26:57, 59-68; Marcos 14:53, 55-56; Lucas 22:54, 63-65; João 18:24

3. A negação de Pedro: Mateus 26:58, 69-75; Marcos 14:54; 66-72; Lucas 22:54-62; João 18:15-18, 25-27

                   4. O veredicto do Sinédrio: Mateus 27:1; Marcos 15:1; Lucas 22:66-71.

                   5. A morte de Judas: Mateus 27:3-10

         C. O julgamento civil do Rei

1. O processo ante Pilatos: Mateus 27:2, 11-14; Marcos 15:2-5; Lucas 3:1-5; João 18:28-38

                   2. O processo ante Herodes: Lucas 23:6-12.

3. O processo ante Pilatos: Mateus 27:15-26; Marcos 15:6-15; Lucas 23:13-25; João 18:39-19:1, 4-16

                   4. O escárnio do Rei: Mateus 27:27-30; Marcos 15:16-19; João 19:2-3

         D. A jornada ao Calvário: Mateus 27:31-34; Marcos 15:20-23; Lucas 23:26-33; João 19:16-17

         E. A crucificação do Rei

1. As primeiras três horas: Mateus 27:35-44; Marcos 15:24-32; Lucas 23:33-43; João 19:18-27

2. Outras três horas: Mateus 27:45-50; Marcos 15:33-37; Lucas 23:44-46; João 19:28-30

3. Os sinais da morte do Rei: Mateus 27:51-56; Marcos 15:38-41; Lucas 23:45,47-49

         F. O sepultamento do Rei: Mateus 27:57-60; Marcos 15:42-47; Lucas 23:50-56; João 19:31-42   

         G. O selo da tumba do Rei: Mateus 27:62-66

 

XI. A ressurreição do Rei

         A. A preparação pelas mulheres: Mateus 28:1; Marcos 16:1

         B. Abrindo a tumba: Mateus 28:2-4

         C. A visita das mulheres: Mateus 28:5-8; Marcos 16:2-8; Lucas 24:1-8; João 20:1

         D. O relato dos discípulos: Lucas 24:9-12; João 20:2-10

         E. O aparecimento do Rei a Maria: Marcos 16:9-11; João 20:11-18

         F. O aparecimento do Rei às mulheres: Mateus 28:9-10

         G. O relato dos guardas: Mateus 28:11-15

         H. O aparecimento aos discípulos no Caminho de Emaús: Marcos 16:12-13; Lucas 24:13-32

         I. O relato dos dois discípulos: Lucas 24:33-35

         J. O aparecimento aos dez discípulos: Marcos 16:14; Lucas 24:36-43; João 20:19-25

         K. O aparecimento do Rei aos onze discípulos: João 20:26-31

         L. O aparecimento do Rei aos sete discípulos: João 21:1-25

 

XII. Comissionados pelo Rei: Mateus 28:16-20; Marcos 16:15-18; Lucas 24:44-49

 

XIII. O Rei volta ao céu: a ascensão de Jesus: Marcos 16:19-20; Lucas 24:50-53


Capítulo Três

 

O REINO: PASSADO, PRESENTE, FUTURO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o Versículo-chave de memória.

n Demonstrar entendimento do Reino de Deus em sua forma passada.

n Demonstrar entendimento do Reino de Deus em sua forma presente.

n Demonstrar entendimento do Reino de Deus em sua forma futura.

n Apresentar os fatos básicos sobre o Reino de Deus.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Os capítulos anteriores introduziram o Reino de Deus e o governante deste reino, o Senhor Jesus Cristo. Este capítulo apresenta uma apreciação global do passado, presente e futuro do reino de Deus. Também apresenta os fatos básicos sobre o reino.

 

Há um tema básico que une os dois Testamentos. Esse tema é o reino de Deus e o Rei deste reino. As expressões “o reino de Deus” e “reino dos céus” não aparecem no Antigo Testamento. Estas são expressões do Novo Testamento. Porém, como você descobrirá ao estudar a história passada do reino de Deus, seus fundamentos foram postos nos tempos do Antigo Testamento. As formas presente e futura do reino foram construídas sobre estes fundamentos do Antigo Testamento.

 

O REINO PASSADO: O ANTIGO TESTAMENTO

 

O Reino de Deus é eterno. Isto significa que sempre existiu e sempre existirá (Salmos 145:13).

 

O Reino de Deus primeiro existiu no céu. Quando Deus criou a terra, era Seu desejo que Seu reino celestial se estendesse pelo mundo que Ele havia criado.

 

UM HOMEM ESCOLHIDO:

 

Para cumprir este desejo, Deus criou um ambiente perfeito como uma extensão de Seu reino. No jardim do Éden Ele criou o primeiro homem e mulher, que deveriam multiplicar-se e povoar a terra. Por este método de reprodução eles deveriam estender o reino por todo o mundo.

 

A criação do mundo marcou a preparação do reino de Deus que seria herdado pelo homem (Mateus 25:34).

Ao primeiro casal, Adão e Eva, foi dado o domínio sobre a extensão terrena do reino de Deus (Gênesis 1:26-28).

 

Deus não quis a servidão forçada dos súditos do Seu reino terreno. Ele queria que o homem tornar-se parte do reino de Deus de livre vontade. Assim, pois, Ele estabeleceu uma lei no novo reino. A lei era baseada na liberdade de escolha. A opção determinaria se o homem continuaria ou não vivendo no reino de Deus (Gênesis 2:16-17).

 

Em Gênesis capítulo 3, você pode ler a história da escolha errada feita por Adão e Eva. Quando Adão e Eva pecaram, eles perderam sua herança no Reino de Deus. Eles perderam a vida eterna e o bonito ambiente do reino.

 

Devido ao pecado, certas maldições vieram sobre Satanás, a terra e ao homem. Você pode ler sobre estas maldições em Gênesis capítulo 3. A terra deixou de ser um ambiente perfeito, uma extensão sem defeito do reino celestial. O homem já não tinha o domínio sobre a terra, e ele estava separado da presença do Rei devido ao pecado.

 

Deus havia oferecido estender Seu reino através de um homem, porém o Reino havia sido rejeitado. O homem perdeu a herança preparada por Deus para ele desde a fundação do mundo, e Satanás tomou o controle da terra. Porém nesta hora mais obscura veio a promessa de Deus para restaurar o Reino de Deus ao homem. Deus disse a Satanás:

 

“Porque Deus sabe que no dia em que doe comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3:15).

 

Esta foi a primeira promessa de um Rei que viria algum dia e venceria o poder do inimigo, Satanás. Do corpo de uma mulher viria o Rei Jesus Cristo. Através de Sua morte o homem poderia limpar-se do pecado, renascer no reino de Deus, obter a vida eterna e reclamar sua herança legal.

 

UM POVO ESCOLHIDO:

 

Depois da falha do homem, Deus escolheu uma nação através da qual ele poderia estender Seu reino por todo o mundo. Deus levantou a Abraão como o homem de quem esta nação descenderia. Ele fez muitas promessas acerca da nação de Israel e seu papel na extensão do reino de Deus por todo o mundo. Você pode ler a história de Abraão e as promessas dadas a ele e à nação de Israel em Gênesis 12 a 25.

 

A nação de Israel foi escolhida para um propósito, não um privilégio. Eles não foram escolhidos porque eles eram melhores que as outras nações ou porque Deus os amava mais. Foi uma escolha de responsabilidade. Essa responsabilidade era estender o Reino de Deus por toda a terra. Deus deu as leis do reino à nação de Israel. Muitas destas leis estão registradas no livro de Êxodo.

 

Reis terrenos foram estabelecidos depois para ajudar a governar o reino de Deus (1 Crônicas 28:5).

 

Porém, a nação de Israel falhou em sua responsabilidade de estender o reino. Vez após vez a nação pecava e se voltava aos deuses falsos. Você pode ler exemplos se seus fracassos no livro de Juízes no Antigo Testamento.

 

Deus comparou a nação de Israel a uma vide no mundo natural. Israel foi escolhido para dar o “fruto” do reino de Deus. Finalmente, Deus disse sobre Israel:

 

“Israel é vide luxuriante, que dá o fruto; segundo a abundância do seu fruto, assim multiplicou os altares; quanto melhor a terra, tanto mais belas colunas fizeram. O seu coração é falso; por isso, serão culpados; o SENHOR quebrará os seus altares e deitará abaixo as colunas. Agora, pois, dirão eles: Não temos rei, porque não tememos ao SENHOR. E o rei, que faria por nós?” (Oséias 10:1-3).

 

“Eu mesmo te plantei como vide excelente, da semente mais pura; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada, como de vide brava?” (Jeremias 2:21).

 

Devido a sua rejeição do reino de Deus e o fracasso em cumprir a responsabilidade de sua extensão, Israel se torno uma nação dividida. Eles estavam separados nas nações de Israel e Judá. Finalmente as duas nações foram conquistadas e foram governadas pelas nações pagãs.

 

Apesar do fracasso de Israel, Deus prometeu que Seu reino algum dia seria restaurado na forma visível e Israel seria de novo parte doe. Através dos profetas, Deus deu muitas promessas sobre o Rei que viria e o reino de Deus em sua forma futura.

 

Promessas foram feiras a Davi (2 Samuel 7:16; Salmos 22:27-28; 72:7-11; 89:1-4; 96 e 98) e a Jeremias (Jeremias 3:17-18; 23:5-6; 31:31-34). Promessas foram dadas a Isaías (Isaías 2:2-5; 33:20-22; 35; 62:1-2; 65:17-25). Também foram dadas promessas a Ezequiel (Ezequiel 26:25-30; 37:22-28), Joel (Joel 2:28), Zacarias (Zacarias 8:20-23; 12:10; 14:9-17), Amós (Amós 9:15), e Miquéias (Miquéias 4). Haviam muitas outras promessas dadas acerca do reino além destas que foram listadas.

 

A nação de Israel esperou pela vinda de um Messias que cumpriria estas grandes promessas. Eles esperavam por um Rei que os libertaria do controle das outras nações. Eles esperavam pelo reino que eles haviam perdido para que ele fosse restaurado na forma visível.

 

O REINO PASSADO: O NOVO TESTAMENTO

 

Há um versículo chave que une os relatos do Antigo e do Novo Testamentos sobre o reino:

 

“A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele” (Lucas 16:16).

 

As profecias do Antigo Testamento predisseram a vinda do Reino e Seu Rei. O Novo Testamento cumpriu estas predições. A lei do Antigo Testamento estabeleceu os fundamentos para os princípios do Novo Testamento que governariam a vida no reino. Quando Jesus veio Ele não anulou a lei, porém a cumpriu e estendeu os princípios do Reino sobre este fundamento.

 

Quando João Batista alçou sua voz no deserto da Judéia e anunciou “O Reino dos Céus está perto”, Ele usou palavras que eram comuns em seus dias. Estas palavras foram compreendidas pela nação de Israel, pois a esperança do Reino prometido e de Seu Rei queimava no coração de cada judeu (Mateus 3:1-3).

 

UM HOMEM ESCOLHIDO:

 

No Antigo Testamento, Deus selecionou um homem para estender Seu reino por todo o mundo. Adão falhou nesta responsabilidade. No Novo Testamento, Deus enviou a Seu próprio Filho, Jesus, para estender Seu reino ao mundo. Jesus cumpriu esta responsabilidade, pois Ele fez deste o propósito central de Sua vida e ministério.

 

Depois do encarceramento e morte de João Batista, Jesus começou a compartilhar a mensagem do Reino (Marcos 1:14-15; Mateus 4:17).

 

Durante Seu ministério terreno, Jesus selecionou alguns homens chaves para serem Seus discípulos. Jesus lhes disse para ir e pregar dizendo “o reino dos céus está próximo” (Mateus 10:7). Que significa o termo “próximo”? Olhe as mesmas palavras de Jesus usadas num contexto diferente:

 

“Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima” (Mateus 26:46).

 

Quando Jesus disse que aquele que deveria traí-lo estava “próximo”, Ele quis dizer que a pessoa (Judas) havia chegado. O tempo para a traição estava “próximo”. Quando disse que o Reino de Deus estava “’próximo”, isto significava que o reino havia chegado. Jesus gastou sua vida inteira dizendo às pessoas que o Reino tinha chegado, ensinando os princípios da vida do reino e explicando como os homens e mulheres poderiam entrar no Reino de Deus.

 

Ainda que o reino de Deus estivesse perto, ele não veio em forma visível (Lucas 17:20-21).

 

As parábolas de Jesus sobre o reino descreveram-no como uma semente que semeada, uma semente de mostarda escondida na terra, um tesouro oculto, e uma pérola oculta de grande preço. Em todas estas formas, o reino ainda não estava presentemente visível.

 

Israel havia esperado o reino de Deus em forma visível, com grande fanfarra e governado por um Rei visível e poderoso (Lucas 19:11).

 

A parábola que Jesus contou foi de um nobre que foi para um país longínquo e depois retornou para receber seu reino. Enquanto Jesus se aproximava de Jerusalém, Ele preparava as pessoas para Sua morte futura. Através desta parábola, Ele revelou que o reino em sua forma visível seria postergado até a outra vinda. Em Seu retorno, ele seria estabelecido.

 

Israel acreditava que o verdadeiro Rei estabeleceria o reino imediatamente em toda a glória de sua forma visível como era sob o Rei Davi. Deus havia prometido ao Rei Davi que ele edificaria uma casa ao Seu nome e estabeleceria seu reino para sempre (2 Samuel 7:13).

 

Quando Jesus entrou montado em Jerusalém, as pessoas pensaram que Ele estava vindo para estabelecer o reino visível, tendo a Jerusalém como sua capital federal, como havia sido profetizado desde os tempos do Antigo Testamento. Devido a isto, eles se regozijaram e o honraram como Rei quando Ele entrou na cidade (marcos 11:10).

 

Porém o reino não seria estabelecido visivelmente. Jesus já havia dado uma parábola sobre o fermento em um pouco de massa para ilustrar a difusão do reino (Mateus 13:33). Ele viria através de um crescimento firme e silencioso, assim como o fermento espalhado através da massa do pão.

 

Jesus já havia dado a parábola do nobre que fio ao país longínquo e depois voltou para receber Seu reino. Porém Israel não havia entendido estas parábolas do reino. Porque Jesus não estabeleceu um reino visível imediatamente, pouco tempo depois às mesmas pessoas que o haviam recebido como Rei o rejeitaram. Eles se voltaram contra Ele e exigiram Sua morte por crucificação.

 

Quando Jesus veio a terra, o Reino de Deus estava “à mão”. Porque ele não veio como eles esperavam, o povo judeu rejeitou o reino e Seu rei (João 1:11-13).

Devido a esta rejeição, Jesus anunciou que o Reino de Deus havia sido tomado de Israel e dado a um povo que produziria o fruto de justiça (Mateus 21:43).

 

Através disso Jesus quis dizer que a mensagem do reino seria dada às nações gentílicas (todas as demais nações não-judaicas). Elas estavam prontas para receber e responder a ele. 

 

Com isso Jesus quis dizer que a mensagem do reino seria dada às nações gentílicas (todas as outras nações exceto Israel). Elas estavam prontas para receber e responder a ela.

 

Jesus disse a nação de Israel e a Jerusalém, sua capital nacional, que elas estariam sob juízo (Lucas 21:24).

 

Porque Israel rejeitou o reino e o Rei, o estabelecimento visível do reino em sua forma final foi postergado até a outra vinda do Rei. Esta outra vinda se chama a segunda vinda de Jesus Cristo.

 

UM POVO ESCOLHIDO:

 

No Antigo Testamento, Deus escolheu a nação de Israel como o corpo corporativo de pessoas através de quem o Reino poderia estender-se por todo o mundo. Israel falhou nesta responsabilidade. No Novo Testamento, Deus selecionou a Igreja, aqueles que recebem e respondem ao Evangelho, como o corpo corporativo através de quem o reino será estendido.

 

O apóstolo Paulo, escolhido de Deus para levar o Evangelho do Reino aos gentios, escreveu estas palavras:

 

“A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Efésios 3:8-11).

 

Recorde que o reino foi preparado por Deus para o homem desde a fundação do mundo. A igreja tem sido escolhida por Deus para revelar este mistério do Reino às nações do mundo. Através doa o propósito eterno de Deus será realizado (Efésios 1.9-10).

 

A Igreja é o corpo corporativo visível através de quem o reino de Deus será estendido por todo o mundo. Estudo seguinte diagrama:

 

 

A organização universal                O REINO

 

 

 

Organização local, visível, através de que o reino está estendido         A IGREJA

        

                                              

 

Indivíduos que compõem a Igreja                              OS CRENTES

 

 

Jesus deixou a Igreja com a responsabilidade de pregar o Evangelho a toda criatura (Marcos 167:15).

 

Ele equipou os crentes com poder para executar a tarefa (Atos 1:8).

 

No fim, todas as coisas serão trazidas à submissão ao Rei, Jesus, que voltará para estabelecer o reino visivelmente.

 

O REINO PRESENTE

 

Jesus ensinou que o “reino de Deus está dentro de vocês”. Quer dizer, onde o Rei está e aonde Seu governo é reconhecido, ali está o presente reino de Deus. O reino de Deus é a esfera do governo de Deus. O reino no mundo é, presentemente, a esfera na qual, em qualquer momento, Seu governo é reconhecido.

 

Recorde que desde o tempo da rebelião de Satanás no céu, tem havido guerra entre o reino de Deus e o reino de Satanás. A terra é a esfera desta rebelião universal contra Deus. Através do pecado do homem, uma maldição cobriu a terra e Satanás tomou vantagem para tentar estabelecer seu reino maligno. É evidente que ele controlava os reinos terrenos quando ele tentou a Jesus (Mateus 4:8-10).

 

Porém, Deus não tem abandonado Sua soberania como o Rei frente à rebelião do homem. Ele tem declarado Seu propósito para estabelece-o (Daniel 2:44).

 

O reino de Deus também está aqui e agora. Não é algo no futuro que nós não podemos conhecer até que se estabeleça visivelmente no fim do mundo. O governo do Rei é reconhecido nos corações dos crentes individualmente. O governo do Rei é reconhecido na verdadeira Igreja de Jesus Cristo. O reino está presente aonde quer que hajam pessoas que amam a Deus, que têm nascido no reino, adotado os princípios do reino como seu estilo de vida e reconhecido o reinado do Senhor Jesus Cristo como o Rei.

 

A Bíblia diz que o reino é agora um “mistério” (Marcos 4:11) porque não está dentro do alcance dos poderes naturais de observação (Lucas 17:20).

 

O reino sobre a terra, presentemente, só poder ser discernido espiritualmente. Ele tem sido estabelecido espiritualmente, porém não ainda visivelmente. O presente reino visível de Deus está no céu. Este não é o céu que nós falamos quando nos referimos ao céu sobre nós. Este é o céu no qual Jesus viveu antes de vir a terra (João 17:5). É o céu ao qual Ele ascendeu depois de Sua ressurreição dentre os mortos (Atos 1:9-11).

 

O céu é a residência presente de Deus, Jesus, e dos anjos em forma visível. O céu é onde Jesus aguarda até agora o tempo de Seu retorno a terra para estabelecer o reino em sua forma permanente, visível. Enquanto Ele espera no céu, Jesus serve como um intercessor. Ele se senta à mão direita de Deus e intercede pelos crentes ainda na terra (Hebreus 7:25).

 

O REINO FUTURO

 

Ainda que Jesus tenha dito aos Seus discípulos que o Reino estava perto e realmente estava em seu meio, Ele também falou do reino em sua forma futura. Ele disse aos discípulos que orassem “venha o teu reino” (Mateus 6:10).

 

Os discípulos haviam esperado que Jesus estabelecesse este reino “vindouro” ou futuro antes do Calvário. Quando Jesus morreu, sua esperança estava perdida. Depois de Sua ressurreição sua esperança foi reavivada. No período de tempo entre a ressurreição e Seu retorno ao céu, Jesus falou muitas coisas sobre o reino de Deus. Isto incitou aos discípulos para perguntar “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” (Atos 1:6). Jesus respondeu:

 

“Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade” (Atos 1:7).

 

A vinda do reino é certa, porém o tempo de sua visível restauração descansa com o Pai.

