Metodologias

De

Multiplicação

 

 

 

 

 

 

 


Metodologias de Multiplicação

 

 

 

                                  

Este curso é parte do INSTITUTO BÍBLICO TEMPO DE COLHEITA, um programa elaborado para equipar os crentes para uma efetiva colheita espiritual. O tema básico do treinamento é ensinar o que Jesus ensinou, aquilo que ao chamar pescadores, coletores de impostos, e etc., transformou-os em cristãos reprodutivos que alcançaram o mundo com o Evangelho em demonstração de poder.

 

Este manual é um simples curso dos diversos módulos do currículo que conduz os crentes da visualização através da depuração, multiplicação, organização e mobilização para alcançar o objetivo da evangelização.

 

         

 

 

 

 

 

 

© Harvestime International Network

 

© Instituto Internacional Tempo de Colheita

 

 

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta tradução e

manual pode ser reproduzida, estocada em qualquer tipo de sistema,

ou reproduzida, de qualquer forma ou por qualquer meio, seja eletrônico,

mecânico, fotocópia ou outro qualquer, sem a devida permissão por escrito de Harvestime International Institute ou de seu representante legal.


CONTEÚDO

 

Como Usar Este Manual, 4

Sugestões Para Estudo em Grupo, 4

Introdução, 6

Objetivos do Curso, 7

 

1. Pescadores de Homens, 9

 

2. O Dia das Pequenas Coisas, 15

 

3. As Parábolas de Multiplicação, 34

 

4. Um Mais é Igual a Mais do Que Dois, 42

 

5. Uma Introdução Ao Crescimento da Igreja, 51

 

6. O Crescimento Interno, 60

 

7. O Crescimento por Expansão, 77

 

8. O Crescimento por Extensão, 97

 

9. O Crescimento por Ligação, 104

 

10. Decisões Ou Discípulos?, 119

 

11. O Crescimento Atrofiado, 135

 

12. O Centro de Treinamento Por Extensão, 145

 

Respostas da Seção “Teste o Seu Conhecimento Conhecimento”, 158

 


COMO USAR ESTE MANUAL

 

FORMATO DO MANUAL

 

Cada lição consiste de:

 

Objetivos: Estes são os objetivos que você deve alcançar ao estudar o capítulo. Leia-o antes de começar a lição.

 

Versículo-Chave: Este versículo enfatiza o conceito principal do capítulo. Tente memorizá-o.

 

Conteúdo do Capítulo: Estude cada seção. Use sua Bíblia para procurar as referências bíblicas não transcritas no manual.

 

Teste o Seu Conhecimento: Faça este teste depois de você terminar de estudar o capítulo. Tente responder as questões sem usar sua Bíblia ou este manual.

 

Para Estudo Adicional: Esta é a seção final de cada capítulo. Ela estimula o estudo independente do aluno.

 

Exame Final: Se você está registrado neste curso para receber créditos e Diploma, você deverá solicitar um exame final ao término deste curso. Após a conclusão do exame, você deverá retorná-o a nós para receber os créditos que lhe darão ao Diploma e que também servirão para você avançar em seus estudos posteriormente.

 

SUGESTÕES PARA O ESTUDO EM GRUPO

 

PRIMEIRA REUNIÃO:

 

Abrindo: Abra com oração e apresentações. Conheça e matricule os estudantes.

 

Estabeleça os Procedimentos do Grupo: Determine quem conduzirá as reuniões, o horário, os lugares e as datas para as sessões.

 

Louvor e adoração: Convida presença do Espírito Santo em sua sessão de treinamento.

 

Distribua os Manuais aos Estudantes: Introduza o título do manual, o formato e os objetivos do curso proporcionados nas primeiras páginas do manual.

 

Faça a Primeira Tarefa: Os estudantes lerão os capítulos determinados e farão o teste para a próxima reunião. O número de capítulos que você ensinará em cada sessão dependerá do tamanho do capítulo, conteúdo e das habilidades de seu grupo.

 

A SEGUNDA E DEMAIS REUNIÕES:

 

Abrindo: Ore. Dê as boas-vindas e matricule a qualquer novo aluno e também dê o manual. Veja quem está presente ou ausente. Tenha um tempo de adoração e louvor.

 

Revisão: Apresente um breve resumo do que você ensinou na última reunião.

 

Lição: Discuta cada seção do capítulo usando os TÍTULOS EM LETRAS MAIÚSCULAS E EM NEGRITO como um esboço do ensinamento. Peça aos estudantes que façam perguntas ou comentários sobre o que eles têm estudado. Aplique a lição às vidas e ministérios de seus estudantes.

Teste: Reveja com os estudantes o teste que eles completaram. (Nota: Se você não quer que os estudantes tenham acesso às respostas, você pode tirar as páginas com as respostas que se encontram no final de cada manual).

 

Para Estudo Adicional: Você pode fazer estes projetos numa base individual ou em grupo.

 

Exame Final: Se o grupo está matriculado neste curso para os créditos e Diploma você recebeu um exame com este curso. Dê uma cópia para cada estudante e administre o exame na conclusão deste curso.

 

MATERIAL ADICIONAL NECESSÁRIO

 

Você necessitará apenas de um exemplar da Bíblia, preferencialmente a Edição Revista e Atualizada, 2ª Edição, mas outras versões também poderão ser usadas, embora isto talvez represente alguma pequena dificuldade para o aluno acompanhar os textos bíblicos deste curso.

 


MÓDULO: Multiplicação

CURSO: Metodologias de Multiplicação

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

A Bíblia registra a criação do mundo e do primeiro homem e da primeira mulher (Gênesis 1). A primeira ordem dada por Deus a estas pessoas recentemente criadas foi para multiplicar:

 

“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gênesis 1.27-28).

 

Este processo não somente deveria ser de multiplicação física, porém também de multiplicação espiritual. Na medida que Adão e Eva se multiplicassem fisicamente eles encheriam a terra de outros como eles: pessoas que conheceriam a Deus e caminhariam em comunhão com Ele. Eles estariam reproduzindo-se espiritualmente assim como fisicamente.

 

A queda do homem em pecado interferiu com este processo (Gênesis 3). O pecado produziu a morte física que impedia a multiplicação física (Gn 2.17). Também causou a morte espiritual, que é a separação espiritual do homem pecador de um Deus justo. Isto impediu a multiplicação espiritual.

 

Porque Deus amou o homem de tal maneira, Ele elaborou um plano especial para salvar as pessoas desta terrível morte espiritual. Deus enviou a Jesus Cristo para que morresse pelos pecados de toda a humanidade. Jesus pagou a penalidade da morte em nosso lugar. Então Ele venceu a morte ressuscitando dentre os mortos (João 20).

 

Cada indivíduo deve escolher aceitar o plano de salvação de Deus pedindo o perdão do pecado e aceitando a Jesus como Salvador. Como um crente em Jesus com os pecados perdoados, você está salvo da morte espiritual.

 

Ainda que o corpo físico morrerá algum dia, você continuará vivendo espiritualmente e receberá um novo corpo que viverá para sempre:

 

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados... E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (1 Coríntios 15.51, 52, 54).

Quando você aceita a Jesus como Salvador isso é como ser criado de novo por Deus. A Bíblia o chama de “nascido de novo”:

 

“A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3.3).

 

Ser “nascido de novo” não se refere ao nascimento físico. Refere-se ao nascimento espiritual. Você é recriado espiritualmente como uma nova criatura em Cristo. Você é “novo” porque você já não vive no pecado ou pratica o velho estilho de vida pecador:

 

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).

 

Ao princípio do mundo, a primeira ordem de Deus a Seu povo recentemente criado foi para multiplicar. Sua primeira ordem aos crentes recriados, “nascidos de novo”, é a mesma. Nós devemos multiplica espiritualmente e encher a terra de outros como nós - pessoas que amam a Deus e caminham em comunhão com Ele.

 

Quando Jesus chamou aos homens para segui-lo isso era um chamado à multiplicação espiritual (Lucas 5.10). Sua última ordem aos crentes foi para multiplica espiritualmente (Atos 1.8). Para cumprir o desafio de centenas de pessoas que estão morrendo no pecado sem o evangelho, cada crente deve tornar-se reprodutivo e deve aprender os princípios da multiplicação espiritual.

 

Este curso compartilha os métodos bíblicos de reprodução espiritual que lhe permitirão multiplicar-se em obediência a Deus. Você aprenderá a multiplica-se espiritualmente como um indivíduo e corporativamente dentro do contexto da igreja local. Se você aplicar os princípios bíblicos ensinados neste curso, você pode ser responsável pela multiplicação de milhares de crentes treinados e motivados.

 

Se você está fazendo os cursos do Instituto Internacional Tempo de Colheita em seqüência, este é o terceiro curso do Módulo Três, que enfatiza a multiplicação da força obreira espiritual treinada através da realização do Módulo Dois.

 

Os cursos no Módulo Três são: “Desenvolvendo Uma Visão Bíblica do Mundo”, “Táticas de Ensino”, “Metodologias de Multiplicação” e “Princípios de Poder”. Estes cursos desenvolvem o conhecimento da necessidade espiritual do mundo e explicam como satisfazer essa necessidade através do ensino bíblico e pregação, da multiplicação e do revestimento de poder espiritual.

 

 

 

OBJETIVOS DO CURSO

 

Ao concluir este curso você será capaz de:

 

n Reproduzir-se espiritualmente através da aplicação dos métodos bíblicos de multiplicação.

n Resumir os princípios de multiplicação ensinados nas parábolas do Novo Testamento.

n Explicar como um crente pode multiplicar para levantar a centenas de novos crentes espiritualmente.

n Fazer de sua casa um centro para multiplicação espiritual.

n Resumir os princípios para a multiplicação interior dentro da igreja.

n Resumir os princípios para a multiplicação por expansão da igreja.

n Resumir os princípios para a multiplicação por extensão da igreja.

n Resumir os princípios para verificar a multiplicação da igreja.

n Levar os convertidos além da decisão para o discipulado.

n Identificar os fatores que impedem a multiplicação espiritual.

n Estabelecer um Instituto Internacional Tempo de Colheita como um centro de multiplicação espiritual.

 


Capítulo Um

 

PESCADORES DE HOMENS

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o versículo-chave de memória.

n Identificar o primeiro e o último mandamento de Jesus a Seus seguidores.

n Definir “multiplicação”.

n Explicar o que significa multiplicação espiritual.

n Definir “método”.

n Definir “metodologias”.

n Explicar o que significa “metodologias de multiplicação espiritual”.

n Resumir os princípios da pesca natural que são aplicáveis à pesca espiritual.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Marcos 1.17).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Quando Jesus Cristo começou Seu ministério público na terra, Ele chamou vários homens para serem Seus primeiros discípulos:

 

“Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Marcos 1.17).

 

Sua primeira ordem a estes homens foi para se multiplicarem espiritualmente. Se eles O seguissem, Ele os faria “pescadores de homens”. Eles se reproduziriam quando eles “pescassem” espiritualmente outros homens e mulheres.

 

A última mensagem de Jesus a Seus seguidores foi um chamado à reprodução espiritual:

 

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos” (Atos 1.8-9).

 

Como os discípulos poderiam cumprir esta grande comissão dada por Jesus? Como este grupo pequeno de pessoas poderia multiplica-se para alcançar o mundo inteiro?

 


MÉTODOS DE MULTIPLICAÇÃO

 

Jesus revelou os métodos específicos que permitiram a Seus discípulos que cumprissem a ordem para reproduzir-se espiritualmente. O primeiro e mais importante deste se deu como parte da comissão em Atos 1.8. Os discípulos se multiplicariam através do revestimento de poder por meio do Espírito Santo. Outros métodos foram revelados quando os seguidores de Jesus começaram a multiplicar-se e alcançar o mundo com o evangelho. Estes métodos estão registrados no livro de Atos e nas epístolas do Novo Testamento.

 

Este curso explica estes métodos de multiplicação. Ensina como você pode usá-los para reproduzir-se espiritualmente e cumprir a ordem de Deus. Porém, primeiro você deve entender o que significa multiplicar.

 

“Multiplicar” significa aumentar em número por reprodução. A multiplicação é o processo de multiplicar. Quando alguma coisa é multiplicada ela se reproduz uma e outra vez da mesma forma.

 

No mundo natural, os homens e mulheres se reproduzem gerando filhos. Eles se multiplicam fisicamente. A multiplicação espiritual acontece reproduzindo-se espiritualmente. Um crente se reproduz compartilhando o Evangelho com outros, levando-os a tornarem-se crentes, e estabelecendo-os como discípulos do Senhor Jesus Cristo.

 

A Bíblia revela os métodos de Deus para a multiplicação espiritual. Um “método” é um plano para alcançar uma meta específica. “Metodologias” é um tema de métodos que podem ser combinados para alcançar uma meta.

 

“Metodologias de Multiplicação” são métodos que permitem aos crentes que alcancem a meta da reprodução espiritual. A meta nunca muda. Nós devemos reproduzir-nos espiritualmente e alcançar o mundo inteiro com o Evangelho. Há métodos diferentes pelos quais esta meta pode ser alcançada. Estes são as “metodologias”, ou os vários planos pelos quais você pode multiplicar-se.

 

Quando o homem coopera com os métodos de multiplicação de Deus, isto resulta na reprodução espiritual. Os crentes se reproduzem espiritualmente dentro do útero da Igreja.

 

O CHAMADO À AÇÃO

 

Os homens que Jesus primeiro chamou como discípulos eram pescadores. Eles eram homens de ação. Eles não pegavam um peixe de cada vez. Eles usavam grandes redes para pescar e pegar muitos peixes de todos os tipos.

 

Quando Jesus os chamou para serem “pescadores de homens”, Ele revelou um plano semelhante para a multiplicação espiritual. Seus seguidores deveriam “pegar” homens e mulheres de cada nação, cultura, idioma e etnia. Suas “redes” espirituais ficariam repletas.

 

Jesus chamou os homens à ação. Ele disse que Ele mesmo os faria “pescadores de homens”. Eles não seriam simplesmente expectadores no plano de Deus. Eles seriam participantes quando eles pescassem as almas eternas de homens e mulheres.

 

O chamado de Jesus ainda é o mesmo. Nós devemos nos tornar pescadores de homens. Se nós não estamos pescando, então nós não estamos seguindo a Jesus.

 

PESCADORES DE HOMENS

 

Por que Jesus usou o exemplo de pescar para chamar a Seus seguidores?

 

Em primeiro lugar, era um exemplo que eles poderiam entender facilmente. Estes homens ganharam sua vida pescando. Era a coisa à qual eles dedicavam seu tempo e energia. Quando Jesus os chamou para fazer-lhes pescadores de homens, eles entenderam que eles haviam de “pescar” os homens espiritualmente, assim como eles haviam pegado o peixe no mundo natural. Eles também entenderam as exigências deste chamado. A “pesca” espiritual requeria compromisso de seu tempo e energia.

 

Em segundo lugar, Jesus usou o exemplo de pescar para chamar os seguidores porque há princípios da pesca natural que podem ser aplicados espiritualmente. Aqui estão alguns destes princípios:

 

VOCÊ DEVE IR ONDE OS PEIXES ESTÃO:

 

Se você quer pegar o peixe, você deve ir onde os peixes estão. Os peixes vivem na água. Você nunca colherá o peixe esperando em cima de uma montanha ou no meio de um deserto.

 

Como um crente, você deve ir onde os peixes estão espiritualmente. Os homens e mulheres vivem no mundo. Você não pode esperar no edifício da igreja para os incrédulos virem a você. Você deve ir ao mercado, às escolas e escritórios e “pescar” onde quer que se encontrem pessoas que não são salvas.

 

VOCÊ DEVE ANALISAR O AMBIENTE:

 

Quando você está pescando no mundo natural, é importante considerar o ambiente. Você deve observar a água, sua corrente e sua profundidade. Você deve saber se a água é salgada ou doce. Você deve observar como o vento está soprando. Todos estes fatores naturais determinam o tipo de anzol e os métodos que você usará para pescar.

 

O mesmo é verdade no mundo natural. Você deve analisar o ambiente no qual você achará os homens e mulheres. Quais são as suas necessidades? O que está acontecendo em suas vidas? Isto lhe ajudará a determinar o método para usar ao “pescar” as almas. Quando Jesus se encontrou com a mulher no poço em João 4, Ele analisou o ambiente no qual Ele a encontrou. Ela estava buscando a água natural. Ele usou esta necessidade natural para ajudá-la a reconhecer a sua necessidade espiritual. O método que Ele usou “pescou” a mulher para o Reino de Deus.

 

No mundo natural, se você está usando os métodos de pescar em água salgada, para pescar trutas, você nunca pegará trutas. A truta não vive em água salgada. Elas vivem em água fresca.

 

Se você não analisar o ambiente no mundo espiritual, você se encontrará “pescando trutas em água salgada” porque você não entende onde as pessoas estão e como alcançá-las.

 


VOCÊ USAR MÉTODOS DIFERENTES:

 

Um bom pescador usa métodos diferentes para pescar o peixe. Ele usa vários anzóis e iscas para atrair o peixe. Ele usa diferentes tipos de dispositivos de pesca que podem incluir varas de pescar, redes, arpão, ou cestos. Os tipos diferentes de peixe são atraídos por métodos diferentes. É por isso que um bom pecador usa vários métodos.

 

Um pescador pode aprender alguns destes métodos em livros escritos sobre pesca. Ele aprende outros métodos por experiência e observação. Os métodos que ele usa mudam, porém a meta sempre é a mesma: pescar o peixe.

 

Se você deseja ser um pescador espiritual eficaz, você deve usar diferentes métodos. Pessoas diferentes são atraídas ao Evangelho por vários métodos. Alguns são “pescados” por ensino e pregação ou conforto em tempo de necessidade. Outros são “pescados” por métodos diferentes. Os métodos de pesca espiritual são variados, porém a meta sempre é a mesma: pescar as almas de homens e mulheres.