 

Jesus compartilhou muitas coisas que devem acontecer na terra antes do Reino ser estabelecido em sua forma final. Estes sinais foram revelados para ajudar-nos a reconhecer quando o tempo aproximar-se. Você pode ler sobre estes sinais em Mateus 24 e 25, Marcos capítulo 13 e Lucas 17:20-37. Jesus disse aos discípulos que quando estas coisas começarem a suceder, elas seriam um sinal que a restauração visível do reino de Deus estava perto (Lucas 21:31).

 

O EVANGELHO A TODAS AS NAÇÕES MARCA O PRINCÍPIO DO FIM: (Mateus 24:14).

 

JESUS VOLTARÁ A TERRA: (Atos 1:11).

 

JESUS DERROTARÁ TODOS OS REINOS DO MUNDO: (1 Coríntios 15:24-25; Apocalipse 11:15).

SATANÁS E OS RESIDENTES DE SEU REINO SERÃO DERROTADOS: (Apocalipse 20:10).

 

TODAS AS NAÇÕES ENTRARÃO NO REINO(Mateus 8:11).

 

TODAS AS PESSOAS RECONHECERÃO A JESUS COMO O REI: (Filipenses 2:9-11; Apocalipse 19:6).

 

TODOS OS HOMENS, VIVOS E MORTOS, SERÃO JULGADOS POR DEUS: (2 Timóteo 4:1; Apocalipse 20:12, 13, 15).

 

Jesus contou uma parábola sobre o reino ser como uma grande rede lançada ao mar que recolheu todo tipo de peixe. Quando a rede foi retirada do mar à praia, os peixes bons foram separados dos ruins (Mateus 13:47-48).

 

Ele também falou do reino como o joio e o trigo que crescem juntos durante um certo tempo. Porém, no fim, o trigo é separado do joio (Mateus 13:24-30, 36-42). Pelo exemplo do joio entre o trigo, Jesus ensinou que o reino já havia vindo, porém os homens maus ainda estavam presentes. Durante um certo tempo, os dois coexistirão. No juízo, eles serão separados.

 

Estas duas parábolas envolvem a separação que ocorrerá no momento do juízo. Aqueles que entraram no reino através do novo nascimento serão aceitos no reino visível em sua forma final. Todos os outros serão lançados fora do reino (Lucas 13:28).

 

O REINO DE DEUS SERÁ ESTABELECIDO EM SUA FORMA VISÍVEL: (Daniel 7:14).

 

OS VERDADEIROS CRENTES REINARÃO COM JESUS NO REINO: (Apocalipse 3:21).

 

HAVERÁ UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA:

 

Você pode ler as descrições do novo céu e da nova terra nos capítulos 21 e 22 de Apocalipse. Jerusalém será o trono do Senhor e todas as nações se achegarão a Ele: (Jeremias 3:17).

 

UM RESUMO

 

Agora permita-nos resumir o passado, presente e futuro do reino de Deus.

 

Estudo seguinte gráfico e depois estudo resumo que segue ao gráfico.

 

ß-------- O REINO DE DEUS NO CÉU -------à

 

O reino d Deus na Terra

O retorno do Rei no fim dos tempos

Estabelecendo o Reino de Deus em sua forma visível final

 

Estendido por ---à Homem ---à Israel--à A Igreja -------à

 

Nota a linha ponteada sobre o diagrama. Ela mostra que o reino de Deus existiu no céu antes da criação da terra.

Observe as setas no final do diagrama. Deus criou a terra como uma extensão de Seu reino celestial. Ele escolheu o homem como o instrumento através do qual Seu reino se estenderia. O homem falhou nesta responsabilidade.

 

Depois Deus escolheu uma nação através da qual Seu reino se estenderia. Porém, Israel falhou em sua responsabilidade. Eles se voltaram aos deuses falsos e às normas mundanas aceitáveis em lugar dos princípios do reino.

 

Então Deus enviou a Seu Filho, Jesus Cristo. Aonde o primeiro homem, Adão, falhou, o segundo homem, Jesus, teve êxito. Ele introduziu o reino de Deus na terra. Jesus proporcionou um caminho, a través do novo nascimento, para que o homem pudesse  viver no reino de Deus e que o reino existisse dentro doe ainda que ele vivesse no mundo natural.

 

Porque o reino e Seu Rei foram rejeitados, o estabelecimento visível do reino foi postergado até uma segunda vinda.

 

Para estender a mensagem do “Evangelho do Reino”, Deus agora tem escolhido a Igreja. A igreja é o instrumento através de quem a mensagem do Reino será compartilhada com as nações do mundo. Aonde o primeiro povo escolhido, Israel, falhou, a Igreja terá êxito. Quando o Evangelho do Reino for pregado por todo o mundo, o segundo retorno do Rei ocorrerá. O reino de Deus será estabelecido em sua forma final, a forma visível. Todos os outros reinos do mundo serão derrotados.

 

FATOS SOBRE O REINO DE DEUS

 

Você tem aprendido sobre o reino de Deus passado, presente e futuro. Aqui estão alguns outros fatos básicos sobre o reino:

 

ELE É GOVERNADO POR DEUS DESDE SEU TRONO NO CÉU: (Salmos 103:19).

 

ELE É GOVERNADO POR UM REI QUE É IMUTÁVEL: (Hebreus 13:8).

 

O REINO DE DEUS É ETERNO: (Salmos 145:13; Lucas 1:33; Hebreus 1:8; Daniel 4:3).

 

O REINO DE DEUS NÃO PODE SER REMOVIDO, SACUDIDO OU DESTRUÍDO: Hebreus 12:28.

 

O REINO FOI PREPARADO DESDE O INÍCIO: (Mateus 25:34).

 

DEUS QUER QUE NÓS HERDEMOS SEU REINO: (Lucas 12:32; 22:29).

 

O REINO É DO SENHOR: (Salmos 22:28; Mateus 6:13; Zacarias 14:9).

 

O REINO DE DEUS É SOBERANO SOBRE TODOS OS OUTROS REINOS: (Salmos 103:19).

 

O REINO DE DEUS É COMPOSTO DE PESSOAS DE TODAS AS NAÇÕES: (Lucas 13:29).

 

O REINO DE DEUS NÃO É UM REINO DESTE MUNDO: (João 18:36).

 

O REINO DE DEUS É BASEADO EM PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS: (Romanos 14:17; 1 Coríntios 4:20).

 

O REINO DE DEUS NÃO PODE SER HERDADO POR CARNE E SANGUE: (1 Coríntios 15:50; João 3:3 e 5).

 

HÁ CHAVES ESPIRITUAIS PARA O REINO DE DEUS: (Mateus 16:19).

 

Estas “chaves do reino” serão explicadas no capítulo seguinte.

 

 

 

TESTE

 

1. Escreva o versículo chave de memória.

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2. Numa folha de papel separada, escreva um breve resumo da história passada do reino de Deus.

 

3. Numa folha de papel separada, escreva um breve resumo sobre presente reino de Deus.

 

4. Numa folha de papel separada, escreva um breve resumo que descreva o reino futuro de Deus.

 

5. Reveja os fatos básicos sobre o reino de Deus vistos nesta lição, depois veja quantos você pode listar de memória.

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(As respostas se encontram no final do último capítulo deste manual.)

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

Como você aprendeu neste curso, há dois reinos espirituais e cada pessoa viva está residindo num ou noutro. Você ou é um cidadão do reino de Satanás ou do reino de Deus. Contanto que você esteja na terra, você viverá num reino do mundo. Isto significa que você viverá em uma nação que é controlada por um governo humano.

 

O governo humano foi originalmente ordenado por Deus para manter a organização apropriada e administrar Suas leis na terra. Deus deveria ser o governante soberano sobre o governo humano, o qual deveria operar baseado em Sua Palavra, plano e propósitos. É evidente no mundo de hoje que os governos não estão seguindo o plano original de Deus. Eles se tornaram maus e opressivos. Eles não operam dentro dos princípios de Deus. Muitos destes governos e seus governantes nem sequer reconhecem a existência de Deus. Estes governos se tornaram “os reinos do mundo” controlados por Satanás.

 

Porque você deve viver sob o governo humano, é importante que você reconheça o que a Bíblia ensina com respeito a este assunto:

 

OS REINOS DO MUNDO

 

I. Deus deu origem aos governos

         A. Os Governos são ordenados por Deus: Romanos 13:1.

         B. Os Governantes são ministros de Deus: Romanos 13:4, 6.

C. Deus estabelece e derruba aos governos segundo Sua vontade: Daniel 4:32; 5:21; Salmos 75:7.

 

II. O plano de Deus para o governo

         A. O plano original de Deus foi para os governos:

                   1. Manterem e promoverem o bem das pessoas: Romanos 13:3,4

                   2. Para operarem em justiça e julgar o mal: Romanos 13:3-4

         B. Os governos se opuseram a Seu plano:

1.  Usaram a autoridade injustamente para cumprir seus desejos egoístas: 1 Reis 21:7-14

2.  Em tais casos, Deus finalmente traz o juízo sobre o governante o governantes: 1 Reis 21:19.

 

III. As Responsabilidades do governo para com as pessoas

         A. Não deve levar as pessoas a pecar: 1 Reis 12:28-30

         B. Deve promover o bem das pessoas: Romanos 13:1-5

         C. Deve julgar o mal: Romanos 13:3-4

         D. Deve manter a paz interna: 1 Samuel 30:21-24

         E. Deve proteger os direitos de sus cidadãos: Atos 22:25-30

 

IV. Os princípios que governam os governantes:

         A. O governante deve ser sábio: Gênesis 41:33; Deuteronômio 1:13

         B. O governante deve proteger e ajudar os pobres e necessitados: Romanos 12:4; Salmos 82:3-4

         C. O governante deve reconhecer a Deus como Deus: Salmos 2:10,11

         D. Governantes que não reconhecem a Deus são derrubados:

                   1. Nabucodonosor: Daniel 4

                   2. Belsazar: Daniel 5

                   3. Herodes: Atos 12:21-23

E. Deus pode colocar um governante que é obediente em lugar de um que não é: 1 Reis 11:11

F. Deus pode tirar uma família de um lugar de autoridade devido ao pecado: 1 Reis 14:7-11

G. Devido à retidão de um homem, Deus pode permitir-lhe manter um herdeiro o descendente no trono: 1 Reis 11:13; Lucas 1:32

 

V. A relação das pessoas com o governo

         A. Governantes e leis não devem ser resistidos: Romanos 13:2

                   1. Submeta-se por causa do Senhor: 1 Pedro 2:13-14

                   2. Depreciar o governo é um pecado da carne: 2 Pedro 2:10

                   3. As pessoas devem obedecer às leis: Marcos 12:17

B. Há uma exceção a tal obediência: os mandamentos dos governantes não devem ser obedecidos quando eles se opõem aos mandamentos ou propósitos de Deus:

                   1. Êxodo 1:17

                   2. Daniel 3:18

                   3. Atos 5:29

C. As pessoas devem pagar impostos ao governo: Romanos 13:6-7; Mateus 17:25-27

D. Deus às vezes permite um pouco de liberdade na eleição do governo: 1 Samuel 8:4-9

E. As pessoas devem orar pelos governantes: 1 Timóteo 2:1-2

 

VI. O governo humano é temporal. Todos os governos deixarão de existir algum dia: 1 Coríntios 15:24

 


Capítulo Quatro

 

AS CHAVES DO REINO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o Versículo Chave de memória.

n Identificar as Chaves do Reino.

n Identificar as pessoas as quais as chaves foram dadas.

n Reconhecer que o arrependimento do pecado é necessário para entrar no Reino.

n Compreender que o crescimento espiritual continuado é necessário para assegurar o acesso ao Reino.

 

VERSÍCULO CHAVE:

 

“Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus” (Mateus 16.19).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Você tem aprendido sobre a existência do Reino eterno de Deus e do Rei Jesus Cristo. Neste capítulo você descobrirá como entrar no Reino de Deus enquanto você estuda “as Chaves do Reino”.

 

UM REINO DESIGNADO

 

Antes de Jesus voltar ao Céu Ele disse a Seus discípulos:

 

“Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio” (Lucas 22.29).

 

Jesus também falou que Sua Igreja espalharia a mensagem do Reino por todo o mundo:

 

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus” (Mateus 16:18-19).

 

Nesta passagem bíblica Jesus revelou a Pedro que ele seria uma das pedras do fundamento espiritual da primeira igreja. Isto significava que ele seria uma parte vital de seu crescimento e desenvolvimento. O nome “Pedro” realmente significa “uma pequena pedra”. Jesus então disse de Si mesmo, “... sobre esta rocha edificarei a minha igreja”, indicando que a igreja derivaria sua existência Doe. Ele seria a rocha sobre a qual a Igreja seria e foi construída. Haveria muitas outras pedras menores (pessoas como Pedro). Essas pedras seriam uma parte importante da Igreja. Porém, o próprio Jesus seria a pedra angular sobre a qual a estrutura da Igreja seria construída. Jesus então fez dois comentários com respeito a esta igreja.

 

Primeiro, Ele disse que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Isso implica que a Igreja teria inimigos lutando contra ela, porém Ele assegurou que os inimigos não a venceriam.

 

Segundo, e mais importante para o nosso estudo, Jesus prometeu dar as chaves do Seu Reino à Igreja.

 

No mundo natural, se você possui as chaves de um edifício, isso significa que você tem autoridade ali. Devido a sua posição de autoridade, você tem as chaves do edifício. A autoridade da qual Jesus estava falando nesta passagem é uma autoridade espiritual. Ele deu as chaves espirituais das portas de Seu reino à Igreja. Jesus disse “Eu” as darei. O poder e autoridade da Igreja fluem de Jesus. O uso da palavra “darei” (no tempo futuro) significa que as chaves ainda não haviam sido dadas no momento em que Jesus falou. Este poder foi liberado em Atos 2 quando o Espírito Santo foi dado aos crentes:

 

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

 

As chaves do Reino são o poder para ligar [atar] e desligar [desatar]. Ligar (ou atar) algo significa colocar cadeias ou uma atadura nisso. É como fechar com chave e colocar uma tranca na porta de um quarto. Desligar algo é soltar ou pôr em liberdade. É semelhante a abrir a porta de um quarto. A Igreja teria uma posição de autoridade. Teria as chaves do Reino de Deus. Seria o instrumento através do qual se abririam as portas espirituais do Reino às nações do mundo. Pedro seria o primeiro a usar estas chaves do Reino. Ele abriria a porta para ministrar às nações Gentílicas do mundo.

 

A Igreja teria o poder para desatar ou liberar as forças espirituais do bem e ligar ou atar as forças espirituais do mal. Em cada dificuldade enfrentada pelos crentes, atar e desatar seriam a chave para a vitória.

 

COMO ENTRAR NO REINO DE DEUS

 

As chaves do Reino foram dadas por Jesus à Igreja. Porém, especificamente, como se obtém o acesso ao Reino de Deus?

 

Leia em João 3.1-21 a história de Nicodemos, um líder religioso no tempo do ministério de Cristo na terra. Ele veio a Jesus desejando obter acesso ao Reino de Deus e, ao fazer isso, herdar a vida eterna. Jesus disse para ele:

 

“Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3.3).

 

Nicodemos ficou confuso. Ele perguntou a Jesus:

 

“Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (João 3.4).

 

Jesus explicou a Nicodemos que a experiência da qual Ele falou não era um nascimento físico. Através do nascimento físico você nasce em um reino deste mundo. Você nasce como um cidadão de uma determinada nação.

 

Ao nascer naturalmente, você herda a natureza básica do pecado:

 

“Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmos 5.15).

 

Porque o Reino de Deus é um reino espiritual, você deve nascer nele através do novo nascimento espiritual. Você deve mudar sua cidadania do reino de Satanás ao reino de Deus. Jesus disse:

 

“Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria. Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve” (João 3.6-7).

 

Paulo explicou que você poderia entrar no Reino com um corpo de carne e sangue:

 

“Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” (1 Coríntios 15.50).

 

Você entra no Reino de Deus e se torna herdeiro do Reino através do novo nascimento espiritual. A maneira de nascer de novo é crendo que Jesus morreu para sofrer o castigo por seus pecados. Você deve confessar seus pecados, pedir perdão e pôr a sua confiança Nele:

 

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.16).

 

(O arrependimento do pecado e a fé para com Deus foram estudados no curso “Fundamentos da Fé” do Instituto Tempo de Colheita. S você não  recebeu a experiência do Novo Testamento, nós recomendamos que você obtenha o curso e estude mais sobre este tema!).

 

É através de Jesus que você pode mover-se do Reino de Satanás ao Reino de Deus:

 

“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1.13).

 

ARREPENDIMENTO OU REVOLUÇÃO?

 

Quando Jesus veio a terra para estender o Reino de Deus, alguns que o reconheceram como o Rei pensaram que o Reino viria pela revolução. Eles pensaram que haveria uma revolta física real contra os poderes governantes existentes no mundo. Porém Jesus ensinou que a chave ao Seu Reino não era a revolução, mas sim o arrependimento:

 

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18.36).

 

“Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1.14-15).

 

“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4.17).

 

Quando Jesus morreu na cruz, dois ladrões foram crucificados perto Doe. Um does se arrependeu e pediu:

 

“E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23.42-43).

 

O arrependimento é a única maneira de ganhar o acesso ao Reino de Deus.

 

Jesus advertiu que haveria muitas doutrinas falsas que reivindicariam ser o caminho ao Reino:

 

“Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7.13-14).

 

Há somente um caminho de entrar no Reino e esse é através de Jesus Cristo. Jesus advertiu que você deve entrar na porta da vida eterna agora, porque algum dia a porta se fechará:

 

“Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois” (Lucas 13.24-25).

 

Agora a porta ao Reino de Deus está aberta. Você pode entrar nela através do arrependimento de seus pecados. No tempo do juízo de Deus sobre o mundo será demasiado tarde. A porta se fechará.

 

TRÊS PARÁBOLAS SOBRE O ACESSO AO REINO

 

Jesus contou uma série de parábolas em Lucas 15.1-32. Depois você aprenderá mais sobre as parábolas neste curso. As parábolas eram exemplos naturais com os quais Jesus ilustrava as verdades espirituais. Leia as parábolas em Lucas 15 sobre uma ovelha perdida, uma moeda perdida e um filho perdido. Todas elas dizem respeito à entrada no Reino de Deus.

 

n A parábola do pastor que busca a ovelha perdida ilustra como Deus busca trazer aqueles que estão espiritualmente perdidos ao Seu Reino.

n A parábola da mulher que busca uma moeda perdida ilustra a diligência com que você deve buscar os perdidos no pecado para guiá-os ao Reino.

n A parábola do filho perdido ilustra o princípio de arrependimento através do qual você pode ganhar seu lugar como um herdeiro do Reino de Deus.

 

ADICIONANDO A FÉ

 

É através da fé em Deus e em Seu Filho, Jesus Cristo, que você entra no Reino de Deus:

 

“Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?” (Tiago 2.5).

 

O apóstolo Pedro, sem dúvida, estava falando de qualidades espirituais que você deve buscar desenvolver em sua vida depois da experiência do novo nascimento:

 

“Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1.5-11).

 

Depois que você entra no Reino através da fé, você deve desenvolver um estilo de vida consistente com os princípios governantes do Reino de Deus. Se você não faz isto, você logo esquecerá que Deus o limpou do pecado e você retornará ao velho estilo de vida pecadora.

 

Pedro disse que se você segue à maturidade espiritual o seu acesso ao Reino será assegurado. Depois, nesse curso, você aprenderá os princípios para viver no Reino de Deus que o ajudarão a alcançar a maturidade espiritual.

 

 

 

TESTE

 

1. Escreva o versículo-chave de memória.

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2. A quem as chaves do reino foram dadas?

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3. O Que são as chaves do Reino?

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4. Que ação é necessária para alguém se transferir do reino de Satanás ao Reino de Deus?

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5. O que Jesus disse a Nicodemos que ele havia de entrar no Reino de Deus?

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6. O que a passagem de 2 Pedro 1.5-11 ensina? (Você pode usar sua Bíblia para ler estes versículos de novo).

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7. O que significa ligar ou atar alguma coisa?

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8. O que significa desligar ou desatar algo?

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(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

No capítulo anterior você estudou um esboço da vida e ensinamentos de Jesus organizados sobre a base do Rei, do Reino e dos princípios do Reino de Deus. O esboço combinou o que está registrado nos quatro Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João. Agora você estudará um dos Evangelhos em detalhe. O livro de Mateus, ainda que escrito para todos os crentes, tinha os judeus como seu público original. Mateus apresentou a Jesus como o Messias prometido e enfatizou o papel de Jesus como o Rei dos Judeus. Mateus enfatizou o Evangelho do Reino ensinado por Jesus. Devido a esta ênfase, Mateus é um dos livros da Bíblia mais orientados para o Reino de Deus. A palavra “reino” se encontra mais de 50 vezes no registro de Mateus e ele usa a frase “o reino do Céu” (ou dos céus) ao longo de todo o livro.

 

Use o seguinte esboço para estudar o livro de Mateus no que se refere ao Rei, Seu reino, e aos princípios do Reino.

 

Parte Um: A Genealogia do Rei - 1:1-17

 

I. Introdução: 1.1

 

II. As Pessoas Na Genealogia: 1.2-16

 

III. O Plano da Genealogia: 1.17

Parte Dois: O Nascimento e Infância do Rei - 1.18 a 2.23

 

I. A Concepção: 1.18-23

 

II. O Nascimento: 1.24-25

 

III. Os Eventos relacionados ao Nascimento: 2.1-33

 

A.  Visita dos sábios e a trama de Herodes: 2.1-12

B.  O Retorno do Egito: 2.13-15

C.  A vingança de Herodes: 2.16-18

D.  Retorno a Nazaré: 2.19-23

 

Parte Três: A Preparação - 3.1 a 4.11

 

I. A Preparação para a vinda do Rei: 3.1-17

 

A.  O ministério e mensagem de João, o Batista: 3.1-12

B.  O Batismo do Rei: 3.13-17

 

II. A Preparação do Rei: 4.1-11

 

A.  Sua humanidade atacada por Satanás: 4.1-4

B.  Sua divindade atacada por Satanás: 4.5-7

C.  Sua autenticidade como Messias foi atacada por Satanás: 4.8-11

 

Parte Quatro: O Ministério Do Rei Na Galiléia

 

I. Um Chamado Ao Arrependimento: 4.12-17

 

II. Quatro pescadores chamados ao discipulado: 4.18-22

 

III. Sucesso e Fama: 4.23-25

 

IV. Os Princípios de Conduta Para os Cidadãos do Reino: 5.1 a 7:28

 

A.  Atitudes que devem caracterizar aos cidadãos do Reino: 5.1-12

 

B.  O testemunho dos cidadãos com respeito à lei e os profetas: 5.17-48

 

a.  A lei de Deus em geral: 5.17-20.

b.  A nova lei: 5.21-48

i. Sobre o Assassinato: 5.21-26

ii.         Sobre o Adultério: 5.27-30

iii.        Sobre o divórcio: 5.31-32

iv.        Os juramentos: 5.33-37

v.         O tratamento de uns para com os outros: 5.38-48

 

C.  Três atitudes de adoração no Reino: 6.1-18

 

a.  Doação: Olhando para os lados: 6.1-4

b.  Oração: Olhando para cima: 6.5-15

c.  Jejum: Olhando para dentro: 6:16-18

 

D.  As prioridades dos Cidadãos do Reino: 6.19-33

a.  Com respeito às riquezas e bens: 6.19-21

b.  Com respeito ao serviço: 6.22-24

c.  Com respeito às necessidades materiais: 6.25-34

d.  A prioridade apropriada: O Reino: 6.33

 

E.  A conduta apropriada para os cidadãos do Reino: 7.1-29

 

a.  O Julgamento: 7.1-5

b.  Cuidado pelo que é santo: 7.6

c.  Oração: 7.7-12

 

i. Três tipos de oração: Pedir, buscar, bater: 7.7-8

ii.         Uma comparação entre os pais naturais e o Pai Celestial: 7.9-11

 

F.  Advertências especiais aos Cidadãos do Reino: 7.13-29

 

a.  Duas Portas: 7.13-14

b.  Os falsos profetas: 7.15-20

c.  A prova do homem de Deus: Fazer Sua vontade: 7.21-23

d.  Uma comparação entre o homem sábio e néscio: 7.24-27

 

G.  Admiração com a doutrina de Jesus: 7.28-29

 

V. A Autoridade do Rei: 8.1 a 9.38

 

A.  A Autoridade sobre a enfermidade: 8.1-17

 

a.  A cura de um leproso: 8.1-4

b.  A cura do servo do Centurião: 8.5-13

c.  A cura da sogra de Pedro: 8.14-15

d.  A cura de todos os tipos de enfermidades: 8.16-17

 

B.  A Autoridade sobre Seus discípulos: 8.18-22

 

C.  A Autoridade sobre os elementos naturais: 8.23-27

 

D.  A Autoridade sobre os demônios: 8.28-34

 

E.  A Autoridade sobre o pecado: 9.1-8

 

F.  A Autoridade sobre os homens: 9.9-17

 

a.  O chamado de Mateus: 9.9

b.  Comendo com os pecadores: 9.10-13

c.  Respondendo a um desafio: 9.14-17

 

G.  A Autoridade sobre a morte: A filha do governante: 9.18-19, 23-26

 

H.  A Autoridade sobre as condiciones físicas: 8:20-38

 

a.  A mulher com o problema de hemorragia: 8.20-22

b.  Cegueira: 9.27-31

c.  Surdez e possessão demoníaca: 9.32-34

d.  A compaixão de Jesus: 9.35-38

 

VI. Comissionados pelo Rei: 10.1-42

 

A.  Os doze missionários e sua autoridade: 10.1-4

 

B.  As instruções para a jornada: 10.5-42

 

a.  Aonde ir: 10.5-6

b.  O ministério: 10.7-8

c.  As instruções materiais: 10.9-15

d.  As instruções espirituais: 10.16-42

 

VII. As Atitudes Para Com o Reino: 11:1-30

 

A.  O Reino mal compreendido: 11.1-11

 

B.  O Reino pervertido: 11.12-19

 

C.  O Reino rejeitado: 11.20-24

 

D.  O Reino recebido: 11.25-30

 

VIII. As Controvérsias Com os Fariseus: 12.1-14

 

A.  Segando no Sábado: 12.1-8

B.  Curando no Sábado: 12.9-13

C.  Os resultados: 12.14-21

 

IX. O Pecado Imperdoável: 12.22-37

 

X. A Contestação de Cristo Às Demandas dos Fariseus: 12.38-45

 

XI. A Prioridade Espiritual Sobre as Relações Físicas no Reino: 12.46-50

 

XII. As Parábolas do Reino: 13.1-53

 

A.  A Parábola do Semeador: 13.1-9

B.  A razão para falar por parábolas: 13.10-17

C.  A Interpretação da Parábola do Semeador: 13.18-23

D.  A Parábola do Joio: 13.24-30

E.  A Parábola Da Semente de Mostarda: 13.31-32

F.  A Parábola do Fermento: 13.33

G.  O resumo acerca das Parábolas: 13.34-35

H.  A Interpretação da Parábola do Joio: 13.36-43

I.   A Parábola do Tesouro Escondido num Campo: 13.44

J.   A Parábola da Pérola de grande valor: 13.45-46

K.  A Parábola da rede: 13.47-50

L.  A conclusão dos comentários sobre as Parábolas: 13.51-52

 

XIII. A Recepção do Rei em Sua Própria Cidade: 13.53-58

 

Parte Cinco: o Ministério Do Rei Nas Regiões Perto da Galiléia - 14.1 a 18.35

 

I. A Morte de João Batista: 14.1-12

 

II. A Ida de Jesus Para Além do Mar: 14.13 a 15.20

A.  Alimentando os 5.000: 14.13-21

B.  Depois dos dois pães e peixes: 14:22-23

C.  Caminhou sobre o mar: 14.24-33

D.  O ministério em Genesaré: 14.34-36

E.  A controvérsia com os Fariseus e Escribas: 15.1-20

 

III. A Ida de Jesus Para a Região de Tiro e Sidom: 15.21-28

 

IV. A Ida de Jesus Para a Vizinhança de Decápolis: 15.29-38

 

A.  O ministério de curar perto do Mar de Galiléia: 15.29-31

B.  Alimentando os 4.000: 15.32-38

 

V. O Ministério Nas Regiões de Magdala: 15.39-16:4

 

VI. Advertindo Aos Discípulos Acerca dos Fariseus e dos Saduceus: 16.5-12

 

VII. A Ida Para Cesaréia de Filipe: 16.13-17.21

 

A.  Provando aos discípulos: 16.13-20

B.  O anúncio de Sua morte, ressurreição e retorno: 16.21-28

C.  A transfiguração de Cristo: 17.1-13

D.  A Cura de um louco: 17.14-21

 

VIII. Uma Visita Breve a Galiléia: 17.22-18.35

 

A.  Um lembrete de Sua morte e ressurreição: 17:22-23

B.  Pagando o imposto do templo: 17.24-27

C.  Uma lição sobre a grandeza: 18.1-6

D.  As advertências acerca das ofensas: 18.7-9

E.  A parábola da ovelha perdida: 18.10-14

F.  Resolvendo as contendas entre os cidadãos do Reino: 18.15-35

 

a.  Como resolver as contendas: 18.15-17

b.  As responsabilidades e privilégios dos cidadãos do Reino: 18.18-20

c.  Uma pergunta sobre o perdão: 18.21-22

d.  O Rei e seus devedores: 18.23-35

 

Parte Seis: O Ministério Do Rei Na Peréia e Judéia - 19.1 a 20.34

 

I. As Multidões Curadas Na Judéia: 19.1-2

 

II. A Pergunta Acerca do Divórcio: 19.3-12

 

III. As Crianças São Abençoadas por Jesus: 19.13-15

 

IV. Entrevista Com o Jovem Rico: 19.16-22

 

V. O Perigo das Riquezas: 19.23-30

 

VI. A Parábola do Chefe de Família: 20.1-16

 

VII. A Morte e Ressurreição Iminentes de Jesus: 20.17-19

 

VIII. A Petição Egoísta de uma Mãe: 20.20-28

IX. Dois homens cegos curados perto de Jericó: 20.29-34

 

Parte Sete: A Última Semana do Rei - 21.1 a 27.31

 

I. A Entrada Real em Jerusalém: 21.1-11

 

II. Limpando o templo: 21.12-17

 

III. A Figueira Amaldiçoada: 21.18-22

 

IV. A Autoridade de Jesus desafiada: 21.23-32

 

V. A Parábola dos Agricultores Malignos: 21.33-46

 

VI. A Parábola da Festa de Casamento: 22.1-14

 

VII. Os Esforços para Desacreditar a Jesus: 22.15-45

 

A.  A Pergunta sobre pagar Impostos a César: 22.15-22

B.  Questões acerca da ressurreição: 22.23-33

C.  A pergunta sobre o grande mandamento: 22.34-40

D.  Perguntas feitas por Jesus: 22.41-46

 

VIII. A Discussão Acerca dos Escribas e Fariseus: 23.1-39

 

A.  Eles pretendem a autoridade religiosa: 23.1-3

B.  Eles impõem cargas: 23.4

C.  Eles cobiçam o louvor: 23.5-7

D.  Conselhos a Seus discípulos: 23.8-12

E.  Os castigos para os Escribas e Fariseus: 23.13-36

F.  O lamento sobre Jerusalém: 23.37-39

 

IX. O Futuro do Reino: 24.1 a 25.46

 

A.  A destruição do templo: 24.1-2

B.  Os sinais do fim: 24.3-14

C.  O período da tribulação: 24.15-22

D.  O Retorno de Jesus: 24.23-31

E.  A Parábola da figueira: 24.32-35

F.  O dia do Senhor: 24.36-41

G.  A ordem para olhar: 24.42-51

H.  As parábolas acerca do fim dos tempos: 25.1-46

a.  As dez virgens: 25.1-13

b.  Os talentos: 25.14-30

c.  As ovelhas e os cabritos: 25.31-46

 

X. Eventos Anteriores Á Crucificação: 26.1-27.31

 

A.  O anúncio da proximidade da morte: 26.1-2

B.  O plano para matar a Jesus: 26.3-5

C.  Ungido para o sepultamento: 26.6-13

D.  O acordo de Judas para trair a Jesus: 26.14-16

E.  A Última Ceia: 26.17-29

a.  As preparações para o Páscoa: 26.17-19

b.  A Última Ceia: 26.20-29

c.  A advertência de Jesus e a presunção de Pedro: 26.30-35

F.  Getsêmani: 26.36-46

G.  A traição e captura: 26.47-56

H.  Os sofrimentos de Jesus: 26.57 a 27.26

 

Parte Oito: A Morte do Rei e Seu Triunfo - 27.27 a 28.20

 

I. A Crucificação e Sepultamento: 27.27-66

 

A.  O escárnio dos soldados: 27.27-31

B.  O caminho ao Calvário: 27.32

C.  A morte no Calvário: 27.33-50

D.  Os eventos sobrenaturais: 27.51-54

E.  As mulheres fiéis: 27.55-56

F.  O sepultamento: 27.57-61

G.  A tumba guardada: 27.62-66

 

II. A Ressurreição: 28.1-15

 

III. A Grande Comissão: 28.16-20

 


Capítulo Cinco

 

LANÇADOS PARA FORA DO REINO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o versículo chave de memória.

n Identificar os textos bíblicos que listam os pecados que impedem a entrada no Reino de Deus.

n Definir os pecados que impedem a entrada no Reino de Deus.

n Proporcionar um relacionamento bíblico que explica como eliminar os pecados que impedem a entrada no Reino.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7.21).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

No último capítulo você aprendeu as chaves espirituais que permitem o acesso ao Reino de Deus. Este capítulo trata de coisas que impedem o acesso ao Reino de Deus. Ele trata da trágica realidade de que algumas pessoas serão lançadas para fora do Reino.

 

LANÇADOS PARA FORA DO REINO

 

Há muitos que professam ser parte do Reino de Deus, mas realmente não são cidadãos do reino. A Bíblia fala do Reino sendo cheio de boa semente e o joio sendo o resultado da má semente:

 

“O campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos. Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mateus 13.38-43).

 

Há aqueles que reivindicam ser cidadãos do Reino, mas ainda vivem em pecado. Um dia de juízo virá no futuro quando Deus separará estas pessoas dos verdadeiros cidadãos do Reino.  Aqueles que são maus serão lançados foram do Reino de Deus. A Bíblia também compara o Reino presente a uma grande rede lançada ao mar que recolhe muitos tipos de peixes:

 

“O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora. Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 13.47-50).

 

A Bíblia fala de um dia futuro quando...

 

“... muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus” (Mateus 8.11).

 

Porém Jesus adverte que...

 

“Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós, lançados fora” (Lucas 13.28).

 

Antes do estabelecimento final do Reino, Deus julgará a todos os homens, aqueles que estiverem vivos no retorno de Jesus e aqueles que já morreram:

 

“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino” (2 Timóteo 4.1).

 

No tempo do juízo final haverá divisão entre todos os homens. Alguns entrarão no Reino e outros serão lançados fora:

 

“Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25.31-34).

 

GANHANDO A RESIDÊNCIA PERMANENTE

 

Porque a Bíblia revela que algumas pessoas serão lançadas fora do Reino, é importante entender como ganhar o acesso permanente ao Reino de Deus. Jesus disse:

 

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7.21).

 

Dizer que Jesus é Senhor não assegura a residência permanente no Reino de Deus. Jesus disse que tal compromisso verbal não é suficiente. Você deve fazer a vontade do Pai. É a vontade de Deus que você se arrependa de seus pecados e receba a Jesus Cristo como Salvador.

 

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3.9).

 

Depois de aceitar a Jesus como o Salvador você deve continuar fazendo a vontade de Deus. Você deve viver por meio dos princípios do Novo Reino no qual você entrou. Esses princípios serão explicados mais adiante deste curso.

 

Tornar-se um cidadão do Reino de Deus requer mais do que um compromisso verbal. Envolve uma mudança nos padrões de pensamento e comportamento. Você deve desenvolver um novo estilo de vida consistente com os padrões e princípios do Reino de Deus.

 

A importância de fazer a vontade de Deus é enfatizada na história contada por Jesus em Mateus 21.28-32. Leia a história em sua Bíblia. Ela revela que uma resposta pessoal ao Evangelho é necessária. O compromisso verbal não é suficiente. Você deve fazer algo.

 

PECADOS QUE IMPEDEM O ACESSO

 

O pecado impedem o acesso ao Reino de Deus. O pecado é quebrar a lei de Deus:

 

“Todo aquele que pratica o pecado também transgrida lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4).

 

Há muitos pecados identificados no Novo Testamento. Noutro curso do Instituto Tempo de Colheita intitulado “Fundamentos da Fé” há uma lista completa destes pecados.

 

Duas passagens específicas identificam os pecados que impedem o acesso ao Reino de Deus:

 

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9-10).

 

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gálatas 5.19-21).

 

 

Alguns pecados são listados nestas duas passagens e cada passagem contém pecados não listados no outro texto bíblico. Os seguintes pecados são mencionados em Coríntios e Gálatas:

 

OS INJUSTOS:

 

A primeira lista em Coríntios declara que o injusto não herdará o Reino de Deus. Gálatas repete que os injustos não são herdeiros do Reino. Gálatas chama-os de “impuros” (impureza) que é injustiça espiritual o moral.

 

Muitas nações do mundo têm um sistema que permite que uma pessoa em sua morte possa passar suas posses a outras pessoas. As pessoas que irão receber a herança são chamadas de “herdeiros”. Se você é o herdeiro de algo isto significa que você haverá de herdar algo de outra pessoa que foi dado a você. Porém, para receber, você deve cumprir certos requisitos. Você deve ser um herdeiro legítimo de acordo com as leis da nação. Você é um herdeiro do Reino de Deus. Jesus lhe fez um herdeiro no momento de Sua morte. Através de Sua morte por seus pecados, você pode ganhar o acesso ao Reino.

 

Porém, para ser um herdeiro legítimo você deve receber o perdão por seus pecados do passado, confiar em Jesus para mudar seu estilo de vida, pensamentos, e ações e começar a viver honradamente. Estes são requisitos estabelecidos pelas Escrituras.

 

A palavra “justo”, quer dizer simplesmente honesto, correto e santo. Significa conformar-se à vontade de Deus como revelada em Sua Palavra escrita, com santidade no pensamento, palavra, e ação.

 

A retidão não pode ser obtida pela obediência a qualquer lei. Só se obtém através da fé em Jesus. A pessoa que confia em Jesus se torna “a justiça de Deus em Cristo”. Ele se torna tudo o que Deus exige a um homem que seja e tudo que ele nunca poderia ser em si mesmo.

 

“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21).

 

Os escribas e fariseus, os líderes religiosos do tempo do ministério terreno de Cristo, tentarão alcançar conformando-se às tradições religiosas. Porém, Jesus advertiu:

 

Jesus advertiu:

 

“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mateus 5.20).

 

Jesus disse aos líderes religiosos:

 

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” (Mateus 23.13).

 

Qualquer um que adota credos religiosos, tradições, regras ou regulamentos para tentar obter justiça está na mesma categoria dos escribas e fariseus. Tais coisas são falsa justiça. Elas envolvem a conformidade exterior como as regras no lugar de uma mudança interior do coração. Se alguém ensina que tais tradições são a maneira de obter a justiça, então elas impedem a entrada de outros no Reino de Deus.

 

Os termos “injustiça” e “impureza” são mui inclusivos. Ainda que todos os pecados identificados na Palavra de Deus não sejam listados em Gálatas e Coríntios, estes dois termos incluem todos os pecados. Qualquer um vivendo injustamente - em qualquer pecado - não entrará no Reino de Deus.

 

Note que a passagem de Coríntios adverte que “não se engane”. Crer que você pode viver da maneira que lhe agradar e ainda entrar no Reino de Deus é uma mentira enganosa de Satanás.

 

FORNICÁRIOS:

 

A fornicação é o contacto sexual entre duas pessoas que não são casadas. Este pecado inclui o adultério, que é o contacto sexual entre uma pessoa casada com alguém que não é seu cônjuge.

 

A fornicação também inclui o contato sexual entre as pessoas que não estão casadas. Inclui os pecados sexuais como a homossexualidade (contato sexual com alguém do mesmo sexo) e incesto (contato sexual com um parente do mesmo sangre).