 

VOCÊ DEVE LANÇAR E DEVE PUXAR:

 

Se você usa uma vara de pescar, rede ou arpão no mundo natural, você deve lançá-los nas águas e deve puxá-los de volta.

 

No mundo natural, como você lança na água é muito importante. Seu lançamento deve ser no alvo. Você também deve ter cuidado em parar seu peixe depois de puxá-lo para fora da água.

 

No mundo espiritual, nós recebemos a promessa de que se nós “lançamos” a Palavra de Deus, ela não voltará vazia (Isaías 55.11). Quando você usa a Palavra de Deus, você sempre alcança o objetivo. Eventualmente, ela “pescará” os homens e mulheres.

 

O TEMPO É IMPORTANTE:

 

O tempo dos dias e as estações do ano afetam a pesca no mundo natural. Alguns peixes migram e não podem ser pescados em certas regiões durante algumas estações. Os peixes maiores são pescados pela manhã cedo quando eles se aproximam da superfície para alimentar-se. Se você pesca na estação errada ou no momento errado, você não colherá muitos peixes.

 

O tempo também é importante na pesca espiritual. Você aprenderá depois neste curso o quão importante é “pescar” nas áreas receptivas do mundo quando os peixes estão “mordendo a isca” espiritualmente.

 

VOCÊ DEVE SER PACIENTE:

 

O pescador no mundo natural deve ser paciente. Ele deve esperar para que o peixe agarre o anzol ou nada para a rede. O mesmo é verdade no mundo espiritual:

 

“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas” (Tiago 5.7).

 


A REPRODUÇÃO ESPIRITUAL

 

Pescar no mundo natural resulta na multiplicação dos peixes. Pescar no mundo espiritual resulta na multiplicação de homens e mulheres no Reino de Deus. A reprodução natural produz a multiplicação de homens e mulheres no Reino de Deus. A reprodução natural produz a multiplicação de pessoas vivas. A reprodução espiritual produz multiplicação de pessoas espirituais.

 

A reprodução natural é o resultado da vida. A reprodução espiritual também é o resultado da vida. Não acontece pelos programas e promoções do homem. A reprodução espiritual acontece pelo fluxo da vida espiritual de Deus.

 

No corpo natural, a reprodução começa no útero de uma mulher com uma só célula de vida. Essa célula se multiplica até que um corpo completo se forme e um novo bebê nasce.

 

O crescimento espiritual é semelhante. Começa com o fluir da vida de Deus em um homem e mulher. Multiplica no “útero” espiritual da igreja. Você aprenderá como a reprodução espiritual começa quando você estudar “O Dia das Pequenas Coisas” no próximo capítulo.

 

 

 

TESTE O SEU CONHECIMENTO

 

1. Escreva o versículo-chave de memória.

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2. Qual foi o primeiro e o último mandamento de Jesus a Seus seguidores?

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3. O que é multiplicação?

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4. Como um crente se reproduz espiritualmente?

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5. Defina “método”.

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6. Defina “metodologias”.

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7. Explique o que significa “metodologias de multiplicação” espiritual.

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8. Resuma os princípios da pesca natural que são aplicáveis à pesca espiritual.

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(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

O chamado de Jesus para multiplicar espiritualmente não é uma opção ou uma sugestão. É uma ordem. Estude o gráfico que segue e que compara os vários registros bíblicos da Grande Comissão. Busque cada referência em sua Bíblia. Note a autoridade que você tem para cumprir a ordem. Observe a magnitude de seu ministério, sua mensagem e as atividades nas quais você deve comprometer-se no processo da multiplicação.

 

Referência

Autoridade

Magnitude

Mensagem

Atividades

Mateus 28.1-20

Toda autoridade.

Todas as nações.

Todas as coisas que Jesus ordenou.

Discipulando por meio de ir, batizar e ensinar.

Marcos 1.15

O nome de Jesus.

Todo mundo e cada criatura.

O Evangelho.

Ir e pregar, curar o enfermo.

Lucas 24.46-49

O nome de Jesus.

Todas as nações começando de Jerusalém.

Arrependimento e perdão de pecados.

Pregar, proclamar e dar testemunho.

João 20.21

Enviados por Jesus como Ele foi enviado pelo Pai.

 A extensão do ministério, mensagem, e atividades deverão ser “como Jesus”.

Atos 1.8

O poder do Espírito Santo

Jerusalém, Judéia, Samaria, e até os confins da terra.

Cristo

Testemunhas

 


Capítulo Dois

 

O DIA DAS PEQUENAS COISAS

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o versículo-chave de memória.

n Resumir os princípios básicos de multiplicação.

n Identificar vários tipos de crescimento espiritual.

n Listas as referências que mostram que a preocupação com a multiplicação é bíblica.

n Identificar os fatores que revelam uma ênfase errada no crescimento numérico.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Porque quem despreza o dia das coisas pequenas?” (Zacarias 4.10, RC).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

O crescimento no corpo humano começa com uma só célula de vida que é o resultado de uma relação íntima entre um homem e uma mulher. Essa célula se multiplica dentro do útero da mãe até que outro ser humano seja criado. Quando maduro, esse novo ser humano também tem a habilidade de multiplicar-se.

 

O crescimento espiritual começa com uma relação entre uma pessoa e o Senhor Jesus Cristo. A vida espiritual flui na alma e espírito de alguém que tem aceitado a Jesus como Salvador. Essa centelha de vida, nutrida no útero espiritual da Igreja, cresce até que um novo discípulo seja criado. Esse discípulo tem a habilidade de reproduzir-se espiritualmente levando outros ao Senhor Jesus Cristo.

 

Quer nos mundos natural ou espiritual, a multiplicação começa com uma só célula de vida. É por isso que Deus disse:

 

“Porque quem despreza o dia das coisas pequenas?” (Zacarias 4.10, RC).

 

Neste capítulo você começará com “coisas pequenas”. Você aprenderá princípios básicos de multiplicação e os vários tipos de crescimento espiritual. Você aprenderá sobre a preocupação de Deus até a multiplicação espiritual e os fatores que indicam uma ênfase errada no crescimento numérico. Você começará com os princípios básicos, as “coisas pequenas” nas quais a revelação principal ou maior é baseada.

 


PRINCÍPIOS BÁSICOS DE MULTIPLICAÇÃO

 

Você deve entender os princípios básicos de multiplicação espiritual para aprender e aplicar as metodologias. Os princípios bíblicos de multiplicação não mudam, porém os métodos pelos quais você multiplica podem variar. Os métodos mudam, porém o propósito sempre permanece o mesmo.

 

O propósito e os princípios de Deus sempre permanecem o mesmo, porém a estratégia para alcançar estes propósitos muda. O propósito de Deus desde o princípio do tempo tem sido...

 

“De fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra” (Efésios 1.10).

 

Conforme a vida espiritual de Seu povo e as condições históricas mudam entre as nações, Deus muda Sua estratégia segundo é necessário para alcançar Seus propósitos.

 

Por exemplo, quando os pais nas famílias Israelitas falhavam em seu dever espiritual, Deus levantava os sacerdotes. Quando os sacerdotes se tornaram corruptos, Ele chamou aos profetas como os líderes espirituais.

 

Jesus usou muitos métodos diferentes de ministério. Ele não tratou de todas as pessoas da mesma maneira. Seus métodos variaram, porém Seu propósito permanecia o mesmo... Tocar e mudar as vidas de homens e mulheres.

 

Aqui estão alguns princípios básicos que você deve entender no “dia das pequenas coisas” antes que você comece a multiplicar:

 

DEUS SE PREOCUPA COM AS MULTIDÕES:

 

A preocupação de Deus sempre tem sido com o mundo inteiro:

 

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

 

Deus é...

 

“... Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3.9).

 

Jesus expressou esta mesma preocupação quando Ele disse:

 

“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lucas 19.10).

 

“Eu, porém, vos digo que Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como a seu respeito está escrito” (Lucas 9.13).

 

Deus se preocupa com as multidões. Ele se preocupa com os números. Ele se preocupa com a multiplicação dos crentes que se reproduzirão e estenderão o evangelho. Quando você começa seu estudo de métodos de multiplicação você deve começar com a mesma preocupação de Deus - a preocupação de alcançar o mundo inteiro com a mensagem do Evangelho.

 

É DEUS QUEM DÁ O CRESCIMENTO:

 

A multiplicação espiritual não pode ser alcançada a parte de Deus. É Deus que dá o crescimento:

 

“Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus” (1 Coríntios 3.6).

 

O HOMEM DEVE COOPERAR COM OS PRINCÍPIOS DE DEUS:

 

Há princípios na Palavra de Deus que é aplicável a cada área da vida e ministério. Deus trabalha através de homens que sabem cooperar com estes princípios. Desde o princípio do mundo, Deus tem trabalhado na terra através do homem. Ele deu a tarefa de guardar o jardim a Adão e Eva. Ele usou um homem chamado Noé para conservar a vida na terra durante o dilúvio.

 

Deus levantou a Abraão para fundar a nação de Israel através da qual Ele se revelaria às nações do mundo. Deus também usou aos profetas, reis, e juízes para alcançar Seu plano nos tempos do Antigo Testamento.

 

No Novo Testamento, um homem chamado João, o Batista “preparou o caminho ao Senhor”. Jesus começou Seu ministério com homens comuns e quando voltou ao céu Ele deixou o destino do evangelho nas mãos destes mesmos homens. O registro bíblico inteiro é um de homens que cooperam com os princípios de Deus para alcançar os propósitos de Deus.

 

Isto é verdade na multiplicação espiritual. Deus não ignora o homem para espalhar o Evangelho. Ele usa aos homens e mulheres que entendem e cooperam com Seus princípios de multiplicação. Paulo resumiu esta relação de cooperação nestes termos:

 

“Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus” (1 Coríntios 3.6).

 

Paulo enfatizou a urgência para os crentes cumprirem sua responsabilidade no plano de Deus:

 

“Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10.13-14).

 

JESUS É O ENFOQUE DA MULTIPLICAÇÃO:

 

Jesus disse:

 

“E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (João 12.32).

 

Jesus estava falando aqui se Seu “levantar” na cruz para morrer pelos pecados de toda a humanidade. Através de Sua morte, Ele atrairia a todos os homens através do poder do Evangelho. Quando você compartilha a mensagem do Evangelho, Jesus é “levantado” (exaltado). Quando Ele é levantado em sua vida e igreja, as pessoas são atraídas pelo poder da mensagem do evangelho. A multiplicação é garantida quando Jesus é levantado.

 

A PALAVRA DE DEUS CAUSA O CRESCIMENTO:

 

Jesus disse uma parábola sobre o crescimento em Mateus 13.1-9, Ele explicou a parábola em Mateus 13.18-33. Leias estas passagens em sua Bíblia. Nesta parábola, a semente representa a Palavra de Deus. Deus tem prometido que quando nós “semeamos” Sua Palavra, não o fazemos em vão:

 

“Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei” (Isaías 55.11).

 

“Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jeremias 1.12).

 

É a Palavra de Deus que traz a mudança nas vidas dos homens e mulheres. Essa mudança produz o crescimento e a multiplicação que são baseados na Palavra de Deus.

 

O ESPÍRITO SANTO HABILITA A MULTIPLICAÇÃO:

 

Na última mensagem de Jesus a Seus discípulos Ele disse:

 

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

 

O poder do Espírito Santo habilita a multiplicação. Os dons do Espírito Santo equipam para a multiplicação. O fruto do Espírito Santo causa a reprodução. Nós examinaremos o papel do Espírito Santo na multiplicação espiritual depois neste curso.

 

A MULTIPLICAÇÃO É UMA RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA:

 

Na Igreja Primitiva, a extensão do Evangelho não foi deixada somente na responsabilidade dos pastores de tempo integral e dos profetas, evangelistas e mestres. Cada crente do Novo Testamento era espiritualmente reprodutivo.

 

Se nós devemos alcançar o mundo com o Evangelho, nós devemos voltar a esta estratégia da Igreja Primitiva. Líderes e homens comuns devem compartilhar a responsabilidade pela multiplicação espiritual. O crescimento na população mundial requer um retorno ao plano do Novo Testamento do ministério de cada membro do corpo de Cristo. Nós não podemos alcançar o mundo através de esforços simbólicos e da dedicação sem entusiasmo.

 

Há suficientes cristãos no mundo de modo que ele poderia ser alcançado facilmente pelo evangelho. Falta apenas um número suficiente de pessoas inspiradas para reconhecer e responder à oportunidade da multiplicação.

 

A ordem dada por Jesus aos crentes é “Ide” por todo o mundo com a mensagem do Evangelho. Você não tem que esperar pela ordem “Ide” porque ela já foi dada. Com respeito à expansão do evangelho, a ordem é “Ide” e não se demore, não se detenha ou espere pelo “Ide”.

 

OS TIPOS DE CRESCIMENTO

 

A Bíblia fala de quatro tipos de crescimento ou multiplicação da igreja:

 

O CRESCIMENTO GEOGRÁFICO:

 

O crescimento geográfico foi predito pelo Senhor Jesus:

 

“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

 

O crescimento deveria estender-se geograficamente por todas as nações do mundo.

 

O CRESCIMENTO NUMÉRICO:

 

A igreja experimentaria o crescimento numérico conforme ele cresceu geograficamente. O crescimento numérico da primeira igreja no livro de Atos. Por exemplo, a igreja havia aumentado de 12 a 120 em Atos 1.15; para 3.000 em Atos 2.41; e para 5.000 em Atos 4.4.

 

O CRESCIMENTO ÉTNICO:

 

A Igreja Primitiva também experimentou o crescimento étnico. O evangelho foi estendido além dos judeus para incluir os gentios (as pessoas de todas as nações).

 

O CRESCIMENTO ESPIRITUAL:

 

O crescimento nos números não é a única ênfase de multiplicação espiritual. Como você aprenderá depois neste curso, o crescimento espiritual interior também é importante. Os seguidores de Jesus devem crescer em qualidade espiritual assim como em quantidade:

 

“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno" (2 Pedro 3.18).

 

O desejo de Deus é que nós...

 

“Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4.15).

 

A ÊNFASE EM NÚMEROS

 

Algumas pessoas ignoram o assunto de multiplicação espiritual e o crescimento da igreja porque eles crêem que a ênfase em “números” está errada. Porém, na Bíblia há muitos registros da preocupação de Deus com os números. Por exemplos, veja 1:1-3; 2:23-24; 26:1-4; Apocalipse 7:9; 20:8; Gênesis 22:17; e Hebreus 6:14.

 

Jesus contou muitas parábolas que envolviam o crescimento numérico. Você estudará estes em outro capítulo. Ele também indicou que estes registros numéricos cuidadosos estão guardados no céu:

 

“Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lucas 15.7).

 

A multiplicação é enfatizada no registro da Igreja Primitiva no livro de Atos. Há registros de resumos do crescimento da igreja em Atos 1.15; 2.41; 4:4; 6:7; 9:31; 12:24; 16:5; 19:20; e 28:30-31.

 

Você não deve ignorar o assunto da multiplicação devido a alguns problemas com a ênfase errada. Pelo contrário, você deve reconhecer e deve tratar com os problemas. Há uma ênfase errada na multiplicação quando os seguintes fatores estão presentes:

 

O CRESCIMENTO NUMÉRICO É MAIS IMPORTANTE QUE O ESPIRITUAL:

 

Quando se compromete o crescimento espiritual para atrair as multidões, há uma ênfase mal colocada nos números. Alguns ministros dizem somente o que as pessoas gostam de ouvir para atrair as grandes multidões. A Bíblia adverte que...

 

“Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4.3-4).

 

O ORGULHO É A MOTIVAÇÃO:

 

Leia 1 Crônicas 21.18. A preocupação de Davi com os números aqui foi motivada por Satanás e foi um ato de orgulho. Quando você começa a ensoberbecer-se por causa dos grandes números a sua ênfase está errada.

 

A EMULAÇÃO É PRATICADA:

 

Há um pecado da carne mencionado em Gálatas 5.20 que se chama “emulações” (Revista Corrigida). As emulações são uma forma de ciúmes que resulta em imitar aos outros para igualar ou superar suas realizações. Quando você tem ciúmes de ministérios grandes e começa a imitá-los para crescer, você tem uma ênfase errada nos números.

 

A ÊNFASE ESTÁ NO CRESCIMENTO DA IGREJA EM LUGAR DO CRESCIMENTO DO REINO:

 

A meta de multiplicação espiritual está em ganhar novos convertidos a Jesus Cristo e treiná-los até que eles se tornem membros responsáveis, reprodutivos do Reino de Deus. Há uma diferença entre o crescimento da igreja e o crescimento do Reino. Se uma igreja se divide e 100 de seus membros vão para outra igreja há um crescimento da igreja nesta segunda congregação. Porém, não tem havido crescimento do Reino. A multiplicação não ocorreu. Tem havido apenas um translado dos números existentes.

 

A meta de evangelização não é atrair novos membros de outra igreja, porém é alcançar aquele que ainda não foi alcançado com o evangelho. A ênfase nos números está errada quando a meta de crescimento da igreja substitui a meta de crescimento do Reino.

 

O INDIVÍDUO É IGNORADO:

 

Jesus ministrou às multidões de pessoas durante Seu ministério terreno (Lucas 6.17; 7:11; 8:37; 9:14-16; 14:26; 23:27; João 6:2). Porém, Jesus nunca ignorou o indivíduo devido às multidões. Ele convocou os indivíduos do meio das multidões para ministrar a eles (João 5.3-13; Marcos 5.24-34). Em João 4, Jesus ministrou a uma mulher que trouxe um povo inteiro ao Senhor.

 

Em Atos 8 há o registro de um grande reavivamento pregado por Felipe na cidade de Samaria. No meio destas reuniões Deus falou a Felipe para deixar Samaria e ir ao deserto entre Jerusalém e Gaza.