 

IDÓLATRAS:

 

A idolatria é a adoração de ídolos. Isto não significa simplesmente o culto às imagens feitas de pedra, madeira, o de metais preciosos. Um ídolo é algo que é mais importante para nós do que Deus.

 

Os idólatras são aqueles que praticam idolatria o adoram algo diferente do verdadeiro Deus. A idolatria é a falta de reconhecimento da legítima posição de Deus em sua vida.

 

ADÚLTEROS:

 

O adultério é o contato sexual de uma pessoa casada com alguém que não é seu cônjuge.

 

ÉBRIOS:

 

Na passagem de Gálatas, este pecado é chamado de bebedices (embriaguez). É a condição de ter as faculdades mentais e físicas afetadas por beber bebida forte, normalmente as bebidas alcoólicas.

 

Os seguintes pecados se mencionam apenas na passagem de Coríntios:

 

EFEMINADOS:

 

Isto não se aplica somente a um varão que pratica os pecados sexuais luxuriosos, porém também àqueles culpados de pecados sexuais da carne.

 

HOMOSSEXUAIS (SODOMITAS):

 

Outra versão traduz o vocábulo “homossexuais” como “os que abusam de si mesmos com a humanidade”. Abusar significa obter uma vantagem injusta ou maltratar. As pessoas que “abusam de si mesmos com a humanidade” cometem atos sexuais errados com outros. Ao fazer isso, eles estão abusando de seus próprios corpos.

 

LADRÕES:

 

Ladrões são pessoas que roubam. Eles tomam coisas que pertencem a outras pessoas sem seu consentimento ou conhecimento. Eles também são chamados de saqueadores.

 

COBIÇOSOS (AVARENTOS):

 

Quando você cobiça algo, você anela alguma coisa com um intenso afã, desejando ter algo no lugar da pessoa que o tem. Você pode cobiçar o dinheiro, propriedade, posição ou poder de alguém. Você também pode cobiçar o marido ou a esposa de alguém.

 

ROUBADORES:

 

Outra versão da Bíblia diz “os trapaceiros”. Extorsão significa tomar uma coisa pela força, fazer com que alguém lhe dê algo exercendo poder sobre ele.

 

MALDIZENTES (CALUNIADORES):

 

Caluniar significa falar de maneira profana, falar contra ou contestar alguém de uma maneira ímpia.

 

Os seguintes pecados são mencionados apenas na passagem de Gálatas:

LASCÍVIA (LIBERTINAGEM):

 

A libertinagem ou lascívia é o pecado a luxúria, as emoções pecadoras, a conduta luxuriosa, porca, desavergonhada.

 

FEITIÇARIA:

 

A Feitiçaria é a prática das bruxas, incluindo a magia branca e negra, a bruxaria, a astrologia, o vodu, o uso de porções, feitiços, encantamentos e drogas. Inclui todas as práticas e cultos satânicos.

 

INIMIZADES:

 

Inimizade ou ódio é o contrário do amor. É uma emoção de intensa aversão por outra pessoa.

 

PORFIAS:

 

Porfias são discórdias, desarmonias e dissensões. É semelhante à disputa.

 

CIÚMES OU ZELOS:

 

Uma melhor tradução seria “emulação”. Emulação é o desejo de copiar a outros e igualá-os ou superá-os. É um espírito de rivalidade e uma forma de ciúme.

 

IRA:

 

A ira é uma fúria violenta, um ato colérico ou furor.

 

DISCÓRDIAS OU CONTENDAS:

 

Contenda é rixa, luta ou conflito. Significa uma colisão ou disputa.

 

DISSENSÕES:

 

Ou sedições. É atiçar o que está já inquieto ou tomar posição contra.

 

AS FACÇÕES:

 

Ou partidos. Uma tradução melhor seria “heresias”. As heresias são crenças contrárias à Palavra de Deus. Elas são opiniões da vontade própria que estão em erro e levam à divisão na igreja.

 

INVEJAS:

 

A inveja é ciúme incitado pelo êxito dos outros, notando suas bênçãos financeiras, espirituais ou materiais.

 

OS ASSASSINOS:

 

Assassinar é tomar a vida de outro com malícia voluntariosa e premeditação. O homicídio mencionado aqui não é igual a autodefesa ou matar uma pessoa acidentalmente.

 

ORGIAS OU GLUTONARIA:

 

Isto significa envolver-se ou deleitar-se em viver mundanamente, conduta rebelde ou confusa.

 

ACESSO NEGADO

 

Além destas listas de pecados específicos, há outras coisas mencionadas na Bíblia que resultam em acesso negado ao Reino de Deus:

 

CARNE E SANGUE:

 

Paulo advertiu:

 

“Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” (1 Co 15.50).

 

Isto nos relaciona novamente com as chaves do Reino discutidas no capítulo anterior. O Reino de Deus é um Reino espiritual. Você não pode entrar nele com seu corpo de carne e sangue. Como foi discutido no capítulo anterior, você deve tomar uma decisão espiritual para entrar no Reino nascendo de novo:

 

“Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus... Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3:3 e 5).

 

“Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1.11).

 

FALTA A FÉ COMO A DAS CRIANÇAS:

 

Jesus disse:

 

“... Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18.3).

 

“Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele” (Marcos 10.15).

 

É necessário tornar-se como uma criança para entrar no Reino de Deus. Isto não significa que você se torna fisicamente ou emocionalmente como uma criança, assim como nascer de novo não significa entrar de novo no ventre materno. Significa que você deve entrar no Reino por meio de uma simples fé, assim como a de uma criança. Se você não fizer assim, você não pode entrar no Reino de Deu.

 

AS RIQUEZAS:

 

Em uma certa ocasião durante o ministério terreno de Jesus, um certo homem disse que ele queria segui-o como um discípulo. (Leia esta história em Lucas 18:18-25). Este homem era muito justo, porém Jesus disse...

 

“Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo” (Lucas 18:22-23).

 

 

O homem rico não seguiria a Jesus porque Suas riquezas eram mais importantes que o Senhor...

 

“E Jesus, vendo-o assim triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” (Lucas 18:24).

 

“Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é para os que confiam nas riquezas entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Marcos 10.23-25).

 

Jesus não quis dizer que as riquezas deixariam aos homens fora do Reino. É o amor às riquezas que separam os homens do Reino porque...

 

“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males...” (1 Timóteo 6:10).

 

Quando as riquezas são mais importantes que seguir a Jesus elas impedem o acesso ao Reino.

 

O REMÉDIO PARA O PECADO

 

Se você é culpado de qualquer pecado, há somente um remédio: o perdão através de Jesus Cristo. Paulo disse:

 

“Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11).

 

Não importa o que você fez no passado, não importa o que você está fazendo no presente, você pode ser perdoado:

 

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.8-9).

 

Quando você é purificado de toda a injustiça, você é perdoado de todos os pecados que impedem o acesso ao Reino de Deus.

 

ARRANCA-O

 

Abra sua Bíblia em Marcos 9.43-48. Nesta passagem Jesus ensina que se sua mão o pé o faz tropeçar, você deve arrancá-os. Ele diz que seu olho o faz tropeçar, arranca-o:

 

“E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois seres lançado no inferno” (Marcos 9.47).

 

Jesus quis dizer que algo que causa pecado em sua vida deve ser removido. Ainda que seja algo que você considera necessário ou precioso, deve ser retirado. Ele usa o exemplo da mão, pé e olho. No natural, estas são partes do corpo que são necessárias e preciosas. Porém, Jesus disse que se elas o levam a pecar, é melhor cortá-as do que permitir que elas impeçam sua entrada no Reino.

 

Não há nada... Nenhum pecado, prazer ou posses que sejam dignos de você ser lançado fora do Reino.

 

 

 

TESTE

 

1. Escreva o Versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

 

2. Liste duas referências que mencionam pecados específicos que impedem o acesso ao Reino de Deus.

_____________________________ e _________________________________

 

3. Leia cada declaração abaixo. Se a declaração é verdadeira, escreva V. Se for falsa, escreva F.

 

a._____ Se você é rico, você não pode ganhar o acesso ao Reino de Deus.

 

b._____ Carne e sangue não pode herdar o Reino de Deus.

 

c._____ Jesus indicou que você deveria cortar algo em sua vida que venha a impedir o acesso ao Reino.

 

d._____ Jesus disse que você deve tornar-se como uma criança para entrar no Reino de Deus.

 

e._____ Você deve receber a Jesus como Salvador para entrar no Reino de Deus.

 

f._____ Tudo o que você deve fazer é dizer “Jesus é Senhor” e você se assegurará da entrada no reino de Deus.

 

g._____ Haverá um tempo final de juízo e algumas pessoas serão lançadas para fora do Reino.

 

4. Dê uma referência bíblica que explica como eliminar os pecados que impedem o acesso ao reino de Deus.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

 


5. Leia a lista de pecados que impedem o acesso ao Reino fornecida na coluna Um. Depois, leia as definições na coluna dois. Escreva o número da definição correta no espaço em branco diante do pecado que é descrito. O primeiro já está feito como um exemplo para você seguir.

 

  Coluna Um

Coluna Dois

_2_ a. Injustiça

1. Viver mundano, conduta rebelde.

___ b. Fornicários

2. Isto inclui todo pecado.

___ c. Idólatras

3. Ciúmes pelo êxito de outros.

___ d. Adúlteros

4. Tirar a vida de outro.

___ e. Ébrios

5. Contato sexual entre duas pessoas que não são casadas.

___ f. Efeminados

6. Afetado por bebida forte.

___ g. Homossexuais

7. As pessoas que roubam.

___ h. Ladrões

8. Falar contra alguém de uma maneira ímpia.

___ i. Cobiçosos, avarentos

9. Adoração de ídolos.

___ j. Roubadores

10.Varão que pratica os pecados sexuais luxuriosos.

___ l. Caluniadores

11.Contato sexual de uma pessoa casada com uma que não é seu cônjuge.

___ l. Lascívia

12. Abusar do próprio corpo.

___ m. Feitiçaria

13. Desejar algo que pertence à outra pessoa.

___ n. Inimizade

14. Tomar uma cosa a força.

___ o. Dissensões

15. Emociones pecaminosas, conduta confusa.

___ p. Ciúmes

16. Fúria violenta.

___ q. Ira

17. Crenças contrárias à Palavra de Deus.

___ r. Contendas

18. Aversão intensa.

___ s. Dissensões

19. Discordância, desarmonia.

___ t. Heresias (facções)

20. Desejo de copiar a outros e igualar-se a eles o superá-os.

___ u. Inveja

21. Rixa, luta.

___ v. Assassinos

22. Atiçar a discórdia.

___ w. Orgias (glutonaria ou libertinagem)

23. A prática das bruxas.

        

(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

Estudas referências sobre o Reino de Deus e resuma os princípios do Reino ensinados no livro de Marcos:

 

Marcos:

 

1:14-15

3:24

4:11, 26, 30

9:1, 47

10:14-15, 23-25

11:9-10

13:8

14:25

15:43

 


Capítulo Seis

 

PADRÕES E PRINCÍPIOS: UMA INTRODUÇÃO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o Versículo-chave de memória.

n Definir a palavra “padrão”.

n Definir a palavra “princípio”.

n Explicar o que significa um “padrão Bíblico”.

n Explicar o que significa um “princípio Bíblico”.

n Explicar o que significa “os padrões e princípios do Reino”.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Tudo isto, disse Davi, me foi dado por escrito por mandado do SENHOR, a saber, todas as obras desta planta” (1 Crônicas 28:19).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

No capítulo anterior você aprendeu sobre as chaves espirituais que proporcionam o acesso ao Reino de Deus. Quando você ocupa um lugar no Reino de Deus você deve aprender sobre os padrões e princípios da vida do Reino. Isso é como aprender o estilo de vida de um novo país ao qual você tem imigrado.

 

A Bíblia é o registro escrito dos padrões e princípios pelos quais o Reino de Deus opera. Antes que você estude estes princípios nos capítulos seguintes, você deve entender sua importância.

 

PADRÕES E PRINCÍPIOS

 

Um padrão ou modelo é algo original ou um protótipo de algo criado com o propósito de imitação. É algo que foi elaborado para ser copiado o imitado. Por exemplo, as roupas do mundo ocidental são criadas a partir dos modelos ou padrões. Um modelo de vestido é colocado sobre o material e ele é cortado segundo esse modelo. Podem criar muitos vestidos a partir de um mesmo modelo e eles serão todos idênticos, porque eles vieram do mesmo modelo.

 

Um princípio é uma verdade, método ou regra adotada como a base para a ação ou conduta. É uma verdade geral composta de outras verdades subordinadas. Verdades "subordinadas" estão relacionadas com a verdade geral. Por exemplo, um princípio básico da constituição dos Estados Unidos da América provê a liberdade de expressão. As verdades subordinadas incluem os direitos para escrever e falar livremente, conduta das assembléias legais, as crenças expressadas, etc.

 

 


PADRÕES E PRINCÍPIOS BÍBLICOS

 

Um padrão bíblico é um modelo espiritual ou exemplo dado na Escritura com o propósito de imitação. Por exemplo, a vida de Jesus Cristo é dada como um padrão ou modelo para que os crentes possam seguir.

 

Um princípio Bíblico é uma verdade espiritual ensinada na Escritura. Tais princípios freqüentemente incorporam princípios subordinados adicionais que se aplicam a muitas situações diferentes. Por exemplo, um princípio bíblico ensinado por Jesus é "Dai, e ser-lhe-á dado”. Suas verdades subordinadas se aplicam ao dar dinheiro, bens materiais, amizade, etc. Em cada um destes, se recebem benefícios espirituais como resultado do ato de dar.

 

A IMPORTÂNCIA DE PADRÕES E PRINCÍPIOS

 

Leia Ezequiel 43:7-12. Esta passagem enfatiza a importância de padrões e princípios. Deus estabeleceu modelos específicos para a nação de Israel seguir que incluem modelos espirituais de conduta assim como modelos materiais para seus lugares de adoração. Porém, Israel estabeleceu seus próprios padrões. Isto é o que Deus quis dizer quando Ele disse que eles “pondo o seu limiar junto ao meu limiar” e “a sua ombreira, junto à minha ombreira”.

 

Porque Israel criou os seus próprios modelos, eles erigiram uma parede de separação entre eles e Deus que deteve o fluir do poder de Deus. Ela impediu que seu culto e serviço fossem aceitáveis a Ele.

 

O profeta Ezequiel disse ao povo que olhassem o padrão de Deus e tomassem a medida do modelo de suas vidas de acordo com ele:

 

“Tu, pois, ó filho do homem, mostra à casa de Israel este templo, para que ela se envergonhe das suas iniqüidades; e meça o modelo” (Ezequiel 43:10).

 

Quando as pessoas estabelecem seus próprios modelos de conduta, suas próprias regras sectárias, religiosas ou culturais, elas estabelecem uma falsa norma de medida. Elas começam a ensinar tais coisas como doutrina bíblica que não passam de mandamentos de homens.

 

Jesus disse de tais pessoas:

 

“E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:9).

 

É importante entender os padrões e princípios bíblicos porque de outra maneira seu culto a Deus pode ser em vão.

 

Há muitas normas mundanas de medida. Há modelos diferentes para a conduta e o êxito mundano que os homens seguem após eles. Os homens são medidos por outros homens em lugar de ser pela norma de Deus. O Apóstolo Paulo escreveu:

 

“Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez” (2 Coríntios 10:12).

 

Quando Moisés recebeu as instruções para construir o Tabernáculo, ele foi avisado para fazer tudo segundo o modelo dado por Deus:

“Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis... Vê, pois, que tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte” (Êxodo 25:9, 40).

 

“Os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte” (Hebreus 8:5).

 

O Rei Davi teve o cuidado de seguir o modelo de Deus quando ele planejou a construção do templo:

 

“Tudo isto, disse Davi, me foi dado por escrito por mandado do SENHOR, a saber, todas as obras desta planta” (1 Crônicas 28:19).

 

Estes homens tiveram o cuidado para seguir o modelo de Deus no mundo físico. Quanto mais cuidadosos nós devemos ser para seguir os padrões e princípios espirituais encontrados na Bíblia!

 

EXEMPLOS DE PADRÕES BÍBLICOS

 

Jesus foi o grande exemplo pelo qual os crentes devem modelar suas vidas:

 

“Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15).

 

As vidas de homens e mulheres de Deus são registradas na Bíblia como modelos para nós segui-os:

 

“Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas mais, como eles cobiçaram” (1 Coríntios 10:6).

 

“Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre que os fins dos séculos têm chegado” (1 Coríntios 10:11).

 

O registro das nações na Bíblia proporciona exemplos positivos para outras nações seguirem e exemplos negativos para evitar:

 

“E, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente” (2 Pedro 2:6).

 

Os líderes cristãos devem ser exemplos a seus seguidores:

 

“Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade;  nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho” (1 Pedro 5:2-3).

 


O Apóstolo Paulo escreveu:

 

“Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (Filipenses 3:17).

 

“Não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes” (2 Tessalonicenses 3:9).

 

Os crentes devem ser modelos espirituais para eles mesmos. Eles devem manter um exemplo espiritual positivo para outros seguirem:

 

“Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1 Timóteo 4:12).

 

“De sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia” (1 Tessalonicenses 1:7).

 

“Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência” (Tito 2:7).

 

Se você deseja prover um modelo espiritual positivo a outros, então você deve entender e deve incorporar os princípios bíblicos a sua vida.

 

EXEMPLOS DE PRINCÍPIOS BÍBLICOS

 

Em Hebreus 5:12 Paulo se refere aos “princípios elementares da Palavra de Deus”. Em Hebreus 6:1-3 ele lista estes princípios. Devido a sua importância, o Instituto Tempo de Colheita tem consagrado um curso inteiro, "Fundamentos da Fé”, a estes princípios.

 

Nós sugerimos que você obtenha o curso "Fundamentos da Fé" e use-o juntamente com este curso. Ele explica a importância dos princípios bíblicos básicos em detalhe. Estes princípios básicos providenciam o fundamento espiritual para incorporar os padrões e princípios do Reino em sua vida.

 

PADRÕES E PRINCÍPIOS DO REINO

 

Nos capítulos que seguem você aprenderá sobre os padrões e princípios que governam a vida no Reino de Deus enquanto você estuda “A Cultura Do Reino”.

 

Estes padrões e princípios diferem das normas mundanas e dos modelos e princípios dos reinos deste mundo.

 

 

 

TESTE

 

1. Escreva o Versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

 

2. Defina a palavra "padrão” (ou modelo).

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

3. Defina a palavra “princípio”.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

 

4. O que significa um “padrão bíblico?”

_________________________________________________________________________

 

5. O que significa um “principio bíblico?”

_________________________________________________________________________

 

6. O que significa “padrões e princípios da vida do Reino?”

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

 

(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

Nos próximos capítulos você estudará os princípios básicos da vida governante do Reino de Deus. Estes princípios são baseados nos mandamentos dados por Jesus. Use o seguinte esboço para estudar estes mandamentos.

 

MANDAMENTOS DO REI

 

ARREPENDIMENTO:

 

n Arrependa-se: Mateus 4:17; Apocalipse 2:5

n Vinda mim: Mateus 11:28

n Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça: Mateus 6:33

n Se tens algo contra alguém, perdoe: Marcos 11:25

n Negue-se a si mesmo: Mateus 16:24

n Pedi... Buscai... Batei: Mateus 7:7

n Esforçai-vos para entrar pela porta estreita: Lucas 13:24

 

CRER:

 

n Creia no Evangelho: Marcos 1:15

n Crestes em Deus; crede também em mim: João 14:1

n Creiam Naquele (Deus) que me enviou: João 6:28-29

n Creiam que Eu estou no Pai e o Pai em mim: João 14:11

n Creiam nas obras: João 10:37-38

n Creiam na luz: João 12:36

n Creiam que já receberam: Marcos 11:24

 

O NOVO NASCIMENTO:

 

n É necessário nascer de novo: João 3:7

n Limpa primeiro o interior do vaso: Mateus 23:26

n Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós: João 15:4

n Tende sal em vós mesmos: Marcos 9:50

n Trabalhai... pela comida que permanece: João 6:27

n Regozijai-vos... vossos nomes estão escritos nos céus: Lucas 10:20

 

RECEBER O ESPÍRITO SANTO:

 

n Recebei o Espírito Santo: João 20:22

n Deixa primeiro que se fartem os filhos: Marcos 7:27

n Venha a mim e beba: João 7:37-39

n Guardareis meus mandamentos: João 14:15-17

n Pedi e recebereis: João 16:24; Lucas 11:5-13

n Ficai ali até que do alto sejais revestidos de poder: Lucas 24:49

n Vocês também testificarão: João 15:26-27

 

SEGUIR A JESUS:

 

n Siga-me: João 12:26

n Seja batizado: Mateus 3:13-15; 28:19

n Façam isto em memória de mim: Lucas 22:17-19

n Deveis lavar os pés uns dos outros: João 13:14-15

n Se alguém quer vir... tome a sua cruz: Lucas 9:23

n Aprendei de mim: Mateus 11:29

n Permanecei em meu amor: João 15:9

 

A ORAÇÃO:

 

n Vigiai, pois, em todo tempo, orando: Lucas 21:36

n Orai que no entreis em tentação: Lucas 22:40-46

n Rogai, pois, ao Senhor... envie obreiros a sua Seara: Lucas 10:2

n Bendizei aos que os amaldiçoam: Lucas 6:28

n Ora a teu Pai que está em secreto: Mateus 6:6; João 16:24-26

n Orareis assim: Mateus 6:9-13

n Não useis vãs repetições: Mateus 6:7-8

 

A FÉ:

 

n Tende fé em Deus: Marcos 11:22

n Não seja incrédulo, mas crente: João 20:27

n Não andeis ansiosos: Lucas 12:29

n Não se preocupem por vossa vida: Mateus 6:25-34

n Não se turbe vosso coração: João 14:1-27

n Tende ânimo: Mateus 14:27

n Não temas; somente crê. Marcos 5:36; Lucas 12:4-7

 

FIEL ATÉ A MORTE:

 

n Sê fiel até a morte: Apocalipse 2:10

n Retêm o que tens: Apocalipse 3:11

n Regozijem-se e alegrem-se: Mateus 5:11-12; Lucas 6:23

n E quando os perseguirem... fujam: Mateus 10:23

n Não vos preocupeis com o que falareis: Mateus 10:19

n Não murmureis mais entre vós: João 6:41-43

n Olhai e levantai vossas cabeças: Lucas 21:28

 

PREGAR O EVANGELHO:

 

n Pregai o evangelho a toda criatura: Mateus 10:7; Marcos 16:15

n Pregasse o arrependimento: Lucas 24:46-47

n Ide... batizando: Mateus 28:19

n Ensinando-lhes que guardem todas as cosas: Mateus 28:20

n O que vos digo... falem... proclamem: Mateus 10:27; Marcos 4:22

n Apascenta meus cordeiros: João 21:15-17

n Curai os enfermos: Mateus 10:8

 

A COBIÇA / GANÂNCIA / AVAREZA:

 

n Guardai-vos da ganância: Lucas 12:15

n Não acumuleis para vós tesouros na terra: Mateus 6:19-20

n Vocês dão o dízimo... devem praticar estas coisas: Mateus 23:23

n Dê ao que te pede: Mateus 5:42

n Dai esmola do que tiverdes: Lucas 11:41

n Quando deres um banquete, chama os pobres: Lucas 14:12-13

 

A HIPOCRISIA:

 

n Guardai-vos do fermento dos fariseus: Lucas 12:1

n Guardai-vos dos escribas: Lucas 20:46-47

n Não andem segundo suas obras: Mateus 23:2-3

n Não façam da casa de meu Pai... comércio: João 2:16

n Guardai-vos de praticar vossa justiça diante dos homens: Mateus 6:1-4

n Quando orardes, não sejais como os hipócritas: Mateus 6:5-6

n Quando jejuares, não façais como os hipócritas: Mateus 6:16-18

 

A MANSIDÃO:

 

n Levai meu jugo: Mateus 11:29

n Entre vós não será assim: Mateus 20:25-26

n E qualquer um que deseje ser o primeiro: Marcos 10:43-44

n Não sereis chamados de Mestres: Mateus 23:8

n Não se assentem nos primeiros lugares: Lucas 14:8-11

n Não se alegrem porque os espíritos se lhes sujeitam: Lucas 10:20

n Porém vós, não sereis chamados de Mestre: Lucas 17:10

 

NOSSO AMOR AOS IRMÃOS:

 

n Que vos ameis uns aos outros: João 15:12

n Não desprezeis a qualquer destes pequeninos: Mateus 18:10-14

n Reconcilia-te primeiro com teu irmão: Mateus 5:23-24; Marcos 9:50

n Si teu irmão pecar contra ti, vai argüí-lo: Mateus 18:15-17

n Perdoe a seu irmão sete vezes por dia: Mateus 18:21-22; Lucas 17:3-4

n Não julgueis segundo a aparência: Mateus 7:1-5; João 7:24

n Não condeneis: Lucas 6:37

 

O AMOR PERFEITO:

 

n Sede, pois, perfeitos: Mateus 5:48

n Venda teus bens e dê aos pobres: Mateus 19:21; Lucas 12:32-33

n Amai a vossos inimigos: Mateus 5:44; 26:52; Lucas 6:27-28

n Fazei o bem aos que vos aborrecem: Lucas 6:35

n Não resistais ao perverso: Mateus 5:39-41

n Por vossa perseverança salvareis as vossas almas: Lucas 21:19

 


O AMOR SUPREMO A DEUS:

 

n Amarás ao Senhor teu Deus: Marcos 12:30

n Ao Senhor teu Deus adorarás e somente a Ele servirás: Mateus 4:10

n Adorar ao Pai em espírito e em verdade: João 4:23-24

n E não chameis a ninguém de vosso Pai: Mateus 23:9

n Não porás a prova ao Senhor teu Deus: Mateus 4:7

n Temei aquele (Deus): Lucas 12:5

n Todos os homens devem honrar ao Filho: João 5:22-23

 

NOSSOS DEVER PARA COM DEUS E PARA COM O HOMEM:

 

n Dai a César o que é de César: Marcos 12:17

n Não jureis de maneira alguma: Mateus 5:34-37; Marcos 4:22

n O que Deus tem unido, não o separe o homem: Mateus 19:5-6

n Reconcilia-te depressa com teu adversário: Mateus 5:25

n Não os proibais de expulsar demônios: Marcos 9:38-40

n Comei do que porem diante de vós: Lucas 10:8

n Recolhei os pedaços... para que nada se perca: João 6:12

 

NOSSO DEVER PARA COM NOSSO PRÓXIMO:

 

n Amarás a teu próximo como a ti mesmo: Mateus 19:17-19

n Não cometerás homicídio: Mateus 19:18

n Não cometerás adultério: Mateus 19:18

n Não roubarás: Mateus 19:18

n Não dirás falso testemunho: Mateus 19:18

n Honra a teu pai e a tua mãe: Mateus 19:19

n Faça aos outros como você quer que façam a você: Lucas 6:31

 

SABEDORIA:

 

n Sede prudentes... e simples...: Mateus 10:16

n Guardai-vos dos homens: Mateus 10:17

n Deixai-os. São cegos guias de cegos: Mateus 15:12-14

n Não deis o que é santo aos cães: Mateus 7:6

n Agora, porém, o que tens na bolsa, tome-o: Lucas 22:35-36

n Em qualquer casa donde entreis... Posai: Mateus 10:11-13; Lucas 10:5-7

n Sacudi o pó de vossos pés: Lucas 9:5; 10:10-11

 

BUSCAR AS ESCRITURAS:

 

n Examinai as Escrituras: João 5:39

n Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: João 15:20

n Põe em vossos ouvidos essas palavras: Lucas 9:44

n Vede, pois, como ouvis: Lucas 8:18

n Considerai o que ouvis: Marcos 4:24

n Vede, guardai-vos do fermento dos fariseus: Mateus 16:6-12

n Guardai-vos dos falsos profetas: Mateus 7:15-17

 

DEIXAR SUA LUZ BRILHAR:

 

n Brilhe a vossa luz diante dos homens: Mateus 5:16

n Olhai, pois, não seja que a luz que há em ti seja trevas: Lucas 11:35

n Eu vos designei para quer vades e deis fruto: João 15:16

n Sejam misericordiosos: Lucas 6:36

n Conta-lhes quão grandes coisas tem feito o Senhor por ti: Marcos 5:19

n Alçai vossos olhos e olhai Os campos: João 4:35

n Andai enquanto há luz: João 12:35

 

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO:

 

n Guarda o que tens, até que Eu venha: Apocalipse 2:25; 3:2-3

n Na hora em que não penseis, virá o Filho do Homem: Lucas 12:40

n Cingi os vossos lombos e acendei vossas lâmpadas: Lucas 12:35-36

n Vede... que vossos corações não estejam sobrecarregados: Lucas 21:34

n Lembrai-vos da mulher de Ló: Lucas 17:31-32

n Vede que ninguém vos engane: Marcos 13:5-6; Lucas 21:8

n Vigiai: Marcos 13:34-37


Capítulo Sete

 

A CULTURA DO REINO:

PRINCÍPIOS DO REINO - PARTE I

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o Versículo-chave de memória.

n Explicar a importância de conhecer os princípios do Reino.

n Reconhecer os princípios básicos governantes da vida no Reino de Deus.

n Identificar o fundamento sobre o qual os princípios do Reino estão baseados.

n Listar duas leis do Reino sobre as quais todos os outros princípios são baseados.

 

 

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio” (Lucas 22:29).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

O Evangelho do Reino é um convite para o homem voltar à esfera de vida que Deus originalmente projetou. Mas Deus não estabelece uma norma de moralidade e declara que quando você a alcançar você poderá entrar no Reino. Há um requisito para a entrada: Arrependimento do pecado e o renascimento espiritual. Através de arrepender-se e aceitar a

Jesus Cristo como Salvador você nasce no Reino e se torna um cidadão do Reino.

 

A cidadania no Reino de Deus requer um novo estilo de vida governado pelas leis do Reino. A vida no Reino espiritual afeta a qualidade de vida no mundo visível. O estilo de vida do Reino é precisamente oposto ao estilo de vida dos reinos do mundo.

 

É diferente em estrutura e em princípios. Quando você entra no Reino de Deus isto é como imigrar a um novo país. Você deve aprender uma cultura diferente.

 

No mundo natural, "cultura" são os padrões de conduta que governam a vida em uma dada sociedade. Neste e no capítulo seguinte você aprenderá sobre a cultura do Reino de Deus. Num capítulo mais adiante, se apresentarão verdades adicionais sobre o Reino revelado através das parábolas.

 


A IMPORTÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO REINO

 

É importante conhecer os princípios que governam a vida no Reino de Deus porque:

 

VOCÊ DEVE VIVER PELOS PRINCÍPIOS DO REINO PARA MANTER A CIDADANIA NO REINO:

 

Ainda que o arrependimento seja o único requisito para a entrada no Reino, há requisitos definidos para manter a residência depois de nascer neste reino espiritual. Jesus disse:

 

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21).

 

A vontade do Pai, revelada por Jesus Cristo, era que os crentes fossem governados pelas leis do Reino.

 

JESUS DISSE QUE OS PRINCÍPIOS DO REINO SÃO IMPORTANTES:

 

Em Lucas 12:22-31 Jesus ensinou que o Reino deve ser a preocupação primária da vida. Ele concluiu com esta declaração:

 

“Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas” (Lucas 12:31).

 

Se você busca o Reino em primeiro lugar... seus princípios, seu estilo de vida, seu Evangelho... então todas as outras coisas necessárias na vida serão proporcionadas a você.

 

OS FRUTOS DO REINO SÃO A PROVA DE SUA POSSE:

 

Jesus disse aos judeus que a prova de que alguém tem a posse do Reino é produzir os frutos do reino (Mateus 21:43). O fruto do Reino é o que se produz exteriormente pelo fluir da vida interior, assim como a fruta em uma árvore natural é o produto exterior do fluir de vida dentro doa. Se você é um cidadão do Reino de Deus o fruto será evidente em seu estilo de vida visível.

 

PARA REINAR NO REINO FUTURO NÓS DEVEMOS CONHECER SEUS PRINCÍPIOS:

 

2 Timóteo 2:12 indica que os crentes reinarão com Jesus no futuro Reino de Deus. “Reinar" significa “governar com poder e autoridade”. Se você quer reinar com Ele, você deve conhecer as leis que governam o Reino.

 

O FUNDAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO REINO

 

Um fundamento no mundo natural é a estrutura fundamental sobre a qual se constrói algo. Sempre que os homens erguem um edifício, eles devem colocar primeiro um fundamento apropriado. O fundamento apóia a superestrutura ou o edifício visível.

 

O fundamento do Reino de Deus e seus princípios governantes é a justiça:

 

“Mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino” (Atos 1:8).

 

Um cetro é uma vara ou pau que se mantêm na mão como um emblema de poder ou autoridade. A autoridade ou poder do Reino de Deus é a justiça. Não é a justiça da auto-ajuda ou religião. Jesus disse:

“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mateus 5:20).

 

Os Escribas e Fariseus eram os líderes religiosos no tempo do ministério terreno de Cristo. Sua experiência espiritual estava fundamentada em seus próprios esforços para se tornarem justos. Eles tinham muitas regras, regulamentos, e tradições que governavam cada área de sua vida.

 

A justiça sobre a qual o Reino é construído é a justiça de Deus. As Escrituras nos dizem:

 

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

 

O fundamento do Reino de Deus está sobre homens justos que vivem vidas justas:

 

“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2 Timóteo 2:19).

 

Isto é ilustrado pelo seguinte diagrama:

 

O FUNDAMENTO DO REINO DE DEUS

 

Homens Justos--------à O Senhor conhece os que são seus

Vivendo Vidas Justas--à Aparte-se da iniqüidade todo aquele que invoca o nome do Senhor.

 

Há dois níveis de compromisso com esta justiça. Estes são evidentes na passagem seguinte:

 

“E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.  Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mateus 19:16-17; 20-22).

 

Há um nível de justiça necessário para “entrar na vida”. Esta é a justiça que vem pela experiência do novo nascimento quando o homem é purificado do pecado e começa a viver pelos mandamentos de Deus. Mas há outro nível de justiça conhecido como perfeição (a maturidade espiritual). Alcançar a perfeição requer uma renúncia total de valores mundanos, normas ou posses que são preciosos a você.

 

Isto não significa que todos nós teremos que vender o que possuímos e dá-o aos pobres. Jesus somente exigiu isto deste homem porque suas riquezas eram mais importantes a ele que Deus. Nada no mundo pode ser mais importante para nós do que o Rei. Para lograr a perfeição nós devemos abandonar os princípios do mundo e devemos abraçar os princípios do Reino de Deus.

 

OS DOIS GRANDIOSOS PRINCÍPIOS DO REINO

 

Há dois grandes princípios do Reino em que todos os outros princípios são baseados. Quando perguntaram a Jesus sobre os maiores mandamentos, Ele respondeu:

 

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22:37-40).

 

Marcos registrou a mesma declaração da maneira seguinte:

 

“Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Marcos 12:29-31).

 

Jesus declarou o segundo mandamento de outra maneira:

 

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mateus 7:12).

 

“Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Lucas 6:31).

 

Para resumir, os dois maiores princípios do Reino de Deus são:

 

1. Amar a Deus com todo seu coração, alma, mente, e força.

 

2. Amar aos outros como a si mesmo e fazer a eles como você deseja que eles façam a você.

 

Todos os outros princípios do Reino são baseados nestes dois princípios importantes. Cada princípio do Reino diz respeito a sua relação com Deus ou com os outros.

 

O REINO APRESENTADO

 

Desde o tempo da introdução do Reino, ficou claro que sua estrutura era exatamente oposta à estrutura dos reinos deste mundo. Depois que o anjo apareceu à Virgem Maria e proclamou que ela seria a mãe do próximo Rei, Maria louvou a Deus. As palavras de sua adoração foram proféticas e revelaram a nova ordem mundial do Reino de Deus:

 

“Porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos” (Lucas 1:49-53).

 

O orgulho e o poder do mundo seria derrubado e aqueles de baixo nível seriam exaltados. O necessitado seria preenchido, enquanto que o rico seria despedido vazio. Quando João introduziu o Reino de Deus, esta mesmo ordem foi revelada:

 

“Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; os caminhos tortuosos serão retificados, e os escabrosos, aplanados; e toda carne verá a salvação de Deus” (Lucas 3:5-6).

 

O primeiro milagre que Jesus realizou foi converter água em vinho. Isto ilustrou que as leis que governam o Reino seriam contrárias àquelas dos reinos naturais do mundo.

 

PRINCÍPIOS GERAIS: A CULTURA DO REINO

 

Os princípios básicos em que o Reino de Deus opera são exatamente opostos ao pensamento comum do homem e da estrutura aceita dos reinos terrenos. Estes princípios  incluem:

 

"ENTRE VÓS NÃO SERÁ ASSIM”:

 

Jesus estabeleceu este princípio básico do Reino:

 

“Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:25-28).

 

“Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” (Lucas 22:26).

 

“Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos” (Marcos 10:43-44).

 

Ainda que Jesus estava tratando aqui com o assunto específico da liderança, Ele também estabeleceu um princípio geral do Reino: “Entre vós não será assim”. Ainda que as normas mundanas e os reinos terrenos aceitem certos princípios, os princípios do Reino de Deus são diferentes... “Entre vós não será assim”.

 

O PRINCÍPIO DA UNIDADE:

 

Há muitos reinos terrenos, todos divididos entre si. Há também divisões dentro dos reinos terrenos que produzem golpes e revoluções. O Reino de Deus é um Reino unido. Ele é descrito como um corpo espiritual com muitas partes:

 

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer  escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos” (1 Coríntios 12:12-14).

 

Os cidadãos do Reino de Deus estão unidos em Deus e Jesus:

 

“A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim” (João 17:21-23).

 

O Reino de Deus não tem nenhuma relação com o reino de Satanás:

 

“Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino? E, se eu expulso demônios por Belzebu, por que os expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mateus 12:25-28. Também Marcos 3:23-26 e Lucas 11:17-20).

 

Um dos propósitos principais da unidade no Reino de Deus é o poder ilimitado que ela produz. Jesus prometeu:

 

“Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio does” (Mateus 18:19-20).

 

Porque os cidadãos do Reino de Deus ainda estão em corpos carnais, de vez em quando pode levantar-se uma divisão. Jesus deu instruções para resolver tais divisões em Mateus 18:15-35.

 

O PRINCIPIO DE PENETRAÇÃO:

 

O Reino de Deus deve penetrar no mundo de duas maneiras: como luz e como sal:

 

“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-a debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:13-16).

 

“Ninivitas se levantarão, no Juízo, com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas. Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador, a fim de que os que entram vejam a luz. São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas. Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz” (Lucas 11:33-36).

 

“O sal é certamente bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor? Nem presta para a terra, nem mesmo para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lucas 14:34-35).

 

“Também lhes disse: Vem, porventura, a candeia para ser posta debaixo do alqueire ou da cama? Não vem, antes, para ser colocada no velador?” (Marcos 4:21).

 

“Bom é o sal; mas, se o sal vier a tornar-se insípido, como lhe restaurar o sabor? Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros” (Marcos 9:50).

 

No mundo natural, o sal opera silenciosamente. Ele é usado para conservar a comida, curar feridas e adicionar sabor. Um pouco de sal afeta uma grande quantidade de comida. No mundo espiritual, os cidadãos do Reino devem penetrar no mundo como sal. Eles devem conservar os valores e qualidades do Reino, ser um bálsamo curador a outros, e como o sabor da vida. Eles devem estender o Reino firmemente. Como sal, eles podem afetar uma grande quantidade da humanidade. Noutra passagem, Jesus comparou a penetração do Reino com o fermento (Mateus 13:33). Como o sal, um pouco de fermento opera silenciosamente para penetrar em uma grande massa de pão.

 

No mundo natural, a luz expõe a escuridão. Mostra o caminho para fora das trevas. A luz na escuridão não pode deixar de ser vista. O cidadão do Reino deve ser uma luz espiritual no mundo. Ele deve expor e mostrar o caminho para fora da escuridão. Ele não deve permitir que nada em sua vida apague a luz do Reino. Os crentes devem viver a vida do Reino de uma maneira visível, enquanto penetra nos reinos do mundo firmemente com o Evangelho do Reino.