 

Felipe imediatamente deixou o grande reavivamento no qual ele estava ministrando. Ele foi de um país densamente povoado a um deserto. Ele deixou as multidões para ministrar a um homem, um etíope que voltava à sua casa desde Jerusalém. Este homem provavelmente foi o responsável por estender o Evangelho por todo o continente africano.

 

Faz muitos anos, em uma reunião missionária em Londres, Inglaterra, somente duas pessoas participaram porque o tempo estava muito ruim. O ministro visitante fez um apelo poderoso por obreiros entre os índios na América do Norte, porém pensava que havia perdido seu tempo devido à baixa participação.

 

Porém, um dos homens ouviu o chamado de Deus e rendeu sua vida a Ele. Dentro de um mês ele havia vendido seu negócio e havia estado preparando-se para trabalhar entre os índios na América do Norte. Ele passou 35 anos no ministério eficaz entre estas pessoas. Seu nome era David Brainard.

 

Não despreze as coisas pequenas. Lembre-se: uma vela pequena pode fazer o que o sol nunca poderá fazer... Brilhar de noite.

 

A MUDANÇA DE ÊNFASE DAS PESSOAS PARA AS COISAS:

 

Quando a multiplicação produz o crescimento da igreja, a ênfase às vezes muda das pessoas às coisas. Devido ao crescimento, um templo de igreja maior pode ser necessário e mudam-se os esforços de multiplicar discípulos para um programa de construir ou comprar um edifício. Quando sua preocupação principal está com os edifícios para acomodar o crescimento, os números o têm levado a perder de vista a meta primária.

 

Deus está mais interessado nas pessoas do que nos edifícios. O registro bíblico de Deus trabalhando no mundo enfoca nas pessoas. Quando a multiplicação é o resultado de numa mudança de ênfase das pessoas às coisas materiais, como os edifícios, as prioridades estão erradas.

 

OUTROS SÃO JULGADOS NA BASE DOS NÚMEROS:

 

Nunca julgue a espiritualidade de outra pessoa ou ministério pelos números. Os grandes números nem sempre são uma indicação de espiritualidade. O êxito numérico em alguns casos é o testemunho mudo que a Igreja não tem sido a Igreja. Às vezes, a fidelidade à Palavra de Deus e ao Senhor Jesus Cristo pode rejeitar ao invés de atrair. Por exemplo, quando Jesus começou a ensinar a mensagem impopular de Sua morte, muitos de Seus seguidores o abandonaram (João 6.52-64).

Há outras razões porque o crescimento não pode ser evidente. A Bíblia ensina que há certas estações para o crescimento espiritual assim como há no mundo natural. Durante certas estações do ano algumas plantas não se reproduzem no mundo natural. Elas não têm nenhuma folha ou fruto e se parecem um ramo morto que se joga fora na terra. Porém na estação correta, estas plantam florescerão e o fruto e as folhas surgirão.

 

O mesmo é verdade no mundo espiritual. Há certas ocasiões quando áreas específicas do mundo são mais receptivas ao Evangelho que outras. Estudando os modelos de crescimento suas forças espirituais podem se concentrar nos campos que “já estão brancos para a ceifa”.

 

O sistema numérico de Deus não é igual ao do homem. Nós adicionamos para aumentar os números. Porém, às vezes, Deus subtrai para adicionar. Quando Ananias e Safira foram subtraídos da igreja devido ao pecado (Atos 5), mais crentes foram adicionados (Atos 5.14). Às vezes Deus usa a divisão para multiplicar. Quando Paulo e Barnabé se dividiram, Deus multiplicou a força missionária (Atos 15.36-41). De vez em quando Deus reduz um número para alcançar um grande propósito. Leia a história de Gideão em Juízes 7.

 

Nunca julgue um ministério ou um indivíduo com base nos números. Não “despreze” as coisas pequenas. Como o jovem que ofereceu seu pão e dois peixes pequenos a Jesus para satisfazer as necessidades de uma multidão de pessoas famintas. Deus ainda toma as coisas insignificantes, as abençoa, e as usa poderosamente para Sua glória.

 

TRAZENDO SEUS FEIXES

 

Temer a ênfase errada nos números não deve impedir o estudo e aplicação dos métodos de multiplicação. A parábola dos talentos (Mateus 25.14-30) deixa claro que Deus espera que você multiplique o que você tem recebido e que desculpas medrosas não são aceitáveis. Jesus disse a Seus seguidores:

 

“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (João 4.35).

 

Quando Deus envia segadores aos campos espirituais do mundo, Ele quer que eles tragam seus feixes, não suas desculpas:

 

“Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Salmos 126.5-6).

 

 

 

TESTE O SEU CONHECIMENTO

 

1. Escreva o versículo-chave de memória.

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2. Resuma os princípios básicos de multiplicação ensinados nesta lição.

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3. Identifique quatro tipos de crescimento espiritual.

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4. Liste algumas referências que mostram que a preocupação com a multiplicação é bíblica.

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5. Resuma fatores discutidos nesta lição que revela a ênfase errada no crescimento numérico.

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6. VERDADEIRO OU FALSO: Se a declaração for Verdadeira, escreva “V” no espaço em branco diante dela. Se for Falsa, escreva “F”.

 

a. _______ Preocupação com os números não é bíblico.

b. _______ Se uma igreja não está crescendo, eles não são espirituais.

 

 

(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

O livro de Atos na Bíblia conta a história da multiplicação na Igreja Primitiva. Use o seguinte esboço para estudar este livro do Novo Testamento. Este esboço segue o plano de multiplicação do Senhor dado em Atos 1.8 para a extensão do Evangelho de Jerusalém a Judéia, Samaria, e até os confins da terra.

 

Autor de Atos: Lucas

 

Destinatário: O livro foi escrito a todos crentes, ainda que se dirige especificamente a Teófilo.

 

Propósito do livro: Isto é declarado em Atos 1.1-2. O livro envolve o que Jesus continuou fazendo e ensinando depois de Sua ascensão através de Seu corpo espiritual, a Igreja.

 

Versículo-chave: Atos 1.8.

 


O ESBOÇO

 

Introdução

Atos 1.1-2

 

I. Introdução: 1.1-2

 

A.  Para Teófilo: 1.1

B.  Envolvendo: O que Jesus continuou fazendo e ensinando depois de Sua ascensão através de Seu corpo espiritual, a Igreja: 1.1-2.

 

II. O Ministério de Jesus depois da Ressurreição: 1.3

 

A.  Sua duração: Quarenta dias: 1.3

B.  Seu propósito: A prova infalível: 1.3

C.  Sua mensagem: O Reino de Deus: 1.3

 

III. A Última Reunião de Jesus com Seus discípulos: 1.4-8

 

A.  A ordem aos discípulos: 1.4-5

B.  A pergunta dos discípulos: 1.6

C.  A comissão dos discípulos: 1.8

 

IV. A Ascensão de Jesus ao céu: 1.9-11

 

A.  A descrição da ascensão: 1.9

B.  A declaração de Sua segunda vinda: 1.10-11

 

Parte Um: Formando O Testemunho em Jerusalém

 

Atos 1.12-17

 

I. A Formação do testemunho: 1.12 a 2.4

 

A.  Os discípulos de Cristo que esperavam em Jerusalém: 1.12-26

 

1.  A Reunião dos discípulos: 1.12-15

a.  Seu lugar de reunião: 1.12-13

b.  Seu número e nomes: 1.13-15

c.  Seu propósito: 1.14

2.  A exortação dada aos discípulos: 1.15-22

a.  O porta-voz: Pedro: 1.15

b.  A mensagem: 1.16-22

i. O pano de fundo: 1.16-20

ii.          As instruções: 1.21-22

3.  A resposta dos discípulos: 1.23-26

a.  A nomeação: 1.23

b.  A oração: 1.14-25

c.  A eleição: 1.26

 

B.  O batismo no Espírito Santo: 2.1-4

 

1.  A ocasião: 2.1

2.  As pessoas: 2.1

3.  O lugar: 2.1

4.  O evento: 2.2-4

a.  O vento: 2.2

b.  As línguas como de fogo: 2.3

Falando em línguas: 2.4

 

Parte Dois: Funcionamento do Testemunho em Jerusalém

Atos 2.5-7

 

I. O primeiro testemunho: 2.4-40

 

A.  A maneira na qual o testemunho foi dado: 2.4-8

B.  A reação ao testemunho: 2.7-13

C.  O Sermão de Pedro: 2.14-36

1.  A profecia acerca do tempo: 2.17

2.  A profecia acerca do Espírito: 2.17-18

3.  A profecia acerca do evento: 2.19-20

4.  A profecia acerca da salvação: 2.21

5.  A obra de Jesus; 2.22-36.

a.  Jesus foi aprovado por Deus: 2.22

b.  Jesus foi crucificado: 2.23

c.  Jesus se levantou dos mortos: 2.24-32

d.  Jesus está exaltado à mão direita de Deus: 2.33-35

e.  Jesus agora é Senhor e Cristo: 2.36

D.  A resposta à mensagem: 2.37-40

1.  A convicção: 2.37

2.  A pergunta: 2.37

3.  A instrução: 2.38

4.  As promessas: 2.38-39

5.  A exortação: 2.40

 

II. A Primeira igreja local: 2.41-47

 

A.  O número de membros da primeira igreja: 2.41

1.  Sua identidade: os que receberam a Palavra: 2.41

2.  Seu número: 3.000

 

B.  As práticas espirituais da primeira igreja: 2.42

1.  A Doutrina dos apóstolos.

2.  A comunhão dos santos.

3.  A santa comunhão (ceia do Senhor).

4.  A oração.

 

C.  O modelo de vida da primeira igreja: 2.44-46

1.  O sistema comunal voluntário: 2.44-45

2.  O culto diário e o testemunho: 2.46

3.  A comunhão nas casas: 2.46

4.  A unidade: 2.46

 

D.  O testemunho da igreja local: 2.46-47

1. A natureza do testemunho: 2.46-47

2. Os resultados do testemunho: 2.47

III. O Primeiro Milagre: 3.1-26

 

A. O milagre descrito: 3.1-11

1. O cenário: 3.1

2. O homem e a sua necessidade: 3.2-3

3. A mensagem: 3.4-6

4. O milagre: 3.7-8

5. A reação da multidão: 3.9-11

 

B. O milagre explicado: 3.12-18

1. O homem não foi curado pelo poder dos apóstolos: 3.12

2. O homem foi curado por Deus com o propósito de glorificar a Jesus: 3.13-15

3. O homem foi curado pela fé em o nome de Jesus: 3.16

4. O homem foi curado para demonstrar o cumprimento da profecia: 3.17-18

 

C. A Mensagem de Pedro: 3.19-26

1. A promessa feita por Pedro: 3.19-21

a. O que Deus desafiou Israel para fazer: 3.19

b. O que Deus prometeu que Ele faria: 3.19-21

2. O plano dos profetas: 3.22-26

a. A profecia de Moisés e dos profetas: 3.22-24

b. A promessa da aliança: 3.25

c. O plano do Messias: 3.26

 

IV. A Primeira Oposição: 4.1-31

 

A. A prisão: 4.1-4

1. A fonte da oposição: 4.1

2. Razão para a oposição: 4.2

3. A forma da oposição: 4.3

 

B. O processo judicial: 4.5-14

1. O tribunal: 4.5-6

2. As perguntas do tribunal: 4.7

3. A declaração de Pedro: 4.8-12

a. A fonte de sua resposta: 4.8

b. Sua resposta: 4.9-10

c. Seu testemunho acerca de Jesus: 4.10-12

d. Sua declaração acerca da salvação: 4.12

4. A evidência considerada pela corte: 4.13-14

a. O caráter do testemunho: 4.13

b. O testemunho do homem que foi curado: 4.14

5. A decisão: 4.15-22

a. A consulta: 4.15-17

b. A decisão: 4.17-18

c. A resposta de Pedro e João: 4.19-20

d. A liberação: 4.21-22

6. A reação: 4.21-31

a. A oração da igreja: 4.23-30

b. A atividade da igreja: 4.31

 


V. A Primeira Disciplina de Pecado: 4.32-5.16

 

A. A organização da Igreja: 4.32-37

1. Sua comunhão: 4.32

2. Seu testemunho: 4.33

3. Sua economia: 4.32-37

 

B. O primeiro pecado rompendo a comunhão: 5.1-10

1. O pecado: 5.1-2

2. A exposição do pecado: 5.3-4

3. Disciplinando o pecado: 5.5-10

 

C. Os resultados da disciplina: Testemunho frutífero da comunidade: 5.11-16

1. A atitude reverente dos membros: 5.11

2. A unidade: 5.12

3. Os sinais miraculosos: 5.12, 15-16.

4. A resposta da comunidade: 5.12-14

 

VI. A primeira perseguição: 5.17-43

 

A. A fonte da oposição: 5.17

B. A ação da oposição: 5.18

C. A liberação por Deus: 5.19-26

1. Seu ato: 5.19

2. Sua ordem: 5.20

3. A resposta a Sua ordem: 5.21

4. A revelação de Seu ato: 5.21-23

5. Os resultados de Seu ato: 5.24-26

 

D. O processo judicial: 5.27-40

1. A acusação pelo sinédrio: 5.27-28

2. Defesa feita por Pedro: 5.29-32

3. A investigação pelo sinédrio: 5.33-39

4. A injustiça da decisão do sinédrio: 5.40

 

E. A resposta à perseguição: 5.41-42

1. Alegrando-se: 5.41

2. A unidade: encontravam-se diariamente juntos: 5.42

3. Dando testemunho: ensinando e pregando: 5.42

 

VII. A Primeira Organização: 6.1-7

 

A. A necessidade de organização: 6.1

 

B. A organização sugerida: 6.2-4

1. A fonte da sugestão: 6.2

2. A razão para a sugestão: 6.2

3. A sugestão: 6.3

4. A vantagem da sugestão: 6.4

 

C. A Organização Preparada: 6.5-6

1. O método usado: 6.5-6

2. Os homens escolhidos: 6.5

3. Sua ordenação: 6.6

 

D. Os resultados da organização: 6.7

1. A palavra multiplicada: 6.7

2. Os discípulos multiplicados: 6.7

3. A obediência à fé: 6.7

 

VIII. O Primeiro Mártir: 6.8 a 8.1

 

A. A descrição de Estevão: 6.3-15

1. Um dos sete: 6.3, 5.

2. Cheio do Espírito Santo: 6.5

3. Um homem de boa reputação: 6.3

4. Um homem de fé: 6.5

5. Um homem de sabedoria: 6.3, 10.

6. Um homem com um poder especial: 6.8

7. Um testemunho eficaz: 6.9-10

 

B. A perseguição de Estevão: 6.11-15

 

C. A mensagem de Estevão: 7.1-53

1. Abraão: 7.1-8

2. Os patriarcas: 7.9-16

3. Moisés: 7,17-43

a. No Egito: 7.17-28

b. No deserto: 7.29-43

4. O tabernáculo: 7.44-50

a. De Moisés: 7.44

b. Josué: 7.45

c. De Davi: 7.45-46

d. De Salomão: 7.47-50

e. De Deus: 7.48-50

5. Os profetas: 7.51-53

 

D. O testemunho de Estevão: 7.54-8:1

1. A atitude do concílio: 7.54

2. O anúncio do concílio: 7.55-56

3. A ação do concílio: 7.57-59

4. A morte de Estevão: 7.59-8.1

 

Parte Três: O Testemunho Na Judéia e Samaria

Atos 8 a 12

 

I. A Transição: Os Resultados da morte de Estevão: 8.1-4

 

A. A perseguição: 8.1, 3.

 

B. O sepultamento de Estevão: 8.2

 

C. O testemunho estendido da igreja: 8.4

 

II. O testemunho de Felipe: 8.5-40

 

A. O ministério em Samaria: 8.5-25

1. O testemunho de Felipe: 8.5-13

a. A obra de Felipe: 8.5-7 12.

b. A resposta dos Samaritanos: 8.6-12

c. Simão o feiticeiro: 8.9-13

2. O trabalho de Pedro e João: 8.14-17

a. A vinda do Espírito Santo: 8.15-17

b. A vinda do Espírito Santo: 8.15-17

c. A resposta de Simão: 8.18-19

d. A advertência de Simão: 8.20-24

 

B. O ministério do etíope: 8.26-40

1. A preparação: 8.26-28

2. O testemunho: 8.29-35

3. A resposta: 8.36-38

 

C. A transladação para Azoto: 8.39-40

 

III. O testemunho de Saulo: 9.1-31

 

A. A conversão de Saulo: 9.1-9

1. Seu propósito: 9.1-2

2. Sua visão: 9.3-9

3. A voz: 9.4-7

4. A cegueira: 9.8-9

 

B. O chamado de Saulo através de Ananias: 9.10-19

1. O chamado: 9.10-16

2. A comissão: 9.17-19

 

C. A missão de Saulo: 9.20-31

1. Saulo em Damasco: 9.20-25

a. Seu testemunho: 9.20-22

b. A resposta: 9.21-23

c. Sua fuga: 9.23-25

2. Saulo em Jerusalém: 9.26-30

a. Sua recepção: 9.26-28

b. Sua atividade: 9.28-29

c. Sua saída: 9.29-30

 

D. A transição: o resto na igreja: 9.31

 

IV. O testemunho de Pedro: 9.32 a 12.35

 

A. Em Lida: 9.32-35

1. Os crentes: 9.32

2. O homem enfermo: 9.33

3. Cura do homem enfermo: 9.34

4. A resposta: 9.35

 

B. Em Jope: 9.36-43

1. A morte de Dorcas: 9.36-37

2. O chamado de Pedro: 9.38-39

3. O ministério de Pedro: 9.40-41

4. A resposta ao ministério: 9.42-43

 