 

O PRINCÍPIO DA ORAÇÃO:

 

A oração no Reino é baseada em três princípios: pedir, buscar e bater:

 

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mateus 7:7-8).

 

Cada nível de oração fala de uma intensidade maior de buscar a Deus. Jesus também deu uma oração como exemplo para os cidadãos do Reino. Você pode ler em Mateus 6:9-1 e Lucas 11:2-4.

 

O PRINCÍPIO DA ADORAÇÃO:

 

Os princípios básicos da adoração no Reino são descritos em Mateus 6:1-18. Leia esta passagem em sua Bíblia. Os princípios básicos de adoração incluem:

 

Dando: Uma olhar para fora - Mateus 6:1-4

Orando: Uma olhar para cima - Mateus 6:5-15

Jejuando: Uma olhar para dentro - Mateus 6:16-18

 

Todas as três áreas de adoração devem ser feitas em secreto para serem abençoadas por Deus.

 

O PRINCÍPIO DA SINGELEZA DE VISÃO:

 

A única visão dos cidadãos do Reino é buscar o Reino de Deus em primeiro lugar. Leia Mateus 6:19-34 e compare com Lucas 12:22-34:

 

Jesus fala de singeleza de coração em Mateus 6:19-21.

Ele fala de singeleza de visão em Mateus 6:22-23.

Ele fala de singeleza de devoção em Lucas 16:13.

Ele fala de singeleza de serviço em Mateus 6:24 e Lucas 9:60 e 62.

Ele fala de singeleza no pensamento em Mateus 6:25-32 e 34.

 

O versículo seguinte resume este princípio de singeleza de visão:

 

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

 

 

 

TESTE

 

1. Escreva o versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

 

2. Qual é o fundamento sobre o qual todos os outros princípios do Reino descansam?

_________________________________________________________________________

 

3. Quais são as duas leis do Reino sobre a qual todos os outros princípios são baseados?

 

Primeira: __________________________________________________________________

Segunda: _________________________________________________________________

 

4. Dê quatro razões porquê é importante conhecer os princípios do Reino.

_________________________________ ______________________________

_________________________________ ______________________________

 

5. Você pode usar sua Bíblia para emparelhar cada versículo com o principio que ele ensina. Busque um versículo na Coluna Um. Escolha o princípio geral da Coluna Dois que é ensinado nesse versículo. Escreva seu número diante da referência na Coluna Um. O primeiro está já está feito como um exemplo para você seguir.

 

Coluna Um

Coluna Dois

 

 

a. __2___ Mateus 5:13-16

1. O principio de unidade

b. ______ 1 Coríntios 12:12-14

2. O principio de penetração

c. ______ Mateus 20:26

3. O princípio da oração

d. ______ Mateus 7:7-12

4. Os princípios do reino são opostos aos princípios mundanos.

e._______ Mateus 6:1-18

5. Singeleza de visão

f._______ Mateus 6:19-34

6. O princípio da adoração

 

 

(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual.)

 

 

 


PARA ESTUDO ADICIONAL

 

Resuma os princípios do Reino ensinados no livro de Lucas:

 

1:33______________________________________________________________________

4:43______________________________________________________________________

6:20______________________________________________________________________

7:28______________________________________________________________________

8:1,10____________________________________________________________________

9:2,11,27,60_______________________________________________________________

10:9-11___________________________________________________________________

11:2, 17-20________________________________________________________________

12:31-32__________________________________________________________________

13:18-29__________________________________________________________________

14:15_____________________________________________________________________

16:16_____________________________________________________________________

17:20-21__________________________________________________________________

18:16-29__________________________________________________________________

19:11-15__________________________________________________________________

21:10,31__________________________________________________________________

22:16-30__________________________________________________________________

23:42, 50-51 ______________________________________________________________

 


Capítulo Oito

 

A CULTURA DO REINO:

PRINCÍPIOS DO REINO - PARTE II

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este curso você será capaz de:

 

n Escrever o Versículo-chave de memória.

n Identificar os contrastes da estrutura entre o Reino de Deus e os reinos do mundo.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?” (Tiago 2:5).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Neste capítulo você aprenderá mais sobre a cultura do Reino de Deus enquanto você continua seu estudo dos princípios do Reino. Você aprenderá princípios específicos deste Reino espiritual que descansam sobre os princípios gerais discutidos no Capítulo Sete.

 

CONTRASTES ESPECÍFICOS: A CULTURA DO REINO

 

Agora permita-nos estudar sobre os princípios específicos do Reino que descansam sobre os princípios gerais já discutidos. Muitos destes contrastes se encontram em Mateus 5-7 e Lucas 6. Leia estes textos antes de continuar com seu estudo.

 

Estas passagens são parte dos ensinamentos de Jesus que são conhecidos como “o Sermão Na Montanha” porque Ele os ensinou numa montanha em Israel. Este sermão contém muitos princípios específicos do Reino. O sermão não cobre cada situação da vida, mas os princípios são representativos. Eles estabelecem um caminho para a ética e conduta aplicáveis em todas as situações.

 

A primeira parte do sermão, Mateus 5:1-12 tem sido conhecido como as “Beatitudes” e elas tratam das atitudes básicas do Reino que são abençoadas por Deus. Aqueles que são bem-aventurados não celebram os valores convencionais da sociedade. A palavra “bem-aventurados”, usada nesta passagem, significa ser aprovado por Deus. Há uma diferença entre ser bem-aventurado e estar alegre. Ser bem-aventurado depende de Deus e não é afetado pelas circunstâncias. Estar alegre depende das circunstâncias da vida.

 

Aqui estão alguns dos contrastes específicos na cultura do Reino de Deus.

 

O REINO PERTENCE A AQUELES QUE SÃO POBRES DE ESPÍRITO:

 

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque does é o reino dos céus” (Mateus 5:3).

O mundo honra aqueles com riqueza material. Deus escolhe os pobres do mundo e os faz ricos na fé:

 

“Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?” (Tiago 2:5).

 

“Então, olhando ele para os seus discípulos, disse-lhes: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lucas 6:20).

 

OS POBRES SÃO RICOS E OS RICOS DO MUNDO SÃO POBRES:

 

O mundo da ênfase ao espírito de confiança em si mesmo, auto-expressão, e automelhoramento. Mas Deus aprova aqueles que são pobres em espírito, aqueles que compreendem que eles não têm nenhuma habilidade de salvar-se, satisfazer suas necessidades espirituais, ou resolver seus próprios problemas.

 

“Mas ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação” (Lucas 6:24).

 

A TRISTEZA TRAZ ALEGRIA:

 

Há dois tipos de tristeza. A tristeza do mundo é tristeza que vem como resultado do pecado. É uma tristeza que vem através de sofrer os castigos pelo pecado. Mas esta tristeza não produz uma mudança no estilo de vida. A tristeza piedosa é a tristeza que vem por causa do pecado. A tristeza piedosa resulta no arrependimento:

 

“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2 Coríntios 7:10).

 

Deus aprova tal tristeza. Ele diz que aqueles que a experimentam receberão o consolo:

 

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mateus 5:4).

 

“Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir” (Lucas 6:21).

 

“Em verdade, em verdade eu vos digo que chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (João 16:20).

 

No Reino, aqueles que choram são confortados e a tristeza traz alegria. A alegria se torna em tristeza para aqueles nos reinos do mundo:

 

“Ai de vós, os que estais agora fartos! Porque vireis a ter fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar” (Lucas 6:25).

 


OS MANSOS SÃO CONQUISTADORES:

 

A mansidão não é debilidade ou passividade. Ser manso significa ser manso na natureza, não facilmente provocado, e ter um temperamento pacífico. É o contrario dos princípios mundanos que aconselham: “afirme-se, lute por seus direitos”.

 

A mansidão não é uma qualidade natural do homem carnal. É um dos frutos espirituais do Reino:

 

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22-23).

 

Cada uma destas qualidades devem ser características dos cidadãos do Reino. Elas são fruto espiritual que é um resultado de ser cheio do Espírito Santo. (Estes são discutidos em detalhe noutro curso do Instituto Tempo de Colheita intitulado “O Ministério Do Espírito Santo”).

 

O mundo não considera as pessoas mansas como conquistadoras, mas Deus promete que o manso herdará a terra:

 

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mateus 5:5).

 

OS FAMINTOS SÃO SACIADOS:

 

Os homens têm fome de muitas coisas nos reinos do mundo. Eles têm fome de poder, riqueza, êxito e felicidade. Os cidadãos do reino não devem ter fome por tais coisas materiais. Eles devem buscar a justiça que é o principio básico do Reino:

 

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mateus 5:6).

 

“Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir” (Lucas 6:21).

 

Alguns crentes vão de reunião em reunião religiosa em busca de encontrar as “bênçãos” de Deus. Eles nunca estão espiritualmente satisfeitos. Neste princípio do Reino, Jesus revela que somente aqueles que têm fome de justiça são os que serão saciados espiritualmente.

 

Quando você tem fome no mundo natural, você não se senta e passivamente espera pela comida. Você toma a ação necessária para satisfazer sua fome para obter e preparar uma comida. No mundo espiritual você no pode sentar-se e passivamente esperar que Deus satisfaça sua fome espiritual. Você deve buscar a comida espiritual ativamente por comunicar-se com Deus em oração e estudar Sua Palavra escrita.

 

Os famintos são saciados no Reino de Deus. Aqueles nos reinos do mundo ficam famintos:

 

“Ai de vós, os que estais agora fartos! Porque vireis a ter fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar” (Lucas 6:25).

 


OS MISERICORDIOSOS OBTÊM MISERICÓRDIA:

 

Os princípios mundanos advertem que se você é muito misericordioso com outros, eles abusarão de você. Se você mostra muita bondade aos outros, eles abusarão de você.

 

Os princípios do reino ensinam o contrário. Se você mostra misericórdia, você obterá a misericórdia em lugar de abuso:

 

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5:7).

 

ÊNFASE NO INTERIOR AO INVÉS DO EXTERIOR:

 

Os líderes religiosos dos dias de Jesus enfatizaram o cumprimento exterior da lei e da tradição em lugar das atitudes interiores do coração. Eles observavam o Sábado estritamente, jejuavam regularmente, oravam abertamente e davam esmolas aos pobres.

 

Mas Jesus enfatizou as atitudes interiores do coração em lugar dos sacrifícios exteriores.

 

Ele disse:

 

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5:8).

 

Não são aqueles com os sinais exteriores de religião que verão a Deus. São aqueles que são puros no coração.

 

PAZ EM LUGAR DE REVOLUÇÃO:

 

A revolução é o método de mudança nos reinos do mundo. Os pacificadores são aqueles que trazem a mudança no Reino de Deus. Jesus disse:

 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).

 

Paz não é fugir dos problemas ou a ausência de guerra e disputa. A paz de que Jesus falou é diferente da paz mundana:

 

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27).

Na paz do mundo há medo. Eles guardam os tratados de paz? Eles guardam suas promessas? Na paz de Deus, não há medo. Ele tem prometido guardar os crentes em paz perfeita. Eles podem ter a paz de Deus inclusive em médio as circunstâncias não pacíficas dos reinos do mundo.

 

OS PERSEGUIDOS SÃO RECOMPENSADOS:

 

Este princípio do Reino pronuncia uma benção sobre aqueles que sofrem por uma razão específica: por causa da justiça.

 

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque does é o reino dos céus” (Mateus 5:10).

 

“Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem. Regozijai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu; pois dessa forma procederam seus pais com os profetas” (Lucas 6:22-23).

 

“Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas” (Lucas 6:26).

 

Ela não é uma bênção geral para todos os que sofrem, porque algumas pessoas sofrem por causa de suas próprias faltas:

 

“Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus” (1 Pedro 2:20).

 

O pecado está por traz de alguns sofrimentos:

 

“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5:14-16).

 

OS MENORES SÃO OS MAIORES:

 

No mundo, a grandeza é exaltada. As pessoas são consideradas grandes se elas têm êxito, fama, se têm grande riqueza ou poder. No Reino de Deus, aqueles que são grandes vivem e ensinam os princípios do Reino. Eles podem ser considerados os menores nos reinos do mundo, mas eles são grandes no Reino de Deus:

 

“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus” (Mateus 5:19).

 

O HUMILDE É EXALTADO:

 

“Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (Lucas 14:11).

 

“Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mateus 23:12).

 

OS SERVOS SÃO OS LÍDERES:

 

Os reinos do mundo têm seus líderes em alta estima. Eles são honrados e exaltados. Eles estão sobre os servos e são considerados uma classe social sobre todas as outras. No reino de Deus, para liderar você deve tornar-se um servo:

 

“Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:25-28).

 

“Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” (Lucas 22:26).

 

“Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos” (Marcos 10:43-44).

 

“Mas o maior dentre vós será vosso servo” (Mateus 23:11).

 

OS ÚLTIMOS SÃO OS PRIMEIROS:

 

Aqueles que são os primeiros nos reinos do mundo estão em último lugar no Reino de Deus:

 

“Porém muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros” (Mateus 19:30).

 

“Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos(Mateus 20:16).

 

“Contudo, há últimos que virão a ser primeiros, e primeiros que serão últimos” (Lucas 13:30).

 

O PEQUENO SE TORNA GRANDE:

 

Jesus ilustrou este princípio através de exemplos naturais de uma semente de mostarda, o fermento e a oferta da viúva:

 

“Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos. Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado” (Mateus 13:31-33. Também veja Marcos 4:30-32).

 

“Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento” (Lucas 21:1-4).

 

O QUE É MUITO ESTIMADO PELOS HOMENS É POUCO APRECIADO NO REINO:

 

“Mas Jesus lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus” (Lucas 16:15).

 


ADULTOS SE TORNAM COMO CRIANÇAS:

 

No Reino de Deus, os adultos devem tornar-se como crianças. Isto significa que eles devem aceitar o Evangelho do Reino da mesma maneira como uma criança: Em simples fé.

 

“Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio does. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus” (Mateus 18:1-4).

 

“Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus” (Mateus 19:14).

 

“Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele” (Lucas 18:16-17).

 

“Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele” (Marcos 10:15).

 

PERDER SUA VIDA PARA SALVÁ-A:

 

“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto” (João 12:24).

 

“Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salva-la-á” (Marcos 8:35).

 

“Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perda vida por minha causa acha-la-á” (Mateus 10:39).

 

Você perde sua vida negando-se aos prazeres e as regras do mundo para seguir ao Rei:

 

“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa acha-la-á” (Mateus 16:24-25).

 

ODEIE SUA VIDA EM LUGAR DE AMÁ-LA:

 

“Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna” (João 12:25).

 

DÊ PARA RECEBER:

 

“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lucas 6:38).

 


O IMPOSSÍVEL É POSSÍVEL:

 

“Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lucas 18:27).

 

“Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” (Mateus 19:26).

“Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Marcos 10:27).

 

AQUELES QUE SÃO CEGOS VÊEM AQUELES QUE NÃO SÃO SE TORNAM CEGOS:

 

“Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos” (João 9:39).

 

Jesus veio para dar visão espiritual a aqueles que estão perdidos na escuridão espiritual. Aqueles que pensam que têm visão espiritual através da tradição religiosa são realmente cegos.

 

TOME UM JUGO E UMA CARGA PARA DESCANSAR:

 

Um jugo é uma peça do aparato que se usa em dois animais para levar um arado. Ele fala de labor. Uma carga é algo que se leva. É um peso. Jesus disse:

 

“Vinda mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30).

 

Você encontra verdadeiro descanso por unir-se a Jesus para levar Sua carga. Sua carga é que o Evangelho do Reino se estenda às nações do mundo.

 

OS TESOUROS CELESTIAIS SÃO ENFATIZADOS EM LUGAR DOS TESOUROS TERRENOS:

 

“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onda traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:19-21).

 

Jesus comparou aqueles que dão ênfase aos tesouros terrenos a um néscio:

 

“Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” (Lucas 12:21).

 

BUSCA-SE A GLORIA CELESTIAL EM LUGAR DA TERRENA:

 

“Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória; mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há injustiça” (João 7:18).

 

“Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?” (João 5:44).

 

“Respondeu Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é; quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus” (João 8:54).

 

DIVISÃO EM LUGAR DE PAZ:

 

Jesus é paz. Quando Ele entrou no mundo em forma de carne, a paz estava em a terra. Mas Jesus trouxe a divisão em lugar da paz aos reinos do mundo. Famílias, cidades e reinos foram divididos por causa Doe. Alguns creram Nele e o aceitaram como Rei. Eles se tornaram cidadãos do Reino através do renascimento espiritual. Outros não aceitaram a Jesus como Rei e não se tornaram parte do Reino. Isto tem produzido uma divisão:

 

“Supondes que vim para dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão. Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra” (Lucas 12:51-53).

 

“Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa” (Mateus 10:36).

 

AQUELE QUE ESTÁ ENCOBERTO SE REVELA:

 

“Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; em oculto, que não venha a ser conhecido. O que vos digo às escuras, dizei-o a plena luz; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai-o dos eirados” (Mateus 10:26-27).

 

O REINO SE ESTENDE AOS PECADORES EM LUGAR DOS JUSTOS:

 

“Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Mateus 9:13).

 

SE DA ÊNFASE AO ESPIRITUAL EM LUGAR DO NATURAL:

 

“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17).

 

“Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (1 Coríntios 4:20).

 

OS CONTRASTES ADICIONAIS

 

Use o seguinte gráfico para estudar os contrastes adicionais entre o Reino de Deus e os reinos do mundo:

 

Dois caminhos e duas portas: Mateus 7:13-14

Dois profetas: Mateus 7:15

Duas árvores: Mateus 7:17-20; Lucas 6:43-44

Duas reivindicações: Mateus 7:21-23

Duas casas: Mateus 7:24-27; Lucas 6:46-49

 

 

TESTE

 

1. Escreva o Versículo-Chave de memória.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

2. Em cada espaço em branco providenciado escreva a palavra correta para completar a frase:

 

Princípios Específicos do Reino

 

a. Os pobres são _____________________________________.

b. A tristeza traz _____________________________________.

c. Os mansos são _____________________________________.

d. Os famintos são _________________________________.

e. Os misericordiosos obtêm _______________________________.

f. É enfatizado o interior ao invés do ___________________.

g. A divisão em lugar de ______________________________.

h. Os perseguidos são _______________________________.

i. Os menores são ___________________________________.

j. Os humildes são ___________________________________.

k. Os servos são _____________________________________.

l. Os últimos são _____________________________________.

m. Os pequenos se tornam ___________________________________.

n. O que é muito estimado é ________________________________________.

o. Os adultos se tornam como as __________________________.

p. Você morre para ________________________________.

q. Você perde sua vida para __________________________.

r. Você odeia sua vida em lugar de _______________________.

s. Você dá para __________________________________.

t. O impossível é ________________________________.

u. Aqueles que são cegos _______________________________________________.

v. Você toma um jugo e uma carga para ______________.

w. Os tesouros celestiais são mais enfatizados do que os _______________________.

x. O que está encoberto é __________________________________.

 

(As respostas se encontram ao final do último capítulo de este manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

Para continuar seu estudo dos contrastes no Reino de Deus reveja aqueles listados 2 Coríntios 6:8-10 e os liste abaixo.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________


Capítulo Nove

 

A CULTURA DO REINO:

PRINCÍPIOS DO REINO - PARTE III

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o Versículo-Chave de memória.

n Explicar a relação entre a lei do Antigo Testamento e os princípios do Reino do Novo Testamento.

n Identificar os princípios do Novo Testamento que ampliaram as leis do Antigo Testamento.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Mas as multidões, ao saberem, seguiram-no. Acolhendo-as, falava-lhes a respeito do reino de Deus e socorria os que tinham necessidade de cura” (Lucas 9:11).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Este capítulo continua o estudo da cultura do Reino de Deus examinando a relação entre a lei do Antigo Testamento e os princípios do Novo Testamento.

 

TESOUROS ANTIGOS E NOVOS

 

Um dos exemplos que Jesus deu sobre o Reino de Deus enfatizou a combinação de antigos e novos princípios do Reino:

 

“Então, lhes disse: Por isso, todo escriba versado no reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas” (Mateus 13:52).