C. Em Cesaréia: 10.1-48

1. A visão de Cornélio: 10.1-8

a. O homem de Cornélio: 10.1-2

b. A visão de Cornélio: 10.3-6

c. A resposta de Cornélio: 10.7-8

2. A visão de Pedro: 10.9-22

a. A visão: 10.9-12

b. A voz: 10.13-16

3. A chegada dos mensageiros: 10:17-22

4. A visita à casa de Cornélio: 10:23-48

a. A jornada: 10:23

b. A recepção: 10:24-27

c. A explicação: 10:27-28

d. A pergunta: 10:29

e. A resposta: 10:30-33

f. O sermão incompleto: 10:34-43

(1) Deus não faz acepção de pessoas: 10:34-35

(2) Espalhando o Evangelho: 10:36-37

(3) A mensagem do Evangelho: 10:38-43

g. A resposta de Cornélio: 8:44-48

 

D. Em Jerusalém: 11:1-12:25

1. O problema da conversão dos gentios: 11:1-18

a. O problema: 11:1-3

b. A explicação da obra de Deus entre os gentios: 11:4-17

(1) A visão: 11:4-10

(2) Os visitantes: 11:11

(3) A visita: 11:12-16

c. A decisão: 4:18

 

V. A Igreja em Antioquia da Síria: 11:19-30

 

A. Evangelização em Antioquia: 11:19-21

 

B. Visita de Barnabé: 11.22-24

 

C. Saulo escolhido como pastor-mestre: 11.25-26

 

D. Informação revelada por Ágabo: 11.27-30

 

VI. Perseguição liderada por Herodes: 12.1-25

 

A. O assassinato de Jacó: 12.1-2

 

B. A prisão de Pedro: 12.3-4

 

C. A libertação de Pedro: 12.5-19

 

D. A morte de Herodes: 12.20-23

 

VII. A declaração da Palavra: 12.24-25

 

Parte Quatro: O Testemunho Até os Confins da Terra

Atos 13 a 28

 

I. A Primeira jornada missionária: 13.1 a 14.28

 

A. O chamado ao ministério: 13.1-3

 

B. O ministério em Pafos de Chipre: 13.4-12

 

C. O ministério em Antioquia da Pisidia: 13.13-50

1. A transição a Pisidia: 13.13-16

2. A mensagem: 13.17-37

a. A libertação pelo êxodo: 13.17

b. As jornadas no deserto: 13.18

c. A conquista de Canaã: 13.19

d. O reino de Saul e Davi: 13.20-23

e. O ministério de João Batista: 13.24-25

f. A crucificação e ressurreição de Jesus: 13.26-37

g. O convite: 13.38-41

3. A resposta: 13.13-42-50

 

D. O ministério em Icônio: 13.51-14.5

 

E. O ministério em Listra: 14.6-25

 

F. O ministério na Síria: 14.26-28

 

II. O Concílio de Jerusalém: 15.1-35

 

A. O problema: 15.1-3

 

B. As sessões: 15.4-21

1. Primeiro a sessão pública: 15.4-5

2. A sessão privada dos apóstolos e presbíteros: 15.6

3. A segunda sessão pública: 15.7-21

a. O relatório de Pedro: 15.7-11

b. O relatório de Paulo e Barnabé: 15.12

c. O relatório de Tiago: 15.13-21

 

C. A decisão: 15.19-21

 

D. As Cartas: 15.22-35

 

III. Segunda Jornada Missionária: 15.36 a 18.22

 

A. O argumento: 15.36-41

 

B. O ministério em Listra: 16.1-5

 

C. O ministério em Troas: 16.6-10

 

D. O ministério em Filipos: 16.11-40

 

E. O ministério em Tessalônica: 17.1-9

 

F. O Ministério em Beréia: 17.10-14

 

G. O ministério em Atenas: 17.15-34

 

H. O ministério em Corinto: 18.1-18

 

I. O ministério em Éfeso: 18.19-21

 

J. Jerusalém e Antioquia: 18.22

 

IV. Terceira Jornada Missionária: 18.23 a 21.14

 

A. Ásia Menor: 18.23

 

B. O Ministério em Éfeso: 18-24 a 19.41

1. Apolo: 18.24-28

2. Os discípulos de João: 19.1-7

3. A escola de Tirano: 19.8-12

4. Os filhos de Ceva: 19.13-17

5. A dedicação dos convertidos: 19.18-20

6. A decisão: 19.21

7. Defensores de Diana: 19.23-41

 

C. O ministério em Macedônia e Grécia: 20.1-5

 

D. O ministério em Troas: 20.6-12

 

E. O ministério em Mileto: 20.13-38

1. A jornada: 20.13-16

2. Encontrando-se com os anciãos em Éfeso: 20.17-35

a. A revisão de seu ministério: 20.17-21

b. Enfrentando o futuro: 20.22-24

c. A consciência de Paulo: 20.2-27

d. A advertência: 20.28-31

e. Encomendado a Deus: 20.32

f. O exemplo de Paulo no labor: 20.33-35

3. O adeus: 20.36-38

 

F. O ministério em Tiro: 21.1-6

 

G. O ministério em Tolemaida: 21.7

 

H. O ministério em Cesaréia: 21.8-14

 

V. A visita final a Jerusalém e a viagem a Roma: 21.15 a 28.31

 

A. Jerusalém: 21.15 a 23.32

1. A transição para Jerusalém: 21.15-17

2. As acusações contra Paulo: 21.18-30

a. Que ele havia degradado a lei de Moisés: 21.18-26

b. Que ele havia profanado o Templo: 21.27-30

3. A reação de Paulo: 21.23-26

4. O resgate de Paulo: 21.30-32

5. As respostas de Paulo: 21.33 a 23.10

a. A multidão judia: 22.1-23

b. O centurião romano: 22.24-26

c. O capitão principal: 22.26-30

d. O sinédrio: 23.1-10

(1) A confissão de Paulo: 23.1

(2) O encontro com o sumo sacerdote: 23.2-5

(3) Um tribunal dividido: 23.6-10

6. A revelação de Paulo: 23.11

7. Vingança contra Paulo: 23.12-15

8. A transferência de Paulo: 23.16-27

a. A trama revelada: 23.16-22

b. A carta: 23.25-30

c. O escape: 23 a 32

 

B. Cesaréia: 23.33 a 24.27

1. Perante Félix: 23.33 a 24.27

a. As acusações de Tértulo: 24.1-9

b. A resposta de Paulo: 24.10-21

c. A resposta de Félix: 24.22-27

2. Perante Festo: 25.1-12

3. Festo e Agripa: 25.13-27

4. Perante Agripa: 26.1-32

a. Paulo fala para ele: 26.1-23

b. O convite ao Salvador: 26.24-29

c. O veredicto: 26.30-32

 

C. Na rota para Roma: 27.17 a 28.31

1. A tormenta: 27.1-44

2. A serpente: 28.1-6

3. A cura: 28.7-10

4. A jornada contínua: 28.11-15

 

D. Roma: 28.16-31

1. Encontrando-se com os judeus: 28.16-29

2. O ministério: 28.30-31

 


Capítulo Três

 

AS PARÁBOLAS DE MULTIPLICAÇÃO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o versículo-chave de memória.

n Definir a palavra “parábola”.

n Explicar por que Jesus usou as parábolas.

n Identificar os princípios de multiplicação nas parábolas ensinadas por Jesus.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes” (Marcos 4.33).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Esta lição enfoca nos princípios de multiplicação ensinados por Jesus durante Seu ministério terreno. Uma parábola é uma história que usa um exemplo do mundo natural para ilustrar uma verdade espiritual.

 

O significado real da palavra “parábola” é “pôr de lado para comparar”. Nas parábolas, Jesus comparou exemplos naturais com verdades espirituais. Uma parábola é uma história terrena com um significado celestial.

 

POR QUE PARÁBOLAS?

 

Os discípulos perguntaram uma vez a Jesus por que Ele usou as parábolas para ensinar as verdades espirituais:

 

“Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas?” (Mateus 13.10).

 

Jesus respondeu:

 

“Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido” (Mateus 13.11).

 

O entendimento de verdades espirituais ensinadas nas parábolas foi dado aos discípulos porque eles possuíam mentes espirituais. Aqueles sem mentes espirituais ouviram as parábolas e não as compreenderam. As verdades espirituais só podem ser entendidas por uma mente espiritual:

 

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14).

 

Um homem espiritualmente preparado é alguém que nasceu de novo espiritualmente. Aqueles com mentes espirituais entendem os princípios revelados nas parábolas. Aqueles que com mentes carnais, pecadoras não podem entender.

 

O EVANGELHO DO REINO

 

Quando Jesus comissionou a Seus seguidores para alcançar o mundo com a mensagem do Evangelho, Ele disse...

 

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24.14).

 

 

O evangelho que você deve levar ao mundo é o evangelho do Reino de Deus. Sua mensagem inclui o nascimento, vida e ministério de Jesus. Inclui Sua morte pelos pecados de toda a humanidade e Sua ressurreição de entre os mortos. Você deve dizer às pessoas como entrar no Reino de Deus através do renascimento espiritual e ensinar-lhes como viver a nova vida do reino.

 

AS PARÁBOLAS DE MULTIPLICAÇÃO

 

Jesus contou muitas parábolas sobre o Reino de Deus. Entre elas haviam parábolas sobre como o Reino se estenderia por todo o mundo. As seguintes parábolas sobre o crescimento do Reino revelam princípios básicos de multiplicação. Busque cada referência em sua Bíblia e leia as parábolas:

 

A ovelha perdida: Mateus 18.12-14; Lucas 15.4-7.

A Moeda Perdida: Lucas 15.8-10

O Filho Perdido: Lucas 15.11-32

 

Estas parábolas revelam a preocupação de Deus para com o perdido e a urgência com que você deve buscar trazê-los ao Reino de Deus. Não importa por que eles estão perdidos. A ovelha que havia se desgarrado. A moeda que foi perdida através do descuido. O filho estava perdido através de sua própria rebelião. Você deve fazer todo esforço para encontrar aqueles perdidos no pecado. Você deve ir onde eles estão, não esperar que eles venham até você. Deus não está interessado em como os homens estão perdidos, só que eles sejam achados.

 

A Mesa do Banquete Vazia: Lucas 14.15-23

 

A multiplicação não deve simplesmente ser detida porque alguém não respondeu ao convite do Evangelho. Você deve buscar o espiritualmente faminto e os levar ao banquete preparado pelo Senhor.

 


A Figueira Estéril: Lucas 13.6-9

 

Jesus disse uma parábola sobre uma figueira estéril. A figueira é um símbolo natural da nação de Israel. Deus levantou a Israel como a nação através de quem Ele poderia revelar o Reino ao mundo. Deus tentou conseguir que a “árvore” de Israel “desse fruto” entre as nações pagãs compartilhando seu conhecimento do verdadeiro Deus. Porém, Israel permanecia estéril e infrutífero.

 

Agora Deus tem levantado a Igreja para este propósito. Deus nutre aos crentes em um esforço para fazê-los produtivos, assim como Ele fez à nação de Israel. Seu propósito é o mesmo: nós devemos “dar fruto” entre o pagão, compartilhando nosso conhecimento do verdadeiro Deus. Deus não está alegre com árvores que não produzem frutos.

 

Os Talentos: Mateus 25.14-30; Lucas 19.11-27.

O Homem em uma longa viagem: Marcos 13.34-37

Os Servos Vigilantes: Lucas 12.36-38

O administrador fiel: Mateus 25.14-30

 

Estas parábolas sobre “servos” dão ênfase à sábia mordomia da mensagem do Reino que foi confiada aos crentes. A cada crente são dados “dons” ou habilidades especiais para usá-los na expansão do evangelho. Quer suas habilidades sejam grandes ou pequenas você deve multiplicar o que Deus lhe tem dado.

 

De cada servo se exige a multiplicação. Quando Jesus voltar à terra, aqueles que tem usado suas habilidades apropriadamente serão premiados (Lucas 16.10-12). Aqueles que não tem se multiplicado são considerados infiéis:

 

“Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras” (Mateus 16.27).

 

Jesus reconheceu o princípio da porcentagem no processo de multiplicação:

 

“Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lucas 12.48).

 

O Reino de Deus é espalhado pelo uso sábio dos dons dados por Deus. Se você usa o que Deus lhe tem dado, seus talentos aumentarão. Se você não o usa, você o perderá.

 

O Semeador: Mateus 13.3-8; Marcos 4.3-8; Lucas 8.5-8.

 

O Evangelho do Reino é estendido por semear a semente da Palavra de Deus. Não pode haver nenhuma multiplicação sem a Palavra. O fruto depende da vida que está na própria semente (a Palavra de Deus) e na resposta da terra (a resposta do homem à Palavra de Deus). Ali variará as respostas a este semear da Palavra.

 

Sua responsabilidade é semear. Enquanto você semeia a semente da Palavra de Deus, algum solo está pronto e rende uma colheita. Outro solo não é sensível e rende muito pouco. Até mesmo Jesus encontrou solos frios em Seu ministério terreno:

 

“Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. Admirou-se da incredulidade deles. Contudo, percorria as aldeias circunvizinhas, a ensinar” (Marcos 6.5-6).

 

O Joio e o Trigo: Mateus 13.24-30

 

Enquanto você multiplica o Reino adicionando novos crentes, Satanás tentará derrotar o processo. Ele semeará as pessoas descritas como “joio” entre a boa semente do Reino de Deus.

 

Algumas das pessoas que professam serem crentes e entram na igreja através da multiplicação não são sinceras. Elas são “joio” plantado por Satanás.

 

Jesus não quer que você gaste tempo e esforço tentando separar o joio do trigo. Continue semeando a semente e multiplicando. No dia da colheita quando Jesus voltar, o joio será separado do trigo.

 

A Rede de Pesca: Mateus 13.47-50

 

Jesus comparou o crescimento do Reino a uma grande rede lançada ao mar. Todos os tipos de peixe entram, porém quando a rede é retirada à praia os peixes bons são separados dos maus.

 

O reino será formado de homens e mulheres de todas as nações. Muitos entrarão. Alguns serão sinceros, outros não. No último dia do juízo quando Deus tirar a rede, os “peixes” bons e maus se separarão. Você não é chamado para separar, você é chamado para pescar.

 

A Semente de mostarda: Mateus 13.31-32; Marcos 4.31-32; Lucas 13.19.

 

O Reino de Deus se multiplicará como a semente de mostarda. A semente de mostarda é ao princípio muito pequena, porém, quando amadurece, torna-se uma grande árvore. O reino de Deus na terra teve um início pequeno. Quando Jesus voltou ao céu depois de Seu ministério terreno, Ele deixou atrás um grupo pequeno de seguidores para estender o Evangelho. Esse grupo pequeno de crentes tem se multiplicado aos milhares de seguidores em muitas nações.

 

O Fermento: Mateus 13.33; Lucas 13.21.

 

Como o fermento na massa, o Reino de Deus se multiplicará para estender-se por todo o mundo. Como o fermento, o poder do Reino não é externo, porém, é interno.

 

A Videira e os Ramos: João 15.1-16.

 

Esta parábola descreve a relação entre Jesus e o processo de frutificação. Ele é a videira espiritual e nós somos os ramos. Você não pode frutificar completamente só. Você só é reprodutivo enquanto você está atado ao fluxo de vida do ramo, Jesus. Jesus quer podar sua vida de tudo que não é reprodutivo para que você tenha o fruto espiritual que permanece.

 


A Colheita: Mateus 9.37-38; Lucas 10.2.

 

Nesta parábola, o campo é o mundo. A colheita consiste de multidões de homens e mulheres prontas para responder à mensagem do Evangelho. Uma grande colheita espera ser colhida pelos obreiros espirituais de Deus.

 

OUTROS PRINCÍPIOS DE MULTIPLICAÇÃO

 

Jesus ensinou outros princípios de multiplicação em declarações curtas:

 

A Luz do mundo: Mateus 5.14-16; Lucas 8.16.

 

O Reino se multiplicará quando os crentes surgirem como as luzes de uma cidade localizada sobre um monte, a qual se pode ver de quilômetros ao redor. Nós devemos levar a luz do mundo (Jesus) a um mundo cheio de trevas espirituais. O Reino se multiplicará quando as pessoas forem atraídas à luz.

 

O Sal da terra: Lucas 14.34.

 

Nos tempos da Bíblia, o sal era esfregado na carne para conservá-la da putrefação. Os crentes são o “sal” a ser esfregado no mundo com a mensagem de preservação (a salvação). O reino multiplicará enquanto os homens foram salvos da “putrefação” (a morte espiritual) do pecado.

 

Os tesouros no céu: Mateus 6.19-21; Lucas 12.15.

 

Os crentes não devem estar preocupados com a multiplicação dos tesouros do mundo. A multiplicação a qual você é chamado é a multiplicação espiritual. Enquanto você compartilha o Evangelho, você multiplica seus tesouros espirituais no céu.

 

A Porta Estreita: Mateus 7.14.

 

Você não pode julgar o caminho correto somente pelo que se refere aos números. O caminho ao inferno atrai a muitos enquanto o caminho à vida eterna é achado por poucos.

 

Muitas Obras: Mateus 7.22.

 

Muitas obras maravilhosas serão feitas por muitas pessoas. Na superfície haverá crescimento e multiplicação. Porém, fazer muitas grandes obras necessariamente não é o mesmo que fazer a vontade de Deus e alcançar Seus propósitos. O trabalho de Deus deve ser feito por Seu povo à Sua maneira.

 

Pouco é muito: Mateus 10.42; Mateus 14.15-21.

 

Tudo o que é feito no nome de Jesus, inclusive o que parece ser pequeno, é produtivo. O milagre dos pães e peixes ilustra como Deus multiplica e usa o pouco que nós temos que oferecer.

 

O Crescimento Requer Mudança: Marcos 2.21-22; 7.13.

 

O novo nascimento requer mudança. Você não pode conter o novo nos odres velhos da tradição e estilos de vida pecadores. O potencial poderoso da Palavra de Deus é detido por homens que se apegam às tradições e se negam a mudar.

 

Ganhe Perdendo: Marcos 8.34-37; 10.29-30.

Receba dando: Lucas 6.38.

 

Os princípios mundanos ensinam que você ganha obtendo cada vez mais. Jesus ensinou que você ganha tudo quando você perde tudo. O que parece ser mais perda no mundo natural é lucro no mundo espiritual.

 

A morte traz a vida: João 12.24.

 

Através da morte de Jesus, muitos receberam a vida eterna. Para multiplicar, uma semente deve morrer. Pela morte passa a vida. Para ser um discípulo reprodutivo você deve morrer aos desejos de sua carne. Você deve estar “morto” ao pecado. Você deve abandonar sua maneira própria de seguir a Jesus.

 

A Igreja Sobre a Rocha: Mateus 16.18.

 

O Reino de Deus está fundado sobre a rocha que é Jesus. Não há crescimento sem Ele. Jesus disse, “Eu edificarei a minha igreja”. Ele disse que nenhum homem poderia vir a Ele a não ser que o Pai o traga (João 6.44).

 

A oposição seria esperada, porém “as portas do inferno” não podem derrotar o plano de Deus para o crescimento de Seu reino:

 

“Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” (Mateus 19.26).

 

“Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê” (Marcos 9.23).

 

O MAIOR PRINCÍPIO DA MULTIPLICAÇÃO

 

O maior princípio da multiplicação ensinado por Jesus se encontra em Suas palavras finais aos discípulos. Sua ordem revelou o plano básico para a extensão do Evangelho e a multiplicação de convertidos e discípulos:

 

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28.19-20).

 

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).

 

“E lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas” (Lucas 24.46-48).

 

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

 

O RESUMO

 

Os ensinamentos de Jesus revelam que Ele não está satisfeito com:

 

n Pescar sem pegar.

n Uma mesa de banquete vazia.

n Semear sem colher.

n Uma árvore que não dá fruto.

n Ovelhas perdidas não guiadas ao redil.

n A moeda perdida que se busca, porém não se encontra.

n Filhos perdidos que não voltam.

n Servos improdutivos.

n Solos espirituais frios.

n Colheitas maduras que não são colhidas.

 

Nosso Pai, que não deseja que uma só pessoa pereça, está interessado nos resultados através da multiplicação espiritual:

 

“Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos” (Mateus 18.14).

 

“Não  retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3.9).

 

 

 

TESTE O SEU CONHECIMENTO

 

1. Escreva o versículo-chave de memória.

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_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

 

2. Defina a palavra “parábola”.

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

 

3. Por que Jesus usou as parábolas para ensinar a Seus seguidores?

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

 

4. Em um papel separado, brevemente descreva o princípio da multiplicação ensinado em cada uma das seguintes parábolas:

 

A mesa do banquete vazia:

A figueira estéril:

A ovelha, a moeda e o filho perdidos:

As parábolas do servo:

O semeador:

O joio e o trigo:

A rede de pesca:

A semente de mostarda:

O fermento:

A videira e os ramos:

 

 

 

(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

1. De 12 anos de idade 12 até à saída do ministério público de Cristo, a Bíblia não dá conta do que aconteceu em Sua vida durante este tempo. Só um versículo revela o processo de crescimento espiritual que ocorreu durante este período:

 

“Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lucas 2.40).

 

Para ser eficaz, o crescimento espiritual sempre deve preceder o ministério público.

 

2. Enquanto o fim dos tempos se aproxima, Satanás usará seus próprios princípios de multiplicação. Estude as seguintes referências:

 

n Muitos falsos profetas se levantarão: Mateus 24.11.

n Muitas pessoas serão enganadas: Mateus 24.11.

n A iniqüidade aumentará: Mateus 24.12.

n Muitos cairão fora da verdade do Evangelho: 2 Tessalonicenses 2.3.

n A perseguição dos crentes aumentará: 2 Timóteo 2.16.

 


Capítulo Quatro

 

UM É MAIS DO QUE DOIS

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o versículo-chave de memória.

n Definir a palavra “testemunho”.

n Definir o termo “leigo”.

n Definir o termo “clero”.

n Explicar o que significa o “chamado” do leigo.

n Explicar o plano de Deus de multiplicação para a disseminação do Evangelho.

n Citar dois homens do Novo Testamento usados como exemplos deste processo de multiplicação.

n Explicar como iniciar na multiplicação espiritual.

n Começar a multiplicar-se espiritualmente.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Timóteo 2.2).

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

O crescimento no corpo humano começa com uma célula de vida. Essa célula se multiplica uma e outra vez até que um bebê humano se forma. Depois do nascimento, o processo continua na criança. As células humanas continuam multiplicando-se e o crescimento ocorre. O mesmo é verdade no mundo espiritual. Cada pessoa que tem experimentado a nova vida em Jesus é semelhante a uma célula viva no corpo humano. Cada crente deve reproduzir-se espiritualmente. O Evangelho se estende enquanto os crentes continuam multiplicando-se desta maneira.

 

Este capítulo revela sua responsabilidade pessoal neste processo espiritual. Você aprenderá do plano de Deus para multiplicação espiritual que faz “1 + 1” mais do que dois.

 

O DESAFIO

 

O desafio de Jesus aos crentes é alcançar o mundo inteiro com o Evangelho (Mateus 28.19; Atos 1.8). Hoje nós vivemos em um mundo em crescimento. Milhares de novos seres humanos nascem a cada dia. A população do mundo está aumentando rapidamente.

 

Há muitos grupos de povos não alcançados no mundo que nunca ouviram falar de Jesus. Estes grupos consistem de milhões de indivíduos que ainda não têm sido alcançados com o Evangelho. Muitos povos e comunidades não têm nenhuma igreja. Em muitas nações, não há pastores especializados o suficiente para as igrejas que existem.

 

Como nós podemos, nesta vida, alcançar este grande desafio de Jesus para alcançar o mundo inteiro com o Evangelho?

 

O PLANO DE DEUS

 

Deus tem um plano especial para alcançar o mundo com o Evangelho. Jesus o resumiu quando Ele disse aos Seus discípulos...

 

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

 

Aqui está o plano de Deus: o Espírito Santo é o poder divino detrás do processo de multiplicação, Jesus Cristo é o conteúdo da mensagem, e o mundo inteiro deve ser o destinatário da mensagem.

 

Os discípulos são os agentes da multiplicação. O método de Deus é para que cada discípulo leve o “testemunho” da mensagem do Evangelho. “Testemunhar” significa contar o que você tem visto, ouvido, ou experimentado. Em um tribunal, uma testemunha é alguém que testifica sobre alguém ou alguma coisa. Como uma testemunha, você deve testificar sobre Jesus e Seu plano para a salvação de toda a humanidade. Há dois tipos de evidências apresentadas pela testemunha em um tribunal. Um é o testemunho verbal sobre o assunto. O outro é a evidência, que é a prova visível.

 

O Espírito Santo lhe ajuda a dar testemunho do Evangelho tanto verbalmente quanto através da demonstração do poder de Deus.

 

A DIVISÃO ENTRE O CLERO E OS LEIGOS

 

O plano de Deus é que cada discípulo (crente) seja uma testemunha do Evangelho. A igreja primitiva cresceu quando ela seguiu este plano. Cada crente compartilhou o Evangelho e foi espiritualmente reprodutivo. Suas casas se tornaram centros de multiplicação (você aprenderá mais sobre isso em um capítulo mais adiante). A igreja cresceu e se multiplicou enquanto os crentes, individualmente, davam testemunho do Evangelho.

 

Quando a igreja cresceu, Deus chamou algumas pessoas para servir de “tempo integral” como pastores, evangelistas, profetas, mestres, e apóstolos. Depois de um período de tempo, os crentes se tornaram parte de uma das duas divisões na igreja. Eles ou eram o “clero” ou os “leigos”.

 

O vocábulo “leigo” vem de uma palavra grega que significa “pertencente ao povo escolhido de Deus”. O significado da palavra é “todo o povo de Deus”. O vocábulo “leigo” passou a ser usado para aqueles que não estavam servindo em funções especiais de tempo integral na igreja.

 

O termo “clero” foi desenvolvido para identificar aos ministros profissionais na igreja. O clero se refere àqueles que consideram o ministério a sua profissão e aqueles normalmente são empregados da igreja de tempo integral. Eles podem ser ordenados ou não por uma denominação.

 

Durante um período de tempo na história da igreja, uma separação gradual se desenvolveu entre o clero e os leigos. Muitos “leigos” deixaram de se reproduzir espiritualmente. Eles começaram a deixar o desafio de alcançar o mundo ao clero de tempo integral.

 

Nenhum clero profissional pode alcançar o que a igreja inteira foi comissionada para fazer na vida. Esta é uma das razões que nós ainda não temos alcançado o mundo com o Evangelho. Os crentes têm passado sua responsabilidade pessoal ao clero. A Bíblia ensina a divisão do trabalho na igreja, porém cada pessoa estará envolvida na disseminação do Evangelho. (Leia Atos 6.1-6).

 

Enquanto a igreja em Jerusalém se multiplicava, se fez necessário uma divisão do trabalho para satisfazer todas as necessidades na igreja. Os líderes davam tempo integral para estudar a Palavra e à oração. Os leigos realizavam deveres como ministrar às viúvas e outros serviços. Porém, ainda que os crentes servissem em posições diferentes na igreja, todos eles estavam envolvidos em espalhar o evangelho.

 

Estevão era um dos leigos escolhidos para servir às mesas, todavia ele dava um poderoso testemunho do Evangelho (Atos 6.8-11). Felipe era outro leigo escolhido para servir às mesas. Ele compartilhou o evangelho com os samaritanos (Atos 8.5-12).

 

Quando a perseguição entrou em Jerusalém e os crentes foram espalhados a outras cidades, eles continuaram dando testemunho do evangelho:

 

“Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8.4).

 

Para os verdadeiros crentes, não há nenhuma divisão entre o sagrado e o secular porque Jesus é Senhor de todos.

 

O CHAMADO DOS LEIGOS

 

Se você deseja realmente entender o chamado espiritual dos leigos, você deve regressar ao Antigo Testamento. O plano de Deus era para que a nação inteira de Israel fosse de “sacerdotes” ou ministros:

 

“Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êxodo 19.6).

 

Como sacerdotes, cada pessoa em Israel deveria ser um testemunho do verdadeiro Deus aos incrédulos ao redor dele.

 

O estabelecimento de um sacerdócio oficial não mudou o plano de Deus para Israel. O sacerdócio era como o “clero” de hoje, com os papéis especiais de direção. Porém a nação inteira ainda deveria servir como ministros da mensagem de Deus às nações pagãs.

 

No Novo Testamento, aos crentes é dado um chamado semelhante. Eles devem ser sacerdotes ou ministros do Evangelho:

 

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9).

 

O chamado dos crentes é levar o testemunho de Deus, que os tirou das trevas espirituais para a luz de Jesus Cristo (João 9.5).

 

A Bíblia diz dos crentes: “... que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Efésios 4.1). Há um chamado e esse é levar o testemunho da mensagem do Evangelho. É a vocação de todos os crentes. Cada pessoa é responsável por sua resposta a este chamado.

 

O chamado não é baseado na educação ou habilidade natural. Deus usa homens comuns para que somente Ele possa receber a glória:

 

“Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1 Co 1.26-29).

 

O PROCESSO DE MULTIPLICAÇÃO

 

Na Bíblia, Deus revela um plano especial para permitir aos crentes o cumprimento de Seu chamado. A multiplicação é um princípio básico de todo o crescimento no mundo natural. O crescimento não tem lugar simplesmente por adicionar uma unidade à outra. As células vivas se multiplicam. Cada nova célula produzida tem a habilidade de reproduzir-se.

 

O plano de multiplicação de Deus é semelhante no mundo espiritual. Paulo resumiu este plano quando ele escreveu estas palavras a Timóteo:

 

“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Timóteo 2.2).

 

Paulo disse a Timóteo para selecionar a homens fiéis e confiar-lhes as coisas que ele havia ensinado. Estes homens fiéis deveriam ter a habilidade de ensinar outros. Através deste plano organizado de reprodução, o Evangelho se estenderia por todo o mundo.

 

Olhe o gráfico na página seguinte. Este gráfico utiliza o período de um ano como o tempo médio necessário para adestrar um novo convertido e torná-lo um cristão reprodutivo. Na realidade, o processo pode tomar mais ou menos tempo e depende das pessoas envolvidas.

 

Porém, usando um ano como um tempo médio, se um crente simplesmente alcançar e treinar a uma pessoa a cada ano, e o novo convertido alcançar uma outra pessoa cada ano, o mundo poder facilmente ser alcançado com a mensagem do Evangelho.

 

Observe no gráfico que durante o primeiro ano o crente está treinando uma pessoa. Ao final desse ano, há dois homens agora (o crente e a pessoa que ele treinou).

 

Durante o próximo ano, cada um deles alcança e treina uma pessoa. Ao final do segundo ano, há um total de quatro pessoas, cada uma das quais adestrará uma pessoa mais no ano seguinte.

 

MESTRE                   DISCÍPULO                     TOTAL

 

ANO 17                                  65,536                    65,536                             = 131,072

Ano 16                                   32,768                    32,768                             = 65,536

Ano 15                                   16,384                    16,384                             = 32,768

Ano 14                                   8,192                      8,192                               = 16,384

Ano 13                                   4,096                      4,096                               = 8,192

Ano 12                                   2,048                      2,048                               = 4,096

Ano 11                                   1,024                      1,024                               = 2,048

Ano 10                                   512                          512                                   = 1,024

Ano 9                                     256                          256                                   = 512

Ano 8                                     128                          128                                   = 256

Ano 7                                     64                            64                                     = 128

Ano 6                                     32                            32                                     = 64

Ano 5                                     16                            16                                     = 32

Ano 4                                     8                              8                                       = 16

Ano 3                                     4                              4                                       = 8

Ano 2                                     2                              2                                       = 4

Ano 1                                     1                              1                                       = 2

 

A ESTRATÉGIA DE DEUS DE

MULTIPLICAÇÃO E MOBILIZAÇÃO

 

Agora, tome um número de membros da igreja de aproximadamente 100 pessoas. Aumente este gráfico a 100 pessoas cada uma localizando a uma pessoa com o Evangelho e treinando-as para ser reprodutivas e você poderá ver como nós poderíamos alcançar o mundo inteiro facilmente com o Evangelho. Quando você treina cada um para alcançar outro para ensinar outro, os discípulos são multiplicados rapidamente e a multiplicação é mais rápida que a soma.

 

Aqui está um diagrama que ilustra a adição:

 

Adição: 1+1+1+1+1+1... Continue acrescentando um por um.

 

Aqui está um diagrama que ilustra a multiplicação. Neste processo, cada pessoa continua a multiplicar-se e “um mais um” resulta em mais do que apenas dois:

 

Multiplicação:   1x1x1x1x1     ... Você continua multiplicando...

                     xxxxxxx       

            1111111     ... Cada um que você alcançou continua se

                                        multiplicando.

                     xxxxxxx

                     111111

                     xxxxxxx

                     ...........        ... Cada um que eles alcançam continuam se                                      multiplicando.

O PROCESSO NA IGREJA PRIMITIVA

 

O diagrama seguinte mostra as primeiras fases de multiplicação que é o resultado de André, um dos primeiros discípulos de Jesus:

 

André -> Pedro -> Outros -> Outros

                                                      |

                                                  Pentecostes -> Outros -> Outros

 

1. André compartilhou o Evangelho com seu irmão, Pedro.

2. Pedro compartilhou o evangelho no dia de Pentecostes em Jerusalém.

3. Pedro continua compartilhando o Evangelho com outros que também se tornam reprodutivos.

4. Os milhares de crentes espalhados de Jerusalém continuam estendendo o evangelho.

5. Cada pessoa que eles alcançavam se reproduzia e o processo continuava...

 

Aqui está um diagrama mostrando as primeiras fases de multiplicação espiritual que é o resultado do Apóstolo Paulo:

 

Ananias -> Paulo -> Outros -> Outros

                                                     |

                                                   Timóteo ->  Homens fiéis ->  Outros -> Outros

 

1. Ananias foi usado por Deus para alcançar a Paulo.

2. Paulo discípula a Timóteo.

3. Paulo continua com o discipulado de outros.

4. Timóteo discipulado “homens fiéis” que podem ensinar outros.

5. Os homens fiéis alcançam outros.

6. Estes “outros” continuam o processo de multiplicação.

7. cada pessoa na rede continua multiplicando-se.

 

PESSOAS ORDINÁRIAS

 

A Bíblia diz pouco sobre o homem chamado Ananias aludido no diagrama anterior. Ele não era conhecido dos homens, porém ele foi usado por Deus para levantar o apóstolo Paulo. André era um pescador comum, inculto. Porém, olhe a cadeia de multiplicação espiritual pela qual ele se tornou responsável!

 

Você pode não ser bem conhecido pelos homens. Você pode não ser bem conhecido em sua comunidade ou denominação. Você pode ser uma pessoa ordinária que trabalha em tarefas comuns. Porém, Deus pode usá-lo para multiplicar discípulos.

 

Leia a história da cura do homem coxo em Atos 4. Quando Pedro e João apareceram perante o sinédrio, estava óbvio que eles eram homens incultos, comuns:

 

“Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus. Vendo com eles o homem que fora curado, nada tinham que dizer em contrário” (Atos 4.13-14).

 

Estes homens “comuns” haviam recebido a nova vida através de Jesus Cristo. A vida dentro deles produziu a reprodução espiritual. Jesus confiou aos leigos a responsabilidade de estender o evangelho. Ele tomou a pescadores de seus barcos e os fez pescadores de homens. Ele cria que pessoas ordinárias (comuns) poderiam tornar-se extraordinárias quando capacitadas pelo Espírito Santo.

 

Gideão era um agricultor. Paulo era um fazedor de tendas. Moisés era um pastor. Lucas era um médico e José foi um grande estadista político. Qualquer que seja sua educação ou ocupação, Deus pode usá-lo em Seu plano.