 

Os princípios do reino ensinados por Jesus eram antigos e novos. Jesus os chamou “tesouros novos e velhos”. A lei dada por Deus a Moisés e registrada em Êxodo, Levítico, e Deuteronômio se tornaram o fundamento para os novos princípios da vida no Reino. A lei do Antigo Testamento era específica e se preocupava com as ações exteriores. Os novos princípios do Reino ensinados por Jesus eram mais inclusivos e estavam mais relacionados com as atitudes interiores. Os ensinamentos de Jesus não eliminaram a lei, mas a cumpriu:

 

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.  Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mateus 5:17-18).

 

“A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lucas 24:44).

 

Jesus estendeu os princípios do Reino sobre o fundamento do Antigo Testamento. Ele não eliminou os princípios antigos. Ele simplesmente os despojou dos adornos exteriores da religião que produzia a tendência falhar em compreender a realidade interior do Reino.

 

O ensinamento de Jesus não estava em desarmonia com o Antigo Testamento, mas estava em desarmonia com os líderes religiosos de Seu tempo. Os Escribas e Fariseus adicionaram suas próprias tradições e interpretações à lei de Deus. Eles estavam interessados na “letra da lei”, quer dizer, guardar cada detalhe da lei mais as suas próprias tradições e interpretações criadas pelos homens. Jesus deu ênfase ao “espírito da lei”, os princípios gerais detrás das leis.

 

O VELHO NÃO PODERIA CONTER O NOVO

 

Estes princípios do Reino ensinados por Jesus que não poderiam ser contidos na velha estrutura religiosa. Jesus contou duas histórias que ilustram isto. Ele falou de vestidos velhos e novos:

 

“Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura” (Mateus 9:16).

 

“Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura”  (Marcos 2:21).

 

“Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha” (Lucas 5:36).

 

Ele também falou de vinho velho e novo:

 

“Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam” (Mateus 9:17).

 

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos” (Marcos 2:22).

 

“E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos e ambos se conservam” (Lucas 5:37-39).

 

Os antigos sistemas religiosos não poderiam conter o “vinho novo” dos princípios do Reino. O vinho novo deve ser colocado em novos vasos. É por esta razão que o acesso ao Reino é por meio do novo nascimento espiritual. Era necessário dar tempo para que estas antigas estruturas religiosas mudassem, porque aqueles que as haviam experimentado diziam que “o velho é melhor”.

 

Jesus não destruiu a antiga estrutura religiosa. Ele permitiu que ela fosse conservada enquanto ao mesmo tempo Ele derramava “vinho novo” em novos odres espirituais de homens e mulheres renascidos em Cristo Jesus. Ele deu tempo para a transição do velho ao novo.

 

Esta é uma chave importante para introduzir o Evangelho do Reino nas sociedades com religiões preexistentes. A ênfase deve estar em derramar o “vinho novo” nos odres novos, não em gastar os esforços para destruir a estrutura religiosa tradicional. O velho será eliminado quando os homens e mulheres descobrirem que o “vinho novo” é melhor.

 

UM PADRÃO DE IDENTIFICAÇÃO

 

Ao longo dos Evangelhos você pode identificar os “tesouros novos e velhos” olhando para o seguinte padrão:

 

1. Jesus introduz estes ensinamentos com as frases como “tendes ouvido o que foi dito”, “está escrito” ou “Não tendes lido?” ou frases semelhantes.

 

2. A lei do Antigo Testamento é declarada.

 

3. Depois Jesus adiciona “mas eu vos digo”.

 

4. Então se declara o princípio do Reino do Novo Testamento, ampliando a lei do Antigo Testamento.

 

OS TESOUROS DO REINO

 

O seguinte gráfico resume alguns dos “tesouros novos e velhos” do Reino que foram revelados por Jesus. Busque cada referência para estudar estes princípios do Reino.

 

 

Texto Bíblico

O Tesouro Velho “Foi Dito”

O Tesouro Novo "Mas eu vos digo"

Mateus 5:21-26

Não matarás

Ira sem causa é a mesma coisa

Mateus 5:23-24 Mateus 6:1-8 Marcos 7:6-8 Marcos 11:25-26 Lucas 18:10-14

Adoração depende de ações exteriores

Adoração depende de atitudes interiores

Mateus 5:27-32

Não cometerás adultério

Pensar é o mesmo ato

Mateus 5:33-37 Mateus 23:16-22

Não jurarás falsamente

Não jurarás por nada

Mateus 5:38-42

Pagar o mal por mal

Pagar o mal com o bem

Mateus 5:43-47   Lucas 6:27-35 

Amar a seu próximo

Amar seu inimigo

Mateus 15:3-9 Marcos 7:7-13

Santidade vem por seguir Tradições de homens

Santidade é guardar os mandamentos de Deus

Mateus 12:3-14 Marcos 2:23-28 Marcos 3:1-6 Lucas 6:1-11 João 5:1-47 

O homem foi feito para o sábado e deve guardar seus leis em detalhes.

O sábado foi criado para o homem.

Mateus 15:10-20 Marcos 7:14-23

Ênfase na santidade exterior

Ênfase na santidade interior

Mateus 5:31-32 Mateus 19:1-9 Marcos 10:2-12

Divórcio por qualquer motivo

O divórcio não foi originalmente planejado por Deus, mas somente permitido em casos limitados

 

O gráfico que você acabou de estudar não incluiu todos os “tesouros novos e velhos”. Ele focaliza nos maiores exemplos para estabelecer um padrão que lhe permitirá continuar o estudo por si mesmo.

 

Leia através dos Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas, e João) e observe este padrão. Use a secção “Para Estudo Adicional” deste capítulo para fazer outras adições a este gráfico dos tesouros novos e velhos do Reino.

 

 

 

TESTE

 

1. Escreva o Versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

 

2. Escreva a palavra “velho” no espaço em branco diante de cada declaração que descreve a lei do Antigo Testamento. Escreva a palavra “novo” no espaço em branco diante de cada declaração que descreve os princípios do Reino do Novo Testamento.

 

a. _____ Diz mais respeito às atitudes interiores.

b. _____ Concernentes mais com às ações exteriores.

c. _____ Mais específico.

d. _____ Mais inclusivo.

e. _____ A letra da lei.

f. _____ O espírito da lei.

g. _____ Não matarás.

h. _____ Ira sem causa é a mesma coisa.

i. _____ Não jurar por nada.

j. _____ Não jurar falsamente.

k. _____ Pagar o mal com o bem.

l. _____ Pagar o mal com o mal.

m. _____ Amar seu próximo.

n. _____ Amar seu inimigo.

o. _____ A adoração depende das atitudes interiores.

p. _____ A adoração depende das ações exteriores.

q. _____ O sábado foi feito para o homem.

r. _____ O homem foi feito para o sábado.

s. _____ Santidade é guardar as tradições dos homens.

t. _____ Santidade é guardar os mandamentos de Deus.

u. _____ Ênfase na santidade exterior.

v. _____ Ênfase na santidade interior.

w. _____ Divórcio permitido para causas limitadas.

x. _____ Divórcio permitido por qualquer causa.

 

3. Circule a resposta correta para completar esta frase:

 

Jesus veio para _____________________________________________________.

 

a. Destruir a lei do Antigo Testamento.

 

b. Cumprir a lei do Antigo Testamento.

 

4. Qual é a relação entre a lei do Antigo Testamento e os princípios do Reino no Novo Testamento?

_________________________________________________________________________

 

 

(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual.)

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

1. Não há muitas referências diretas sobre o Reino no livro de João, mas há algumas poucas que são importantes:

 

n João 1:45-49: Natanael reconhece a Jesus como o Rei e o cumprimento vivo das profecias do Antigo Testamento.

n João Capítulo Três: Este é um dos capítulos mais importantes que explicam como ganhar o acesso ao Reino de Deus.

n João 18:36: Uma referência importante sobre o Reino: Estabelece o princípio que o Reino não é um reino deste mundo.

 

2. Continue seu estudo dos “tesouros novos e velhos” nos livros de Mateus, Marcos, Lucas, e

João. Registre suas descobertas no gráfico abaixo:

 

O Tesouro Velho                         O Tesouro Novo

“Foi dito”                                   “Mas eu vos digo”

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Capítulo Dez

 

PARÁBOLAS DO REINO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o Versículo-chave de memória.

n Definir a palavra “parábola”.

n Explicar por que Jesus usou parábolas para ensinar os princípios do Reino.

n Identificar o assunto principal das parábolas de Jesus.

n Estudar as parábolas de Jesus para aprender os princípios do Reino.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido” (Mateus 13:11).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Nos capítulos anteriores você aprendeu os princípios básicos da vida governante no Reino de Deus. Durante Seu ministério terreno, Jesus usou um único método de instrução chamado de “parábolas” para revelar outras verdades espirituais sobre o Reino.

 

Neste capítulo você aprenderá o que são parábolas e por que Jesus as usou para ensinar os princípios do Reino. Você estudará também as parábolas selecionadas para aprender os princípios do Reino.

 

O QUE É UMA PARÁBOLA?

 

Uma parábola é uma historia que usa um exemplo do mundo natural para ilustrar uma verdade espiritual. O significado real da palavra “parábola” é “colocar ao lado para comparar”. Nas parábolas, Jesus usou um exemplo natural e o comparou a uma verdade espiritual. Uma parábola é uma historia terrena com um significado Celestial. Uma coisa natural é algo que você pode observar com seus sentidos. Você pode ver, pode ouvir, ou pode tocá-o. O que é espiritual somente pode ser observado com os sentidos espirituais.

 

O TEMA DAS PARÁBOLAS

 

O tema principal das parábolas de Jesus era o Reino de Deus. Antes de dizer algumas destas parábolas, Jesus claramente declarou isto como o tema:

 

“Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos?” (Marcos 4:30).

 

“E dizia: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei?” (Lucas 13:18).

 

“Disse mais: A que compararei o reino de Deus?” (Lucas 13:20).

Até mesmo quando a parábola não era introduzida por semelhantes declarações diretas, o tema ainda era o Reino de Deus. Cada parábola dada por Jesus estava relacionada de alguma maneira ao Reino.

 

POR QUE PARÁBOLAS?

 

Por que Jesus escolheu este único método de instrução, as parábolas, para revelar as verdades espirituais sobre o Reino de Deus? Os discípulos fizeram esta mesma pergunta:

 

“Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas?” (Mateus 13:10).

 

Jesus respondeu:

 

“Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido” (Mateus 13:11. Também veja Lucas 8:10).

 

O conhecimento das verdades espirituais do Reino foi dado aos discípulos porque eles tinham mentes espirituais. Aqueles sem mentes espirituais ouviram as parábolas e não as entenderam porque as verdades espirituais somente podem ser entendidas por uma mente espiritual:

 

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-as, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

 

Aqueles com as mentes espirituais entendem os princípios do Reino revelados nas parábolas. Aqueles com mentes carnais, pecadoras, não podem entendê-os. Jesus usou as parábolas para ocultar estes grandes princípios espirituais dos incrédulos:

 

“Para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles” (Marcos 4:12).

 

(Um homem “espiritualmente disposto” é um que tem nascido de novo espiritualmente, como explicado no Capítulo Quatro deste manual).

 

AS PARÁBOLAS DO REINO

 

Todas as parábolas de Jesus revelam vários feitos sobre o Reino de Deus. A seguir são listados os temas, referências e verdades do Reino ensinadas por Jesus. Busque cada referência em sua Bíblia e leia as parábolas.

 

PARÁBOLAS ACERCA DO OFERECIMENTO DO REINO:

 

As seguintes parábolas envolvem a oferta do Reino de Deus feito por Jesus aos homens.

 

O Vestido Remendado: Mateus 9:16; Marcos 2:21; Lucas 5:36

Os Odres de Vinho: Mateus 9:17; Marcos 2:22; Lucas 5:37

 

Estas duas parábolas ensinam que Jesus ofereceu aos homens um Reino que era novo e único. Não poderia confinar-se aos velhos modelos da tradição religiosa. Não é possível entender o Reino de Deus tentando encaixá-o nos velhos modelos de pensamento e estilo de vida.

O Bom Pastor: João 10:1-16

 

O Rei Jesus é comparado a um pastor. Ele levaria Sua ovelha para fora da escuridão religiosa e as traria para a liberdade de Seu reino. Suas ovelhas conheceriam Sua voz e responderiam a Sua oferta do Reino.

 

A Ovelha Perdida: Mateus 18:12-14; Lucas 15:4-7

A Moeda Perdida: Lucas 15:8-10

O Filho Perdido: Lucas 15:11-32

 

Estas parábolas ilustram como o Pai busca a ovelha perdida para o Reino, como Seus seguidores devem buscar o perdido, e como o arrependimento é a chave para tornar-se um herdeiro do Reino.

 

O Banquete das Bodas: Mateus 22:1-14

O Grande Banquete: Lucas 14:16-24

 

A través destas parábolas, Jesus convidou a geração presente a entrar no Reino. O anúncio original foi enviado a um grupo especial de pessoas, a nação de Israel. Nem todos aqueles escolhidos responderam, assim que outro convite se estendeu às nações Gentílicas.

 

Os Dois Construtores: Mateus 7:24-27

 

Nesta parábola Jesus ensinou que o Reino está construído sobre Ele. Ele se comparou a uma rocha sobre a qual uma pessoa pode construir sua vida. Uma casa construída sobre tão seguro fundamento permanecerá através de cada tormenta. Jesus ofereceu aos homens e mulheres a oportunidade de construir suas vidas sobre o fundamento eterno do Reino de Deus.

 

As Duas Portas: Mateus 7:13-14; Lucas 13:24-28

 

Somente uma porta leva ao Reino. Essa porta é o Senhor Jesus Cristo.

 

PARÁBOLAS ACERCA DA REJEIÇÃO DO REI:

 

Os Agricultores Assassinos: Mateus 21:33-44; Marcos 12:1-11; Lucas 20:9-18

 

Jesus usou as parábolas para revelar que a nação de Israel o rejeitaria como Messias e Rei. Isto foi ilustrado na parábola dos agricultores assassinos. Deus enviou aos profetas a terra com a oferta do Reino, porém Israel matou aos profetas. Então Deus enviou a Seu próprio Filho. Ele, também, foi rejeitado e assassinado.

 

A Figueira Estéril: Lucas 13:6-9

 

Jesus disse uma parábola sobre uma figueira estéril. A figueira é um símbolo natural da nação de Israel. Deus levantou a Israel como a nação através de quem Ele poderia revelar Seu Reino ao mundo. Por toda a historia Deus tentou conseguir que a “figueira” Israel desse “fruto” entre as nações irreligiosas, compartilhando seu conhecimento do verdadeiro Deus, porém Israel permanecia seca e estéril.

 

As Bodas: Mateus 22:2-14

 

Jesus também usou uma parábola sobre bodas para ilustrar Sua rejeição. Foram enviados servos que chamaram as pessoas às bodas, porém as pessoas mataram aos servos e rejeitaram o convite. Isto revelou como a oferta do Reino seria rejeitada.

 

PARÁBOLAS ACERCA DA PRORROGAÇÃO DO REINO:

 

Os Talentos: Mateus 25:14-30; Lucas 19:11-27

O Homem Numa Jornada Longa: Marcos 13:34-37

Os Servos: Mateus 24:43-51; Lucas 12:39-46

Os Servos Vigilantes: Lucas 12:36-38

 

Jesus contou várias parábolas que revelaram que o Reino de Deus seria estabelecido em sua forma final no futuro. O Reino não viria na atualidade porque Israel rejeitou a Jesus como o Rei. Estas parábolas também revelam que Jesus estaria ausente durante um tempo da esfera na qual o Reino finalmente seria instituído. Elas enfatizaram que Seus seguidores devem ser fiéis para com as tarefas que lhes foram dadas, usando seus talentos e habilidades para estender o Reino de Deus.

 

A Figueira: Mateus 24:32-34; Marcos 13:28-30; Lucas 21:29-32

 

Jesus disse uma parábola sobre uma figueira que revelou o tempo aproximado para o estabelecimento final do Reino de Deus. Ele disse que alguém pode dizer quando o verão está próximo porque as folhas da figueira florescem. Como já foi mencionado, a figueira é um exemplo natural da nação de Israel. Jesus estava revelando que quando Israel fosse restaurado a sua própria terra e começasse de novo a “florescer” como uma nação, o tempo do retorno do Rei estaria próximo. (Este evento já sucedeu... Israel foi restaurado a sua própria terra como uma nação!)

 

AS PARÁBOLAS ACERCA DO CRESCIMENTO DO REINO:

 

Jesus disse várias parábolas que ilustraram como o Reino de Deus se estenderia ao longo do mundo.

 

Os Talentos: Mateus 25:14-30; Lucas 19:11-27

 

Esta parábola revela que o Reino se estenderá pelo o uso sábio dos talentos espirituais e habilidades que Deus tem dado aos crentes.

 

O Semeador: Mateus 13:3-8; Marcos 4:3-8; Lucas 8:5-8

 

O Evangelho do Reino se estenderá pelo semear da semente da Palavra de Deus. A este semear haverá várias respostas, dependendo da atitude dos ouvintes. O fruto não depende do semeador, porém da vida em que está na própria semente e na condição da terra (o coração de homem).

 

O Joio e o Trigo: Mateus 13:24-30

 

Satanás tentará derrotar a disseminação do Reino semeando as pessoas descritas como “joio” entre a boa semente do Reino de Deus. O joio que Satanás semeia se parecem com o bom trigo. No momento da colheita o trigo pode ser identificado pelo grano que produz, sem dúvida, enquanto que o joio não produz nenhum grão útil.

 

A Rede: Mateus 13:47-50

 

O Reino também se compara a uma grande rede tirada do mar. Se recolhem todos os tipos de peixe, porém quando a rede é levada para a praia os peixes bons são separados dos ruins.

 

O Reino tirará os homens e mulheres de todas as nações. Antes do estabelecimento final do Reino haverá um juízo para determinar aqueles que devem ser excluídos.

 

A Semente de Mostarda: Mateus 13:31-32; Marcos 4:31-32; Lucas 13:19

 

O Reino de Deus crescerá como uma semente de mostarda. A semente é muito pequena e tem um princípio insignificante, porém ao amadurecer cresce com grande tamanho.

 

O Fermento: Mateus 13:33; Lucas 13:21

 

Como o fermento em um pouco de massa, o Reino de Deus se estenderá ao largo do todo o mundo. O poder do Reino não é externo, porém interno.

 

AS PARÁBOLAS ACERCA DO JUÍZO DO REINO:

 

As Dez Virgens: Mateus 25:1-12

As Ovelhas e os Bodes: Mateus 25:31-46

 

Jesus contou várias parábolas acerca do juízo futuro no Reino. No momento do juízo, aqueles que são ovelhas do verdadeiro pastor, Jesus Cristo, serão recebidos. A entrada no Reino será negada a todos os outros.

 

AS PARÁBOLAS ACERCA DO VALOR DO REINO:

 

Jesus usou várias parábolas para ilustrar o grande valor do Reino de Deus.

 

A Pérola De Grande Preço: Mateus 13:45-46

O Tesouro Oculto: Mateus 13:44

 

Estas parábolas mostram que o Reino de Deus é de tão grande valor que nada mais se compara com ele. É mais valioso que qualquer possessão do homem. Se você deixar tudo o que você possui para obter o Reino, ele é digno deste sacrifício.

 

O Pai de Família: Mateus 13:52

 

Nesta parábola Jesus comparou a Si mesmo com o guardião de um depósito que traz os produtos necessários para o pai de família. Um guardião é uma pessoa na responsabilidade por algo.

 

O guardião pode tirar um grão novo ou velho, vinho novo ou velho. Através do que traz, as necessidades da casa são satisfeitas totalmente. Algumas vezes o Reino que Jesus trouxe era como a forma anterior do Reino. De outras vezes, era completamente novo. Porém, ambos, o velho e o novo tinham valia para satisfazer as necessidades dos cidadãos do Reino de Deus.

 

AS PARÁBOLAS ACERCA DA VIDA NO REINO:

 

Muitas parábolas que Jesus contou ilustram os princípios da vida no Reino.

 

Os Dois Filhos: Mateus 21:28-32

 

Jesus ensinou que a obediência é a prova da filiação dentro da família do Reino.

 

O Bom Samaritano: Lucas 10:30-37

 

O princípio do Reino de amar a todos é ensinado nesta parábola. Nosso próximo é qualquer um em necessidade, cuja necessidade nós conhecemos, e cuja necessidade nós podemos suprir.