 

Onde você está e quem você é não é importante. É importante o que você está fazendo onde Deus o tem colocado. A chave da multiplicação espiritual eficaz é ser o homem ou mulher de Deus, no lugar estabelecido por Deus, fazendo a obra de Deus, da maneira de Deus.

 

COMO COMEÇAR

 

O Novo Testamento revela que o Evangelho se estende mais rapidamente através das redes sociais existentes. O que nós queremos dizer é que você pode espalhar o Evangelho mais fácil em seu próprio grupo social de amigos, parentes e companheiros de trabalho.

 

Por exemplo, Jesus chamou um pescador nomeado André. André compartilhou o Evangelho com um parente chamado Pedro. Eles compartilharam com outros pescadores com quem eles trabalhavam. Logo um grupo inteiro de pescadores estava seguindo a Jesus.

 

Na vida diária e no trabalho os leigos não são apenas fragmentos da igreja espalhados na comunidade que vêm juntos para culto e comunhão. Os leigos são embaixadores do Reino a seus parentes, amigos e colegas de trabalho. O local de trabalho, a escola, a família, e a comunidade em sua área de ministério.

 

Leia em Lucas 16.19-31 a história do homem rico que foi ao inferno. Este homem quis voltar para compartilhar o evangelho com sua família, porém era muito tarde. Não espere até que seja muito tarde para compartilhar o Evangelho com aqueles em sua própria rede social.

 

OS DONS ESPIRITUAIS E A MULTIPLICAÇÃO

 

A verdadeira evidência do batismo no Espírito Santo está em tornar-se um testemunho poderoso do Evangelho. O poder do Espírito Santo permite aos crentes que se multipliquem espiritualmente (Atos 1.8).

 

Uma maneira na qual o Espírito Santo capacita os crentes é através dos dons espirituais. A cada crente foram dados dons espirituais para equipá-los a ministrar aos outros. Estes dons são habilidades sobrenaturais dadas pelo Espírito Santo.

 

Se você não conhece os dons espirituais que Deus lhe tem dado, faça o curso do Instituto Internacional Tempo de Colheita intitulado “O Ministério do Espírito Santo”. Este curso trata do assunto dos dons espirituais.

 

UM EXEMPLO MODERNO

 

Nada pode derrotar o plano de multiplicação de Deus para o evangelho através do testemunho de crentes individuais. Aqui está um exemplo moderno:

 

Depois de anos de trabalho missionário na China, a igreja contou menos de um milhão quando os missionários foram expulsos pelo governo. Os pastores foram presos, queimaram as Bíblias e as igrejas foram fechadas. Porém, trinta anos depois, quando um pouco de abertura voltou à China e relatórios estavam disponíveis, o número de crentes foi estimado entre 10 a 50 milhões. Ainda que as igrejas haviam sido fechadas e os pastores aprisionados, os crentes comuns continuaram reproduzindo-se espiritualmente. Nada pode deter o plano de Deus para a extensão do Evangelho.

 

O CRESCIMENTO DO REINO

 

Cada crente deve tornar-se reprodutivo. Porém, a mera multiplicação de crentes não é bastante. Os crentes devem tornar-se uma parte funcional da igreja que é o corpo corporativo que une a todos os verdadeiros crentes. A igreja também deve multiplicar-se. A igreja deve experimentar o crescimento espiritual interior e deve progredir adiante para a expansão, extensão e ponteando formas de crescimento.

 

Você aprendeu sobre sua responsabilidade para multiplicar-se individualmente. Nos capítulos seguintes você aprenderá a multiplicar-se corporativamente dentro do contexto da igreja local.

 

 

 

TESTE O SEU CONHECIMENTO

 

1. Escreva o versículo-chave de memória.

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2. Defina a palavra “testemunho”.

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3. Defina o termo “leio”.

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4. Defina o termo “clero”.

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5. Explique o que significa o “chamado” do leigo.

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6. Qual é o plano de multiplicação de Deus para a extensão do Evangelho?

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7. Quais os dois homens do Novo Testamento foram nomeados como exemplos de multiplicação espiritual?

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8. Qual é a melhor maneira de começar na multiplicação espiritual?

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(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

1. No último capítulo você estudou as parábolas de multiplicação. Reveja as parábolas seguintes de novo. Nestas parábolas cada indivíduo era responsável para multiplicar-se fielmente:

 

n Os talentos: Mateus 25.14-30; Lucas 19.11-37.

n Os servos: Mateus 24.45-52; Lucas 12.39-46.

n Os servos vigilantes: Lucas 12.36-38.

n O administrador fiel: Mateus 25.14-20.

 

2. Leia a conversação entre Jesus e Pedro em João 21.15-22. Leia em Atos 10.22 as palavras que Jesus falou a Paulo no momento de sua conversão.

 

Sua preocupação não deve ser se os outros cumprem ou não sua responsabilidade para espalhar o Evangelho. Você não deve questionar como Pedro, “E quanto a este?” Sua preocupação deve ser como a de Paulo, “Que farei, Senhor?”.

 


Capítulo Cinco

 

UMA INTRODUÇÃO AO CRESCIMENTO DA IGREJA

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o versículo-chave de memória.

n Identificar a verdadeira igreja.

n Explicar como a igreja começou.

n Listar as ilustrações usadas na Bíblia para descrever a Igreja.

n Identificar os propósitos bíblicos da Igreja.

n Resumir os ministérios do Espírito Santo com respeito ao crescimento da Igreja.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

No último capítulo você aprendeu sobre a responsabilidade de cada crente para multiplicar-se espiritualmente compartilhando a mensagem do Evangelho. Deus tem um plano especial para os novos crentes levantados através deste processo. Eles devem tornar-se parte de uma comunidade de crentes conhecidos como Igreja. Os crentes devem se reproduzir individualmente dentro do contexto da igreja. Quando os novos crentes nascem de novo no Reino de Deus, a Igreja se multiplica.

 

Este capítulo introduz o plano de Deus para a Igreja como um centro de multiplicação espiritual. Os quatro capítulos seguintes tratam dos tipos específicos de crescimento da igreja.

 

A IGREJA

 

Quando nós falamos da “igreja” nós não estamos falando de uma organização humana ou uma denominação. Não é um produto da história ou o resultado de um pensamento planejado pelo homem.

 

A palavra “igreja” realmente significa “os chamados para fora”. Quando nós falamos da Igreja, nós estamos falando sobre a comunidade mundial de todos os crentes que foram convocados do mundo ao reino de Deus. Para os propósitos de ministério, esta comunidade mundial de crentes é dividida em grupos locais de crentes. Estes grupos locais também se chamam “Igreja”.

 

Alguns destes grupos locais permanecem independentes. Outros têm se unido em organizações como as Assembléias de Deus, Batistas, Metodistas, etc.

 

Você não se torna parte da verdadeira Igreja unindo-se a uma organização. Você se torna parte da verdadeira Igreja nascendo de novo no Reino de Deus. Isto se faz confessando e arrependendo-se do pecado e aceitando a Jesus como seu Salvador pessoal. Depois que você se torna um crente, o plano de Deus é para você tornar-se parte de uma comunidade local de crentes que são parte da verdadeira Igreja.

 

COMO A IGREJA COMEÇOU

 

No Antigo Testamento a nação de Israel foi escolhida como o grupo de pessoas através de quem Deus se revelaria às nações do mundo. Vez após vez, Israel falhou nesta responsabilidade.

 

Nos tempos do Antigo Testamento quando Jesus veio a terra, Israel o rejeitou como Seu Messias. Devido a isto, Deus levantou outro grupo de pessoas através de quem Ele seria revelado ao mundo. Esse grupo se chama Igreja.

 

A primeira menção da Palavra “Igreja” ocorre quando Jesus explicou como a Igreja seria edificada:

 

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18).

 

Nesta passagem Jesus revelou a Pedro que ele seria uma das pedras do alicerce espiritual da primeira igreja. Isto significava que ele seria importante em seu crescimento e desenvolvimento. O nome de Pedro significa realmente “uma pedrinha”.

 

Jesus disse, então, de Si mesmo, “... sobre ESTA pedra eu edificarei a minha igreja”. Ele indicou que a Igreja seria estabelecida sobre Ele. Ele seria A Rocha sobre a qual a seria edificada. Haveria muitas outras pedras menores (pessoas como Pedro). De fato, os crentes são chamados de “pedras vivas” que são parte da estrutura da Igreja:

 

“Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2.5).

 

O alicerce destas “pedras vivas” é uma “Rocha”. Essa Rocha é Jesus e Ele define os limites da Igreja. Uma Igreja não é uma verdadeira Igreja a menos que seja construída sobre o Senhor Jesus Cristo.

 

Durante os anos muitas denominações cristãs diferentes tem se desenvolvido para cumprir os propósitos de organização e ministério. Porém, se elas são uma verdadeira igreja estabelecida em Cristo, elas são parte da comunidade mundial de crentes:

 

“Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Efésios 4.4-6).

 

Jesus disse que “as portas do inferno” não prevalecerão contra a verdadeira Igreja. Isto implica que a Igreja experimentaria grande oposição de Satanás, porém não seria derrotada.

 

O livro de Atos registra a primeira oposição à Igreja (Atos 8). Por toda a sua história até o tempo presente, a Igreja tem recebido muita oposição. Porém, a Igreja ainda existe e continuará existindo. Ele cumprirá os propósitos de Deus.

 

COMO A IGREJA É DESCRITA

 

A Bíblia usa várias ilustrações para descrever a Igreja. Estes exemplos revelam muitos sobre a estrutura e propósito da igreja. Busque cada uma das seguintes referências em sua Bíblia. A Igreja é descrita como:

 

n Um novo homem: Efésios 2.14-15.

n O Corpo de Cristo: Efésios 1.22-23; 5.30; 1 Coríntios 3.9, 16; 1 Timóteo 3.15; 1 Pedro 2.5.

n Um sacerdócio real: 1 Pedro 2.5, 9; Apocalipse 1.6; 5.10.

n A Noiva de Cristo: 2 Coríntios 11.2; Mateus 25.6; Efésios 5.22-32.

n A casa de Deus: Efésios 2.19.

n O Rebanho: João 10.1-29; 1 Pedro 5.3-4; Hebreus 13.20; Atos 20.28.

 

Há só uma Igreja, porém ela é mencionada na Bíblia de diferentes maneiras:

 

n A Igreja de Deus: Atos 20.28; 1 Coríntios 1.2; 10.32; 11.22; 15.9; 1 Timóteo 3.5; 1 Tessalonicenses 2.14.

n A Igreja do Deus vivo: 1 Timóteo 3.15.

n A Igreja de Cristo: Romanos 16.16.

n A Igreja dos Primogênitos: Hebreus 12.23.

n A Igreja dos Santos: 1 Coríntios 14.33.

n O povo de Deus: Hebreus 4.9; 1 Pedro 2.9-10.

 

OS PROPÓSITOS BÍBLICOS PARA A IGREJA

 

Há muitos propósitos da Igreja revelados na Bíblia. Seus membros deverão estar comprometidos em:

 

ADORAÇÃO A DEUS:

 

O principal propósito para o qual o homem foi criado foi render adoração a Deus. A adoração é um propósito central da Igreja. Estude os seguintes versículos: 1 Pedro 2:5, 9; 1 Coríntios 14:26-27; João 4:23-24; Efésios 2:19-22.

 

SERVIÇO DENTRO DO CORPO:

 

Os membros da Igreja devem servir por ministrar às necessidades uns dos outros:

 

n Estas necessidades podem ser necessidades materiais: Atos 11.27-30; Atos 6.1-6.

n Os membros devem compartilhar sua substância livremente com outros: Atos 2.44; 4.32, 34, 37.

n Os membros também devem mostrar cuidado pelas necessidades espirituais dentro do corpo de Cristo: João 15.1-7; Romanos 15.1-5; 1 Coríntios 3.9; Gálatas 6.1; Colossenses 2.16-23; 1 Tessalonicenses 2.7-16.

COMUNHÃO:

 

n A comunhão da igreja é baseada na unidade em Cristo: Efésios 4.4-6.

n A Igreja é feita uma em Cristo: Efésios 2.11-18. Cada membro é igual perante o Senhor: Efésios 2.19-20.

n A Igreja deve ser uma comunidade de companheirismo em palavra, oração e ações: Atos 2.41-47; 4.24, 32-33; Efésios 2.20-22; 1 João.

n Sua comunhão será unida com um propósito, mente, alma e coração: Atos 1.14; 2.46; 4.24, 32; 5.12; 15.25.

 

A comunhão não somente deve estar dentro das igrejas individuais, porém também entre as igrejas. Estude os versículos seguintes que ilustram a comunhão íntima entre as igrejas primitivas:

 

n Elas reconhecem que eram uma em Cristo com um vínculo comum: Atos 15.1; Romanos 15.26-27.

n Elas se comunicavam regularmente entre si: Romanos 16.16; 1 Coríntios 16.19-20; Filipenses 4.23.

n Elas ajudavam entre si: Romanos 15.26; 1 Coríntios 16.1-3.

n Elas apoiaram o trabalho dos apóstolos em outros campos: Filipenses 4.15-16.

n Elas compartilharam as cartas dos apóstolos: Colossenses 4.16.

n Elas enviaram representantes entre si: Atos 11.22, 23, 27; 15.1,2; 1 Coríntios 16.3, 4.

n Elas se encorajaram mutuamente como modelos da fé: 2 Coríntios 1.24; 9.2; 1 Tessalonicenses 1.7-10; 2.14.

n Elas cooperaram na causa comum da evangelização: 1 Tessalonicenses 1.8.

 

 

MISSÃO:

 

A Igreja existe para missão, não somente para reuniões de adoração e comunhão. O propósito de ambos - Israel no Antigo Testamento e a Igreja no Novo Testamento - era revelar Deus ao mundo.

 

No Antigo Testamento, Israel deveria ser uma testemunha às nações pagãs ao seu redor. A estratégia de Deus era para as nações vir e ver Seu poder revelado em Israel. No Novo Testamento, a estratégia de Deus foi diferente. Seu plano era para a Igreja ir às nações como Sua testemunha.

 

A verdadeira missão da Igreja é resumida em Efésios:

 

“Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Efésios 3.10-11).

 

“Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Efésios 1.9-11).

 

A missão da Igreja se resume como segue:

 

1. A Igreja deve apresentar Jesus ao mundo como Senhor e Salvador. A Igreja deve levar as pessoas a uma relação correta com Jesus para que elas possam experimentar o perdão dos pecados e a nova vida.

 

2. Através do batismo na água, ensino, e pregação, a Igreja deve estabelecer aos crentes na doutrina, princípios e práticas do viver cristão. Ela deve ensinar aos convertidos a “observar todas as coisas” ordenadas na Palavra de Deus.

 

3. A Igreja deve organizar aos novos crentes para funcionarem em comunidades locais.

 

4. Estes que são estabelecidos na igreja devem, então, repetir este processo para ganhar novos crentes e estabelecer novas comunidades.

 

Estude mais sobre a missão da Igreja nos versículos seguintes:

 

n Estender o evangelho ao mundo: Mateus 5.13-14; 28.18-20; Marcos 16:15-16; Lucas 24:45-49; João 20:19-23; Atos 1:8.

n Servir como sal da terra e luz do mundo: Mateus 5:13-16; Filipenses 2:14-16: 1 João 4:1.

n Discipular os novos convertidos: Mateus 28.19-20; Atos 20.27-28; Efésios 4.11-16; 1 Pedro 5.1-3.

 

OS TIPOS DE CRESCIMENTO DA IGREJA

 

Se a Igreja cumpre seus propósitos bíblicos, quatro tipos de crescimento resultarão:

 

O CRESCIMENTO INTERNO:

 

O crescimento interno se refere ao crescimento espiritual das pessoas dentro da igreja.

 

O CRESCIMENTO POR EXPANSÃO:

 

O crescimento por expansão é o crescimento em números que ocorre quando a missão de evangelização é cumprida pela Igreja. Novos convertidos são conquistados e lhes incorporam ao Corpo de Cristo.

 

O CRESCIMENTO POR EXTENSÃO:

 

Uma igreja se estende quando ela começa novas igrejas em culturas semelhantes.

 

O CRESCIMENTO POR LIGAÇÃO:

 

 

O crescimento por ligação ocorre quando o evangelho é compartilhado fora dos limites culturais da igreja com pessoas de outra raça, grupo étnico ou nação.

 

Aqui está um diagrama que ilustra os tipos diferentes de crescimento da Igreja:

 


 

Interno:

 

 

 

Expansão:

 

 

 

 

 

Extensão:

 

 

 

Ligação:

 

 

Você estudará cada um destes tipos de crescimento nos próximos quatro capítulos que tratam da multiplicação dentro da Igreja local.

 

O ESPÍRITO SANTO E O CRESCIMENTO DA IGREJA

 

O Espírito Santo é o poder espiritual por trás de todos os tipos de crescimento da igreja:

 

“Ma recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

 

Este versículo mostra como o Espírito Santo habilita:

 

O Crescimento Interno: Os discípulos receberiam uma nova experiência espiritual neste derramamento especial do Espírito Santo. Isto lhes permitiu que dessem um poderoso testemunho do Evangelho.

 

O Crescimento de Expansão: A Igreja multiplicaria em Jerusalém.

 

O Crescimento de Extensão: A Igreja se estenderia para plantar as novas igrejas em outras culturas semelhantes (Judéia).

 

O Crescimento de Ligação: A Igreja cruzaria as brechas culturais para alcançar outras regiões como Samaria e até “o último da terra”.

 

A Bíblia ensina que o Espírito Santo tem muitos ministérios. Ele estava ativo na criação do mundo, foi a força inspiradora da Palavra escrita de Deus, estava ativo na vida terrena e ministério de Jesus e serve muitas funções ao crentes.