 

Os Dois Devedores: Lucas 7:41-43

 

Esta parábola ensinou que o amor será mostrado por aqueles que tem experimentado o amor do Reino.

 

O Fariseu e o Publicano: Lucas 18:10-14

 

O Fariseu se aproximou de Deus baseando-se em sua própria retidão. O cobrador de impostos reconheceu que nada havia nele digno de permanecer perante o Senhor. Nesta parábola Jesus ensinou como as pessoas devem aproximar-se de Deus para oferecer adoração, louvor, ação de graças, petição e intercessão no Reino. Também ensinou a humildade na oração e advertiu do pecado da justiça própria.

 

A Viúva Persistente: Lucas 18:1-8

O Amigo Persistente: Lucas 11:5-10

 

Estas duas parábolas ilustraram a importância da persistência na oração.

 

O Administrador Fiel: Mateus 25:14-30

 

Esta parábola enfatizou a importância de sábia e justa mordomia dos tesouros do Reino que Deus confia aos crentes.

 

Os assentos na Festa das Bodas: Lucas 14:7-11

 

Esta parábola ilustra a importância de humildade e que promoção no Reino de Deus vem do Senhor.

 

A Videira e os Ramos: João 15:1-6

 

Esta parábola descreveu a relação de Jesus com a Igreja.

 

Os Obreiros Na Vinha: Mateus 20:1-16

 

Esta parábola ensinou que as recompensas eternas não são feitas na base de normas mundanas.

 

O Ofício do Servo: Lucas 17:7-10

 

Esta parábola ensinou que é nossa responsabilidade servir e fazer as coisas ordenadas pelo Rei.

 

O Rei que vai a Guerra: Lucas 14:31-33

O Homem Construindo Uma Torre: Lucas 14:28-30

 

Estas parábolas enfatizaram a importância do apropriado entendimento de comprometer-se com o Reino.

 


As Vestes das Bodas: Mateus 22:10-14

 

Esta parábola enfatizou a necessidade de vestir-se com a justiça para permanecer no Reino. É através da justiça de Jesus, não da justiça própria, que isto é alcançado.

 

A Reflexão do Homem Rico: Lucas 12:16-21

 

Esta historia ilustrou a estupidez de confiar na riqueza material temporal. A prioridade da vida é o Reino eterno de Deus.

 

O Argueiro e a Trave: Mateus 7:1-5; Lucas 6:41-42

 

Esta parábola ensinou que nós devemos julgar anos mesmos em lugar julgar aos outros.

 

A Colheita: Mateus 9:37-38; Lucas 10:2

 

Foi através da historia de uma colheita, madura e preparada para recolher, que Jesus enfocou a atenção de Seus discípulos na necessidade de estender o Reino. Foi a visão transmitida por esta parábola que os mudou de “pescadores” em “pescadores de homens”.

 

 

 

TESTE

 

1. Escreva o Versículo-chave de memória.

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2. O que é uma parábola?

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3. Por que Jesus usou parábolas para ensinar as verdades espirituais sobre o Reino de Deus?

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4. Qual foi o assunto principal das parábolas de Jesus?

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(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual.)

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

O livro de Apocalipse é como seu nome reflete: ele revela o que não se conhecia previamente. Deus revelou ao Apóstolo João eventos que acontecerão no futuro. Estas foram coisas que João possivelmente não poderia saber pela sabedoria natural. Quando Deus revelou estas coisas, João as escreveu no livro chamado “Apocalipse”.

Esta revelação envolve eventos que devem acontecer antes do fim deste mundo e do tempo como nós o conhecemos agora. Como as parábolas, o Apocalipse é difícil de entender com a mente natural. Deve ser discernido com uma mente espiritual.

 

O Apocalipse revela muito sobre o futuro do Reino de Deus.

 

1. Estude as seguintes referências sobre o Reino de Deus no livro: Apocalipse 1:9; 11:15; 12:10.

 

2. As seguintes referências tratam dos reinos do mundo e de Satanás: Apocalipse 16:10; 17:17.

 

3. Apocalipse 20:10-15 revela o destino final de Satanás e dos residentes de seu reino.

 

4. Apocalipse capítulos 21-22 descreve o destino dos residentes do Reino de Deus.

 

Resuma o que você aprendeu destas passagens com respeito ao Reino de Deus:

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Capítulo Onze

 

EMBAIXADORES DO REINO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o Versículo-chave de memória.

n Definir a palavra “embaixador”.

n Definir a palavra “testemunha”.

n Explicar a importância de estender o Evangelho do Reino por todo o mundo.

 

VERSÍCULOS-CHAVE:

 

“E, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus. Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça daí” (Mateus 10:7-8).

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Você tem aprendido muitas coisas sobre o Reino de Deus neste curso. Você tem aprendido sobre a existência dos reinos espirituais de Satanás e de Deus. Foram examinados o passado, presente e o futuro do Reino de Deus. Você estudou a vida e ensinamentos do Rei Jesus. Você aprendeu as chaves para o acesso ao Reino de Deus e foi advertido das coisas que produzem a expulsão do Reino. Você estudou as parábolas do Reino e aprendeu princípios importantes de viver no Reino.

 

Neste último capítulo você receberá uma designação especial. Esta designação levará uma vida inteira para ser completada. Você será comissionado como embaixador do Reino de Deus.

 

A MISSÃO DE JESUS

 

Jesus veio a esta terra com a missão especial de estabelecer o Reino de Deus:

 

“Dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho. Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu os irmãos Simão e André, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores” (Marcos 1:14-15).

 

“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4:17).

 

O compromisso de Jesus com o Reino de Deus foi evidente ao longo de Seu ministério intero:

 

“Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (Lucas 4:43).

 

Depois de Sua morte e ressurreição, Jesus permaneceu na terra por um período curto de tempo e apareceu a muitas pessoas. Sua mensagem não havia mudado. Ele enfocou o Reino de Deus:

 

“A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus” (Atos 1:3).

 

Jesus começou Seu ministério declarando a mensagem do Reino (Mateus 4:17). Ele concluiu Seu ministério terreno falando de coisas que pertencem ao Reino (Atos 1:3). Entre o início e a conclusão de Seu ministério, Sua preocupação principal foi a extensão do Reino de Deus.

 

A GRANDE COMISSÃO

 

Ainda antes de Sua morte, Jesus preparou aos Seus discípulos para continuar a estender o Reino. Primeiro, os discípulos foram observadores de como a mensagem do Reino deveria ser apresentada:

 

“Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele” (Lucas 8:1).

 

Logo, Jesus treinou aos discípulos para participação. Ele os enviou por todo o Israel com instruções para...

 

“Também os enviou a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos” (Lucas 9:2).

 

Finalmente, Ele os comissionou com a responsabilidade de estender o Evangelho do Reino às nações do mundo:

 

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-20).

 

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).

 

EMBAIXADORES DO REINO

 

Antes de Jesus retornar ao Céu, Ele disse a Seus seguidores:

 

“Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio” (Lucas 22:29).

 

O Reino que Deus deu a Jesus foi passado por Jesus a Seus seguidores e nós recebemos o privilégio de ser parte deste império eterno. Porém Deus escolheu-nos para um propósito, não somente para o privilégio. Jesus deixou a Seus seguidores a responsabilidade de estender o Reino de Deus por todo o mundo. Eles devem ser embaixadores do Reino.

 

Um embaixador é um representante enviado por um reino para representar e levar a cabo seus negócios noutro reino. Ele é o mensageiro e o agente autorizado do reino que ele representa. Paulo disse:

 

“... somos embaixadores em nome de Cristo” (2 Coríntios 5:20).

 

Nós somos os embaixadores enviados pelo Rei para representar e levar a cabo os negócios do Reino de Deus nos reinos do mundo.

 

Nossa tarefa como embaixadores do Reino é um compromisso perpétuo. Uma vez que nós temos aceitado esta comissão, nós não podemos voltar atrás:

 

“Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lucas 9:62).

 

NÓS SOMOS TESTEMUNHAS

 

Como embaixadores, nós devemos ser testemunhas do Reino de Deus. Uma testemunha é alguém que pode testificar e pode apresentar a evidência de algo experimentado de primeira mão. Ele é um que pessoalmente vê, observa, experimenta e produz provas do que ele tem experimentado. Jesus disse a Seus discípulos:

 

“E vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio” (João 15:27).

 

O testemunho dos embaixadores do Reino deve estender-se por toda a terra:

 

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1:8).

 

A mensagem do testemunho deve ser...

 

“E lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas” (Lucas 24:46-48).

 

Quando os discípulos saíram como testemunhas, Deus também deu testemunho através deles:

 

“Dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade” (Atos 2:4).

 

Nós devemos ser embaixadores do Reino, dando testemunho de sua mensagem, com Deus confirmando nosso testemunho pela demonstração de Seu poder.

 

UMA RESPONSABILIDADE IMPORTANTE

 

Por que esta responsabilidade para estender o Reino é tão importante?

Porque Jesus disse...

 

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14).

 

O estabelecimento final do Reino de Deus não virá até que o Evangelho do Reino seja pregado a todo o mundo. Note que não é somente o Evangelho... é o Evangelho do Reino. Nestes versículos Paulo dá os elementos do Evangelho:

 

“Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:1-4).

 

A mensagem básica do Evangelho é que Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras, que Ele foi enterrado, e ressuscitou segundo as Escrituras.

 

O Evangelho deve ser pregado, porém ele deve incluir a mensagem do Reino. Os homens devem ser informados de sua existência e devem ser ensinados como entrar e viver como residentes do Reino.

 

COMPARTILHANDO O REINO

 

Diretrizes específicas foram dadas por Jesus sobre como a mensagem do Reino deve ser compartilhada. A mensagem do Reino deve incluir o chamado ao arrependimento do pecado:

 

“Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1:14-15).

 

“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4:17).

 

A mensagem do Reino será estendida através de pregação e ensino:

 

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades” (Mateus 9:35).

 

Jesus disse aos Seus seguidores...

 

“E, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus” (Mateus 10:7).

 

A mensagem do Reino não está somente em palavras. A demonstração do poder de Deus deve acompanhar a apresentação verbal do Reino. Este esteve evidente no exemplo dado por Jesus:

 

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades” (Mateus 9:35).

“Mas as multidões, ao saberem, seguiram-no. Acolhendo-as, falava-lhes a respeito do reino de Deus e socorria os que tinham necessidade de cura” (Lucas 9:11).

 

Jesus disse a Seus discípulos para não somente ensinar e pregar o Reino, porém em cada cidade...

 

“Curai os enfermos que nela houver e anunciai-lhes: A vós outros está próximo o reino de Deus” (Lucas 10:9).

 

“Também os enviou a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos” (Lucas 9:2).

 

A demonstração de poder... Os milagres e curas... é o Reino de Deus em ação. Paulo disse:

 

“Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (1 Coríntios 4:20).

 

CUMPRINDO A COMISSÃO

 

O Apóstolo Paulo, grande embaixador do Reino durante o período da Igreja Primitiva, disse:

 

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1 Coríntios 2:4-5).

 

A primeira Igreja cumpriu a comissão de estender o Reino de Deus não somente ensinando e pregando. Ele não foi espalhado pelos teólogos educados, festas, programas, ou por edificar grandes edifícios. A comissão foi cumprida pela combinação da mensagem do Reino com a demonstração do poder do Rei.

 

A extensão do Reino se tornou o propósito central da Igreja Primitiva. Apesar da perseguição, os crentes continuaram cumprindo sua comissão como embaixadores do Reino:

 

“E Saulo consentia na sua morte. Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria... Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8:1,4).

 

Parte do plano de continuação para estabelecer as igrejas era a instrução com respeito ao Reino de Deus:

 

“E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:21-22).

 

O Reino de Deus era a mensagem dos homens comuns da Igreja:

 

“Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres” (Atos 8:12).

O Reino de Deus era o enfoque dos grandes líderes da Igreja:

 

“Durante três meses, Paulo freqüentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus” (Atos 19:8).

 

O Reino de Deus era o enfoque central do ministério de Paulo. No fim do seu ministério Paulo disse aos crentes...

 

“Agora, eu sei que todos vós, em cujo meio passei pregando o reino, não vereis mais o meu rosto” (Atos 20:25).

 

No último registro bíblico sobre o ministério de Paulo, ele está continuando a extensão do Reino ainda que cativo em Roma:

 

“Pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (Atos 28:31).

 

CONSTRUINDO O REINO

 

Em muitos casos, a Igreja moderna tem perdido esta ênfase em construir o Reino de Deus. Nós construímos grandes igrejas, edifícios bonitos e grandes denominações. Nós damos ênfase à construção de orfanatos, escolas e hospitais.

 

Apesar destas coisas serem boas e uma parte legítima do ministério da Igreja, elas não devem ser o enfoque central. Levantar dinheiro e construir não é nossa comissão. Coisas assim resultam na edificação de reinos pessoais em lugar da extensão mundial do Reino de Deus.

 

Paulo advertiu sobre isto quando ele disse...

 

“Pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2:21).

 

Cada projeto ministerial em consideração deve ser julgado por esta pergunta: Como isto ajudará a cumprir a comissão para estender o Reino de Deus? Nós pregamos e ensinamos sobre muitos assuntos... o matrimônio, a família, a profecia. Estes são assuntos excelentes e muito necessários em nosso mundo hoje. Nós treinamos grandes oradores para encher nossos púlpitos. Porém, cada mensagem deve ser julgada por esta pergunta: Como esta mensagem comunica os princípios do Reino de Deus?

 

Faça a si mesmo estas perguntas...

 

n Quanto tempo faz desde que eu ouvi uma mensagem sobre o Reino de Deus?

n Como minha Igreja está cumprindo a comissão para estender o Reino de Deus?

n Como eu estou pessoalmente cumprindo meu papel como embaixador do Reino de Deus?

 

Jesus ensinou que nós devemos enforcar nossas orações no Reino. Nós devemos orar:

 

“Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6:10).

 


Nós devemos buscar o Reino como nossa prioridade mais alta na vida:

 

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

 

“Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas” (Lucas 12:31).

 

A Igreja foi levantada por Deus como um instrumento através do qual o Reino pode estender-se às nações do mundo. Muitas igrejas têm perdido a visão deste chamado. Elas têm enfatizado a edificação de seu número de membros e denominação em lugar de construir o Reino.

 

A competição entre pastores, igrejas e denominações tem quebrado a unidade do Corpo de Cristo. Nós temos perdido a visão de um Reino unido de Deus do qual cada igreja local é somente uma parte. Em lugar de ajudar uns aos outros na missão de estender o Reino, nós competimos por edifícios maiores, número de membros e o aumento das finanças para construir nossos próprios reinos.

 

O plano de Deus era que a Igreja não só pregasse o Reino, porém que ela deveria ser um exemplo vivo do Reino. Nós estamos cumprindo esse desafio?

 

A Igreja necessita entregar-se a uma causa maior que seu número de membros. Ela necessita dedicar seus esforços para fazer algo mais que programas de construção e aumentar o número de membros. A Igreja necessita buscar em primeiro lugar o Reino de Deus, que transcende os limites denominacionais, culturais e nacionais. Se a Igreja buscar o Reino em primeiro lugar, então todas estas outras coisas serão acrescentadas.

 

UM EXEMPLO DO ANTIGO TESTAMENTO

 

A primeira comissão de Deus para o homem foi para “multiplicar e encher a terra” (Gênesis 1:28). A ênfase estava nas pessoas. A meta era encher a terra de homens e mulheres criados a imagem de Deus com uma relação pessoal com Deus. Porém em Gênesis 11:1-9 nós vemos que a ênfase foi trocada pelo homem. Leia esta passagem em sua Bíblia.

 

Em Sinar a ênfase estava em construir uma cidade e uma grande torre em lugar de povoar a terra. Os projetos em lugar das pessoas haviam se tornado o foco da atenção. Os propósitos eram egoístas: fazer um grande nome e congregar um grande número de pessoas.

 

Na torre de Babel Deus foi olhar o trabalho das pessoas. Deus não havia decretado esta tarefa, então Ele tinha que ver o que eles estavam fazendo. Esta é a condição de muitas de nossas igrejas. Nós temos ignorado a comissão de estender o Reino e estamos construindo grandes torres de denominações e preocupados com o número de membros. Nós estamos construindo grandes edifícios. O que Deus pensaria se Ele baixasse para ver o que nós estamos fazendo?

 

As pessoas de Sinar disseram “Vinde, edifiquemo-nos uma cidade”. Há uma diferença entre uma cidade construída pelo homem e uma cidade cujo construtor e fabricante é Deus.

 

Aquelas pessoas estavam construindo pelo esforço próprio, para alcançar seus próprios desejos egoístas.

 


Deus atuou. Ele baixou e confundiu seu idioma:

 

“Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez. E chamou Deus ao firmamento Céus. Houve tarde e manhã, o segundo dia. Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez” (Gênesis 11:7-9).

 

Com todos falando idiomas diferentes, o projeto teve que ser parado. Nós ouvimos muitas vozes contraditórias na igreja hoje em dia. Quando a comunicação se confunde, nós devemos examinar nossa torre. Pode ser que os projetos em que nós estamos trabalhando não sejam de Deus. Às vezes, como no caso de Babel, estender o Reino envolve derribar em lugar de construir. Porém algumas pessoas não interromperão seus próprios projetos para estender o Reino porque sua obra se tem tornado um ídolo.

 

UM EXEMPLO DO NOVO TESTAMENTO

 

Jesus comissionou a Igreja Primitiva para reproduzir discípulos por toda a terra, não para edificar uma grande Igreja em Jerusalém. Todavia nós encontramos a Igreja reproduzindo-se tão rapidamente que a organização e os sistemas de administração entraram em colapso (Atos 6). Eles estavam criando uma grande massa de crentes em Jerusalém em lugar de sair às nações do mundo como Deus havia ordenado. Devido a isto, Deus permitiu que a perseguição viesse e os crentes fossem espalhados:

 

“E Saulo consentia na sua morte. Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria” (Atos 8:1).

 

Através disto eles voltaram a sua comissão original como embaixadores do Reino:

 

“Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8:4).

 

Quando as “grandes igrejas” se vão, o povo de Deus se mantém vivo. O Reino de Deus não se estenderá por todo o mundo através de edificar grandes edifícios. Não avançará através dos projetos. Ele se estenderá através de seus embaixadores testemunhando o Evangelho do Reino e através de discípulos que reproduzem discípulos.

 

No capítulo anterior, “Parábolas do Reino”, foi explicado como o Reino se estenderá por todo o mundo. A parábola dos talentos (em Lucas 19 e Mateus 25) revela que o Reino se estenderá pelo uso sábio dos dons e habilidades espirituais.

 

A parábola do fermento (Mateus 13:33) revelou que o Reino teria um principio pequeno, porém como o fermento no pão ele continuaria firmemente a estender-se. A parábola da rede lançada ao mar revela que o Reino de Deus pescará homens e mulheres de todas as nações.

 

O Reino também se estende enquanto os homens lançam a semente do Evangelho nos corações dos homens e mulheres. Como a semente no mundo natural, o Evangelho do Reino cresce, ainda que o processo de crescimento não é totalmente compreendido por quem semeia a semente (Marcos 4:26-27).

 


Nós recebemos a promessa:

 

“Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino” (Lucas 12:32).

 

VENHA O TEU REINO

 

Em breve virá aquele grande dia quando o Reino de Deus será estabelecido  permanentemente e o Reino de Satanás será finalmente derrotado:

 

“Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Apocalipse 12:10).

 

“E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder” (1 Coríntios 15:24).

 

“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15).

 

“Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lucas 1:33).

 

Até aquele grande dia você pode reivindicar esta promessa...

 

“O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (2 Timóteo 4:18).

 

E nossa última oração para você é...

 

“Exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória” (1 Tessalonicenses 2:12).

 

 

 

TESTE

 

1. Escreva os Versículos-Chave de memória.

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2. Qual é o significado da palavra “embaixador”?

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3. Qual é o significado da palavra “testemunha”?

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4. Paulo disse que sua pregação não era só com palavras, porém acompanhada pelo quê?

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5. Por que a extensão do Evangelho do Reino é uma responsabilidade importante?

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6. Qual foi o tema central do ministério de Jesus?

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(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual.)