 

O Espírito Santo revela a verdade do Evangelho e atrai aos homens e mulheres à salvação. O Espírito Santo inclusive tem um ministério acerca de Satanás. Ele é a força espiritual refreando e limitando o poder de Satanás (Isaías 49.19). Cada um de Seus ministérios se discute em detalhes no curso do Instituto Internacional Tempo de Colheita intitulado “O Ministério do Espírito Santo”.

 

O Espírito Santo também tem ministérios específicos que afetam o crescimento e o desenvolvimento da Igreja:

 

O ESPÍRITO SANTO FORMOU A IGREJA:

 

No dia de pentecostes registrado em Atos 2.1-41 o Espírito Santo formou a Igreja. A Bíblia ensina que a Igreja é a habitação de Deus construída pelo Espírito Santo:

 

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito” (Efésios 2.19-22).

 

O ESPÍRITO INSPIRA O CULTO:

 

O culto da Igreja deve ser inspirado pelo Espírito Santo:

 

“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.  Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.23-24).

 

“Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Filipenses 3.3).

 

O ESPÍRITO DIRIGE AS ATIVIDADES MISSIONÁRIAS:

 

Isto é evidente no registro das atividades missionárias da primeira Igreja:

 

“Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o” (Atos 8.29).

 

“E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu... Assim que teve a visão, imediatamente, procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho” (Atos 16.6, 7, 10).

 

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado... Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre” (Atos 13.2, 4).

 

O ESPÍRITO SELECIONA AOS MINISTROS:

 

Algumas denominações estabelecem ou elegem ministros para servir na Igreja. Muitas pessoas vão para a universidade ou seminário para serem treinados como ministros. Porém, o requisito estabelecido pelas Escrituras é que o ministério seja chamado e selecionado pelo Espírito Santo:

 

“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (Atos 20.28).

 

O ESPÍRITO UNGE AOS PREGADORES:

 

Paulo escreveu:

 

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1 Co 2.4).

 

O ESPÍRITO GUIA AS DECISÕES:

 

O capítulo de Atos 15 registra uma reunião especial de líderes para discutir os vários problemas na Igreja. Sua decisão final foi guiada pelo Espírito Santo:

 

“Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais” (Atos 15.28).

 

O ESPÍRITO BATIZA A IGREJA COM PODER:

 

O livro de Atos abre com o registro deste grande evento:

 

“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.1-4).

 

Este batismo era a força poderosa por trás do crescimento interno, por expansão, extensão e por ligação da Igreja que são registrados no resto do livro de Atos.

 

 

 

TESTE O SEU CONHECIMENTO

 

1. Escreva o versículo-chave de memória.

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2. Quem compõe a verdadeira Igreja?

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3. Como foi a inauguração da Igreja?

_____________________________________________________________________

 

4. Há várias ilustrações usadas na Bíblia para descrever a Igreja. Você pode lembrar-se pelo menos de três delas?

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5. Quais são os quatro propósitos da Igreja discutidos nesta lição?

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_____________________________ ________________________________________

 

6. Cite e brevemente defina os quatro tipos de crescimento da Igreja.

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7. Este capítulo discutiu sete propósitos do Espírito Santo com respeito ao crescimento e desenvolvimento da igreja. Quantos deles você pode listar?

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(As respostas se encontram ao final do último capítulo desta manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

1. Aqui estão algumas diretrizes para reconhecer a verdadeira Igreja. É uma Igreja que é:

 

Doutrinariamente Correta: Todos os ensinamentos são baseados na Palavra Escrita de Deus.

 

Composta de Membros regenerados: As vidas de seus membros têm sido transformadas pelo poder de Deus.

 

Adoradora: Adora ao verdadeiro Deus - Pai, Filho e Espírito Santo.

 

Evangelística: Está ativamente envolvida na missão de alcançar o mundo com o Evangelho de Jesus Cristo.

 

2. Aqui estão algumas diretrizes para reconhecer uma Igreja falsa. É uma igreja que é:

 

Doutrinariamente incorreta: Ela dá ênfase a porções selecionadas da Palavra de Deus e elimina outras porções. Ela não toma a Palavra de Deus literalmente. Ela aceita os ensinamentos de homens que contradizem a Palavra de Deus.

 

Sectária: Talvez tenham divisões dentro da igreja e ela busca causar a divisão em geral dentro do Corpo de Cristo. Veja Romanos 16.17-18; atos 20.29, 30; Efésios 4.

 

Controladora: Uma igreja falsa tentará controlar as vidas e ações de seus membros de uma maneira dominante.

 

Composta de membros não regenerados: As pessoas continuam vivendo nos velos estilos pecadores de vida.

 


Capítulo Seis

 

O CRESCIMENTO INTERNO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o versículo-chave de memória.

n Explicar o que significa o crescimento “interno” da Igreja.

n Definir “crescimento espiritual”.

n Identificar o ministério do Espírito Santo com respeito ao crescimento interno da Igreja.

n Identificar as condições de crescimento no mundo natural que tem paralelo com aqueles no mundo espiritual.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“E não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus” (Colossenses 2.19).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

No último capítulo você aprendeu que há quatro tipos de crescimento no plano de Deus para a multiplicação da Igreja. A Igreja deve multiplicar-se através do crescimento interno, da expansão, da extensão e da ligação. Esta lição enfoca no crescimento interno da Igreja.

 

O CRESCIMENTO INTERNO

 

Quando nós falamos de “crescimento interno” da Igreja, nós estamos referindo-nos ao crescimento espiritual e desenvolvimento de seus membros. A Igreja cresce à medida que seus membros individuais crescem espiritualmente.

 

A Igreja não somente deve crescer na quantidade através da extensão, expansão e ligação, mas também deve crescer em qualidade. O crescimento na qualidade é o crescimento interno ou espiritual.

 

Paulo se referiu a este processo comparando-o ao crescimento interno no corpo natural:

 

“E não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus” (Colossenses 2.19).

 

O “crescimento que procede de Deus” se refere ao crescimento espiritual. Quando os membros crescem espiritualmente, a Igreja experimenta o crescimento interno. O corpo inteiro é nutrido e alimentado com crescimento que procede de Deus.

 

O crescimento espiritual é um aumento em maturidade espiritual que procede ao desenvolvimento da vida de Cristo no crente. É o crescimento no conhecimento de Jesus:

 

“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno” (2 Pedro 3.18).

 

É o crescimento em Jesus:

 

“Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4.15).

 

O crescimento espiritual significa diminuição do ego e aumento da vida de Cristo em você:

 

“Convém que ele cresça e que eu diminua” (João 3.30).

 

O Crescimento espiritual não vem automaticamente como resultado do tempo de crente que alguém pode ter. É resultado do desenvolvimento da vida de Cristo no crente.

 

As evidências do crescimento espiritual incluem:

 

1. Um aumento no conhecimento espiritual.

2. A aplicação apropriada desse conhecimento à vida e ministério.

3. Um deleite mais profundo nas coisas espirituais.

4. Um amor maior para com Deus e os outros.

5. O desenvolvimento de qualidades espirituais semelhantes a Cristo (fruto espiritual).

6. Um aumento no desejo e habilidade de compartilhar o Evangelho com outros.

7. O desenvolvimento e uso eficaz dos dons espirituais.

 

O crescimento é o resultado natural da vida. Se há vida espiritual em uma igreja, resultará em crescimento interior assim como nos crescimento de expansão, extensão, e ligação.

 

O ESPÍRITO SANTO E O CRESCIMENTO INTERNO

 

No último capítulo você aprendeu sobre o ministério do Espírito Santo à igreja. O Espírito Santo:

 

n Forma a Igreja.

n Inspira sua adoração.

n Dirige suas atividades missionárias.

n Seleciona a seus ministros.

n Unge a seus pregadores.

n Guia suas decisões.

n Batiza com poder.

 

Além destes ministérios na Igreja, o Espírito Santo tem funções importantes com respeito ao crescimento interno da Igreja. Estes incluem:

 


CONVICÇÃO DE PECADO:

 

O crescimento espiritual é impedido pelo pecado. O Espírito Santo declara aos crentes culpáveis de pecado:

 

“Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” (João 16.8-11).

 

Quando o Espírito Santo nos declara culpados de pecado nós podemos seguir a ordem...

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.9).

 

REGENERAÇÃO:

 

“Regeneração” significa mudança. O Espírito Santo muda as vidas dos crentes. E tal mudança traz o crescimento interno:

 

“Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tito 3.5).

 

SANTIFICAÇÃO:

 

Santificação significa “ser separado para Deus”. Esta separação produz o crescimento espiritual:

 

“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Tessalonicenses 2.13).

 

HABILITAÇÃO:

 

O Espírito Santo habita ou vive na vida dos crentes. O propósito desta habitação é fortalecer a nova natureza recebida através da salvação:

 

“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Coríntios 6.19).

 

“Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Co 3.16).

 

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).

 

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei” (Gálatas 5.16-18).

 

FORTALECENDO:

 

A força e o crescimento estão relacionados. Você se torna forte enquanto você cresce. Você recebe a força para crescer. O crescimento interno passa pelo fortalecimento do Espírito Santo:

 

“Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior” (Efésios 3.16).

 

UNIDADE:

 

A unidade traz o crescimento interno à Igreja:

 

“Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (1 Coríntios 6.17).

 

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (1 Coríntios 12.12-13).

 

INTERCESSÃO:

 

A intercessão do Espírito Santo edifica espiritualmente ao crente:

 

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26).

 

“Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo” (Judas 20).

 

“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6.18).

 

DIREÇÃO:

 

O Espírito Santo guia aos crentes na verdade da Palavra de Deus, o que traz crescimento espiritual:

 

“Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (João 16.13).

 

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8.14).

 

REVELAÇÃO:

 

O Espírito Santo revela as verdades da Palavra de Deus a um crente que produz o crescimento espiritual:

 

“Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1 Co 2.10).

 

AMOR:

 

As pessoas crescem espiritualmente em uma atmosfera de amor:

 

“Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5.5).

 

CONFORMAÇÃO:

 

O Espírito Santo trabalha internamente para conformar os crentes à imagem de Jesus:

 

“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Coríntios 3.18).

 

ENSINANDO:

 

Nós crescemos espiritualmente quando nós crescemos no conhecimento de Deus. O Espírito Santo é nosso mestre residente:

 

“Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou” (1 João 2.27).

 

CONVICÇÃO:

 

A dúvida impede o crescimento espiritual. O Espírito Santo elimina a dúvida dando convicção de salvação.

 

“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16).

 

“E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (1 João 3.24).

 


LIBERDADE:

 

As restrições limitam o crescimento. O Espírito Santo dá liberdade do pecado e das tradições dos homens:

 

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8.2).

 

“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Coríntios 3.17).

 

CONFORTANDO:

 

A depressão e desalento retardam o crescimento espiritual. O Espírito Santo proporciona o conselho:

 

“A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número” (Atos 9.31).

 

“O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós... mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (João 14.17, 26).

 

VIVIFICANDO:

 

Um dos ministérios do Espírito Santo na vida de Jesus era ressuscitá-lo dentro os mortos.

 

“Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” (Romanos 8.11).

 

Se você não amadurece espiritualmente, você se torna “morto” espiritualmente. Cessa o processo de crescimento. É o poder do Espírito Santo que o vivifica de novo à vida espiritual.

 

DEMONSTRANDO O PODER:

 

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1 Coríntios 2.4-5).

 

A demonstração de poder pelo Espírito Santo aumenta sua fé em Deus.

 

CAPACITANDO PARA DAR TESTEMUNHO:

 

O poder especial para dar testemunho é a verdadeira evidência que alguém tem sido batizado no Espírito Santo:

 

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

 

Os crentes espiritualmente maduros serão reprodutivas testemunhas do Evangelho.

 

BATIZANDO:

 

A Igreja experimenta o crescimento interno através do batismo do Espírito Santo:

 

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.4).

 

O batismo no Espírito Santo produz o desenvolvimento dos dons espirituais e frutifica nas vidas vida dos crentes.

 

DANDO OS DONS ESPIRITUAIS:

 

Os dons espirituais são importantes ao crescimento interno da Igreja porque eles “edificam” os crentes. “Edificar” significa “construir e promover o crescimento espiritual”. (Você aprenderá mais sobre os dons espirituais na próxima lição).

 

DESENVOLVENDO O FRUTO ESPIRITUAL:

 

O fruto espiritual é a natureza do Espírito revelada na vida do crente. Refere-se a qualidades espirituais que devem ser evidentes nas vidas de todos os crentes.

 

O fruto espiritual é evidência do crescimento espiritual. Como o fruto no mundo natural, é um produto que é o resultado do processo de vida. Assim como a fruta leva tempo para desenvolver no mundo natural, o fruto espiritual leva tempo para desenvolver. É o produto do crescimento interior na vida do crente.

 

Aqui está uma lista do fruto espiritual do Espírito Santo:

 

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5.22-23).

 

Deus quer que você cresça em:

 

Amor: afeto, cuidado e preocupação profunda por outrem.

 

Alegria: alegria, deleite e júbilo que não são dependentes das circunstâncias da vida.

 

Paz: quietude, calma, harmonia; ausência de disputa, ansiedade e preocupação.

 

Longanimidade: a habilidade de agüentar uma situação insuportável alegremente.

 

Benignidade: Uma maneira aprazível; não severo ou violento ou áspero; bondade, quietude, respeito pelos outros.

 

Bondade: atos de santidade e retidão.

 

Fé: uma atitude de confiança para com Deus.

 

Mansidão: Força controlada.

 

Domínio Próprio: Moderação nas emoções, pensamentos e ações; autodomínio.

 

AS CONDIÇÕES PARA O CRESCIMENTO

 

No mundo natural há certas condições requeridas para o crescimento e desenvolvimento do fruto. Estas condições naturais são paralelas de fatores espirituais necessários para o crescimento do fruto de maturidade espiritual. Aqui estão alguns destes paralelos:

 

VIDA:

 

O crescimento é impossível sem vida. O desenvolvimento do fruto começa com uma semente. Deve haver vida na semente, ou não crescerá. Na parábola do semeador, a “semente” é a Palavra de Deus. O crescimento vem pela semente da Palavra:

 

“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação” (1 Pedro 2.2).

 

Jesus era a manifestação visível da Palavra de deus, a Semente, e Nele a vida estava:

 

“A vida estava nele e a vida era a luz dos homens” (João 1.4).

 

“Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo” (João 5.26).

 

Jesus veio para plantar esta semente de vida em nós para habilitar nosso crescimento espiritual:

 

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).

 

O SOLO APROPRIADO:

 

A semente da Palavra de Deus deve ter um bom solo para desenvolver-se devidamente. Leia a parábola do semeador em Marcos 4. Somente a semente que caiu no bom solo é que trouxe o crescimento espiritual:

 

“Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um” (Marcos 4.20).

 

Você deve preparar o “solo” de seu coração e mente para receber a semente da Palavra de Deus.

 


ÁGUA:

 

A água é necessária para o crescimento no mundo natural. Deus prometeu:

 

“Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes” (Isaías 44.3).

 

Este derramar é uma unção do Espírito Santo do qual a água é um símbolo:

 

“Derramarei água sobre a tua semente...” (Isaías 44.3, Tradução do original).

 

“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7.38).

 

A água do Espírito Santo faz a semente da Palavra de Deus pegar raiz nos corações de homens e mulheres que estão espiritualmente mortos:

 

“Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova” (Jó 14.7-9).

 

LUZ:

 

É a resposta à luz que causa o crescimento no mundo natural. O crescimento espiritual ocorre em resposta à luz espiritual. Essa luz é Jesus:

 

“A vida estava nele e a vida era a luz dos homens” (João 1.4).

 

“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12).

 

AR:

 

O ar é retirado pela planta natural da atmosfera que a rodeia. O ar é necessário ao crescimento. Na Bíblia o Espírito Santo é comparado ao sopro ou vento:

 

“O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (João 3.8).

 

O Espírito Santo sopra a vida na semente da Palavra de Deus. O crescimento espiritual e o desenvolvimento do fruto é o resultado.

 

ESPAÇO:

 

“O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mateus 13.22).

 

A competição das coisas do mundo pode estrangular a semente da Palavra de Deus e pode impedir o crescimento espiritual.

 

REPOUSO:

 

Um período de repouso (chamado de “inatividade” ou “letargia”) ocupa uma estação específica de desenvolvimento das plantas no mundo natural. É um tempo de repouso da planta e é a estação que precede a primavera do crescimento rápido. Durante a inatividade, a planta parece que está morta. Porém não está morta. A semente de vida ainda está viva dentro dela.

 

Às vezes, um indivíduo ou uma igreja pode parecer como se não fosse espiritualmente crescente. Porém, se a semente da Palavra de Deus foi plantada apropriadamente, o crescimento interior ocorrerá a tempo (Salmos 1).

 

Assim como no mundo natural, a inatividade espiritual precede o período de crescimento rápido e desenvolvimento. Espere pacientemente pelo processo de crescimento interno para multiplicar o fruto espiritual:

 

“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas” (Tiago 5.7).

 

SISTEMA DE RAIZ:

 

As raízes são necessárias para fixar e suprir os nutrientes à planta. Salmos 1 diz como desenvolver o sistema de raiz em sua vida espiritual:

 

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Salmos 1.1-3).

 

MORTE:

 

“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto” (João 12.24).

 

“Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer” (1 Co 15.36).

 

A vida espiritual depende da morte às coisas do mundo. Requer a morte ao pecar, aos desejos mundanos e prazeres. A morte ao mundo resulta no desenvolvimento do fruto da semelhança de Cristo em sua vida.

 

ATADO À VIDEIRA:

 

Para dar fruto no mundo natural um ramo deve ser atado à planta principal. Se o ramo está separado da fonte principal de vida da videira ou do tronco, ela não dará fruto.

Jesus é a videira e nós somos os ramos. Para dar fruto espiritual nós devemos manter nossa relação com Ele:

 

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (João 15.1-5).

 

PODANDO:

 

Podar é necessário no mundo natural se uma planta deseja permanecer reprodutiva e dar fruto. Quando um agricultor faz a poda em uma planta ele corta os ramos improdutivos para fazer com que a planta produza mais fruto. Ele tira tudo o que impedirá o crescimento da plantará.

 

Podar também é necessário no mundo espiritual. A poda espiritual é a correção de Deus. A Bíblia também a chama de disciplina. Quando Deus “poda” Ele tira de sua vida tudo o que impedirá seu crescimento espiritual. Este processo é necessário se você deseja dar fruto espiritual:

 

“Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda” (João 15.2).

 

Às vezes você não sega os benefícios da poda porque você culpa a Satanás quando é Deus quem realmente está trazendo as circunstâncias para sua vida com o propósito de corrigi-lo (podá-lo). O propósito da correção de Deus se dá em Oséias 6.1:

 

“Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará” (Oséias 6.1).

 

O podar resulta em um retorno a Deus. Somente voltando a Ele é que você será espiritualmente reprodutivo e dará o fruto do Espírito Santo.

 

CLIMA:

 

O clima é importante ao desenvolvimento do fruto. No mundo natural se desenvolvem muitos tipos de fruto em ambientes que são especialmente controlados. Eles crescem em construções chamadas de “estufas” com temperaturas específicas. Eles são protegidos do ambiente real do mundo exterior.

 

Se você tira uma planta da “estufa” e a coloca fora dela, a planta logo morrerá porque só tem vivido em um ambiente controlado. Não pode resistir ao ambiente do mundo real. Espiritualmente falando, você não deve ser um cristão de “estufa” que parece bom nas situações sob controle, porém se desvia em contato com o mundo real.

 

 

 


TESTE O SEU CONHECIMENTO

 

1. Escreva o versículo-chave de memória.

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2. O que nós queremos dizer quando nós falamos do crescimento interno da igreja?

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3. O que é o crescimento espiritual?

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4. Cite sete evidências do crescimento espiritual.

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5. Esta lição discutiu muitas maneiras em que o Espírito Santo afeta o crescimento interno da igreja. Liste aquelas que você pode relembrar:

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6. Esta lição discutiu as condições para o crescimento espiritual semelhantes àquelas que são necessárias para o crescimento no mundo natural. Liste aquelas que você pode lembrar.

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(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

1. Quando uma planta está perto da morte no mundo natural, dever ser reavivada. Quando uma igreja está perto da morte espiritual, o reavivamento também é necessário. Reavivar é “recobrar a vida e florescer novamente”. Estude as seguintes referências:

 

n Um clamor por reavivamento: Salmos 85.6

n O plano de Deus para o reavivamento: 2 Crônicas 7.14

 

Estude os seguintes relatos de avivamentos no Antigo Testamento. Quais foram os fatores que trouxeram o reavivamento? Quais foram os resultados de cada reavivamento?

 

n O reavivamento no Sinai: Êxodo 32.1-35; 33.1-23.

n O reavivamento sob Samuel: 1 Samuel 7.1-17.

n O reavivamento no Monte Carmelo: 1 Reis 18.1-46.

n O reavivamento sob Asa: 2 Crônicas 15.

n O reavivamento sob Ezequias: 2 Crônicas 29.1-36; 30.1.27; 31.1-21.

n O reavivamento sob Josias: 2 Crônicas 34.1-33; 35.1-19.

n O reavivamento pós-cativeiro: Neemias 8.1-18.

 

 

2. No último capítulo você aprendeu que a Igreja é comparada a um edifício espiritual construindo sobre o fundamento de Jesus Cristo. O crescimento espiritual interno é o processo de construir sobre esse fundamento. Estude o seguinte esboço:

 

CRESCENDO POR CONSTRUIR

 

PRINCÍPIOS BÁSICOS:

 

A. O que você está construindo espiritualmente?

 

1. Você é um edifício:

 

“Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2.5).

 

2. Você está construindo uma estrutura eterna:

 

“Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (2 Coríntios 5.1).

 

3. A Igreja é um edifício:

 

“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito” (Efésios 2.20-22).

 

B. Há dois envolvidos no processo:

 

1. Deus:

 

“Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus” (Hebreus 3.4).

 

“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Salmos 127.1).

 

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18).

 

2. O homem: o homem, em união com Deus, deve construir:

 

“Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós” (1 Coríntios 3.9).

 

“Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo” (Judas 20).

 

“Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável” (Isaías 58.12).

 

ANTES DE COMEÇAR A CONSTRUIR:

 

Antes de começar a construir você deve:

 

1. Calcular o custo:

 

“Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar” (Lucas 14.28-30).

 

2. Seja determinado:

 

“Resolveu Salomão edificar a casa ao nome do SENHOR, como também casa para o seu reino” (2 Crônicas 2.1).

 

3. Tenha o motivo apropriado:

 

“Eis que estou para edificar a casa ao nome do SENHOR, meu Deus, e lha consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e lhe apresentar o pão contínuo da proposição e os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, nas Festas da Lua Nova e nas festividades do SENHOR, nosso Deus; o que é obrigação perpétua para Israel” (2 Crônicas 2.4).

 

4. Prepare-se:

 

“Enforcaram, pois, Hamã na forca que ele tinha preparado para Mordecai. Então, o furor do rei se aplacou” (Esdras 7.10).

 

“Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites” (Lucas 12.47).

 

COMO CONSTRUIR:

 

1. Construir Sobre o Fundamento Correto:

 

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína” (Mateus 7.24-27).

 

O fundamento correto é Jesus e Sua Palavra:

 

“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Efésios 2.20).

 

“Nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças” (Colossenses 2.7).

 

Tenha o cuidado de como você edifica sobre este fundamento:

 

“Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará” (1 Coríntios 3.10-13).

 

2. Construa segundo o Plano:

 

Em cada projeto bíblico de construção, havia um plano dado por Deus. Veja Gênesis 6, Êxodo 25, 1 Crônicas 22. As pessoas obedeceram ao plano de Deus:

 

“Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gênesis 6.22).

 

O plano era diferente, porém o mesmo era verdade de Moisés, Davi, Salomão, Esdras e Neemias... cada um fez como o Senhor ordenou.

 

“Tudo isto, disse Davi, me foi dado por escrito por mandado do SENHOR, a saber, todas as obras desta planta” (1 Crônicas 28.19).

 

Se você não segue o plano de Deus por construir sua vida na Palavra de Deus, você não terá êxito:

 

“E, visto que não atentam para os feitos do SENHOR, nem para o que as suas mãos fazem, ele os derribará e não os reedificará” (Salmos 28.5).

 

3. Construa segundo sua habilidade:

 

Nos projetos de construção nos tempos do Antigo Testamento, as pessoas contribuíram segundo as suas habilidades:

 

“Segundo os seus recursos, deram para o tesouro da obra, em ouro, sessenta e um mil daricos, e, em prata, cinco mil arráteis, e cem vestes sacerdotais” (Esdras 2.69).

 

4. Construa de boa vontade:

 

Esteja desejoso para crescer espiritualmente:

 

“Alguns dos cabeças de famílias, vindo à Casa do SENHOR, a qual está em Jerusalém, deram voluntárias ofertas para a Casa de Deus, para a restaurarem no seu lugar” (Esdras 6.68).

 

5. Construa na força do Senhor:

 

“E que estendeu para mim a sua misericórdia perante o rei, os seus conselheiros e todos os seus príncipes poderosos. Assim, me animei, segundo a boa mão do SENHOR, meu Deus, sobre mim, e ajuntei de Israel alguns chefes para subirem comigo” (Esdras 7.28).

 

6. Construa em Unidade:

 

“Assim, edificamos o muro, e todo o muro se fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar” (Neemias 4.6).

 

7. Construa sabiamente:

 

“Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma” (Provérbios 24.3).

 

“A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba” (Provérbios 14.1).

 

“A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas” (Provérbios 9.1).

 

Deus o capacitará com sabedoria:

 

“E o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício... Eis que lhe dei por companheiro Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã; e dei habilidade a todos os homens hábeis, para que me façam tudo o que tenho ordenado” (Êxodo 31.3, 6).

 

“Disse mais Hirão: Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, que fez os céus e a terra; que deu ao rei Davi um filho sábio, dotado de discrição e entendimento, que edifique casa ao SENHOR e para o seu próprio reino” (2 Crônicas 2.12).

A fonte de sabedoria é Deus:

 

“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tiago 1.5).

 


Capítulo Sete

 

O CRESCIMENTO POR EXPANSÃO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o versículo-chave de memória.

n Explicar o que significa o crescimento por expansão.

n Resumir o crescimento por expansão da primeira igreja em Jerusalém.

n Resumir os métodos de expansão da igreja do Novo Testamento.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (Atos 6.7).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

No corpo natural, as várias partes são coordenadas pela cabeça. Todas as ações corporais são o resultado de direções dadas pela cabeça. Jesus é a Cabeça que dá a direção de Seu Corpo espiritual, a Igreja. Jesus disse, “Eu edificarei minha igreja” (Mateus 16.18). Na Bíblia, se revelam Seus métodos para alcançar este objetivo.

 

Os métodos para multiplicar a Igreja devem ser baseados no que é ensinado e é demonstrado na Palavra de Deus. Como membros do Corpo de Cristo, nós somos chamados para atuar segundo estas direções da Cabeça, nosso Senhor Jesus Cristo. Este capítulo é o primeiro de três que trata com o crescimento em números da Igreja. Esta lição focaliza-se no crescimento por expansão.

 

O CRESCIMENTO POR EXPANSÃO

 

O crescimento por expansão ocorre quando os crentes ganham novos convertidos para Cristo e os integram na comunhão de sua própria igreja local. Isto produz o crescimento numérico da igreja local. Crescimento por expansão deve ser dirigido para aumentar o Reino de Deus.

 

Se a “Segunda Igreja” adiciona 100 membros que eram da “Primeira Igreja” através do translado de membros, o crescimento do Reino não ocorreu. Tem havido um aumento no número de membros na Segunda Igreja, porém nenhuma expansão do Reino de Deus. O crescimento do reino só ocorre conforme novos convertidos são conquistados para Jesus e discipulados para tornarem-se membros responsáveis do Corpo de Cristo.

 


O REGISTRO DO NOVO TESTAMENTO

 

O livro de Atos registra o crescimento por expansão da primeira igreja em Jerusalém. Aqui está um resumo desse registro:

 

OS PRIMEIROS MODELOS DE CRESCIMENTO:

 

“Naqueles dias, levantou-se Pedro no meio dos irmãos (ora, compunha-se a assembléia de umas cento e vinte pessoas)...” (Atos 1.15).

 

A Igreja começou em um cenáculo com um pequeno grupo de 120 discípulos. No dia de Pentecostes 3.000 foram agregados à igreja de Jerusalém:

 

“Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (Atos 2.41).

 

Depois do pentecostes, o crescimento de expansão ocorreu em uma base diária:

 

“Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (Atos 2.47).

 

O número de homens na igreja de Jerusalém cresceu a 5.000. Esta conta não incluiu as mulheres e crianças que eram parte da igreja:

 

“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil” (Atos 4.4).

 

Depois, foram adicionadas multidões à igreja:

 

“E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (Atos 5.14).

 

Inclusive as pessoas que opuseram à igreja estavam assombradas com sua expansão:

 

“Quando o capitão do templo e os principais sacerdotes ouviram estas informações, ficaram perplexos a respeito deles e do que viria a ser isto” (Atos 5.24).

 

A palavra “acrescentava” foi usada primeiramente para descrever a expansão da igreja. Logo o crescimento foi tão rápido que a palavra “multiplicava” foi usada:

 

“Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (Atos 6.7).

 

Deste ponto em diante, o livro de Atos enfatiza a multiplicação de igrejas assim como de membros da igreja local de Jerusalém. Foram plantadas novas igrejas em cada centro pagão do mundo então conhecido em menos de 40 anos. Por exemplo, em Samaria...

 

“Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres” (Atos 8.12).

 

As igrejas na Judéia, Galiléia, Samaria, Lida, Sarom, e Jope, todas elas experimentaram o crescimento por expansão:

 

“A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número” (Atos 9.31).

 

“Viram-no todos os habitantes de Lida e Sarom, os quais se converteram ao Senhor... Isto se tornou conhecido por toda Jope, e muitos creram no Senhor” (Atos 9.35, 42).

 

Foram adicionadas “muitas pessoas” à igreja através do ministério de apenas um convertido judeu:

 

“Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor” (Atos 11.24).

 

Três versículos registram os grandes números adicionados à igreja em Antioquia:

 

“A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor... Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor... Tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11.21, 24, 26).

 

Enquanto a Palavra do Senhor continuava crescendo e se multiplicando, foram agregados novos crentes à igreja:

 

“Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava” (Atos 12.24).

 

A MULTIPLICAÇÃO CONTINUA:

 

As seguintes passagens resumem o crescimento da igreja fora da Palestina:

 

“E divulgava-se a palavra do Senhor por toda aquela região. Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território” (Atos 13.49-50).

 

“Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (Atos 19.20).

 

O CRESCIMENTO EM ICÔNIO:

 

“Em Icônio, Paulo e Barnabé entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos” (Atos 14.1).

O CRESCIMENTO EM DERBE:

 

Em Derbe, os discípulos foram confirmados, exortados e organizados por Paulo (veja Atos 14.20-21).

 

O CRESCIMENTO NA GALÁCIA:

 

“Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (Atos 16.5).

 

O CRESCIMENTO EM FILIPOS:

 

“Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (Atos 14.14, Este foi o princípio da igreja em Filipos).

 

O CRESCIMENTO EM TESSALÔNICA:

 

“Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres” (Atos 17.4).

 

O CRESCIMENTO EM BERÉIA:

 

“Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição e não poucos homens” (Atos 17.12).

 

O CRESCIMENTO EM CORINTO:

 

O Senhor disse “tenho muito povo nesta cidade” (veja Atos 18.8-11). O livro de Atos termina com o apóstolo Paulo ainda expandindo a igreja, embora ele fosse prisioneiro em Roma:

 

“Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (Atos 28.30-31).

 

Paulo informa que muitos milhares de judeus se converteram a Cristo e passaram a fazer parte das igrejas locais:

 

“Ouvindo-o, deram eles glória a Deus e lhe disseram: Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei” (Atos 21.20).

 

COMO A IGREJA SE EXPANDIU

 

Estes foram os métodos pelos quais a igreja primitiva se expandiu:

 


VISÃO ESPIRITUAL:

 

“Não havendo visão, o povo se corrompe” (Provérbios 29.18, tradução do original).

 

Sem visão espiritual as pessoas morrem espiritualmente. A Igreja Primitiva tinha uma visão espiritual. Era uma visão que Jesus havia dado aos Seus discípulos quando Ele lhes disse...

 

“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (João 4.35).

 

A visão espiritual une as pessoas no propósito. A visão leva ao desenvolvimento de uma estratégia. Essa estratégia inclui entender o propósito, os objetivos para alcançar esse propósito, e métodos de avaliação para assegurar-se que o propósito está cumprindo-se.

 

A visão leva à compaixão. Quando Jesus viu as multidões Ele teve compaixão. Era uma carga baseada no conhecimento de sua necessidade. A visão é basicamente o desenvolvimento de uma visão bíblica do mundo, olhando o mundo como Deus o vê e respondendo com base nesta visão.

 

A Igreja Primitiva pegou a visão de expandir-se de Jerusalém à Judéia, a Samaria e até os confins da terra. Foi uma visão ensinada pelo Seu líder (Atos 1.8). Quando as pessoas têm uma visão espiritual, a esperança substitui o tédio e a cooperação substitui a competição.

 

ÁREAS E ÉPOCAS RECEPTIVAS:

 

Jesus que algumas seriam mais receptivas do que outras:

 

“A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel... Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés” (Mateus 10.5-6, 14).

 

Algumas áreas e grupos estão mais receptivos ao Evangelho em certas épocas do que em outras. A Igreja Primitiva trabalhou nos campos de colheita espirituais que eram receptivos. Quando Paulo foi rejeitado na sinagoga, ele ensinou em outra parte (Atos 9.20-31). Quando ele quis ir à Ásia pela primeira vez, o Espírito Santo o deteve (Atos 16.6). Ele foi depois em um momento mais receptivo.

 

A expansão ocorre mais rapidamente quando você concentra os esforços nos campos de colheita maduros. Isto não significa que você ignora os campos frios. Você continua plantando a Palavra, espera, e ora para Deus torná-los receptivo ao Evangelho.

 

METODOLOGIA DE “IR” AO INVÉS DE “VENHA”:

 

A Igreja Primitiva usou o método de “ir” ao invés do método de “venha” que Israel usava no Antigo Testamento. Nos tempos do Antigo Testamento as nações deveriam vir a Israel para receber a revelação de Deus. Porém no Novo Testamento a ordem era “ide por todo o mundo”. Os crentes do Novo Testamento seguiram esta estratégia. Eles não se sentaram esperando para o mundo vir a eles.

 

CADA CRENTE REPRODUZINDO-SE:

 

Cada membro da igreja primitiva multiplicou-se para reproduzir novos discípulos:

 

“Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8.4).

 

O gráfico no último capítulo mostrou que rapidamente os crentes se multiplicam quando cada um ensina um que pode também ensinar outros.

 

As igrejas necessitam enviar homens e mulheres à arena da vida cotidiana... as pessoas que vivem sua fé ao invés de apenas falar sobre ela, pessoas cujas vidas têm sido transformadas pelo poder do Evangelho. Um soldado não ganha uma guerra permanecendo nos quartéis. Um semeador não permanece longe do campo, e um pescador não se assenta ociosamente na margem.

 

REDES SOCIAIS:

 

Nos tempos do Novo Testamento o Evangelho se espalhou rapidamente através das redes sociais existentes de famílias e amigos. Por exemplo, Jesus chamou a André para segui-lo. André começou compartilhando o Evangelho imediatamente. Ele começou alcançando a sua família. Ele levou Pedro a Cristo.

 

Estude as seguintes passagens que ilustram como o Evangelho se espalhou dentro das redes sociais existentes:

 

n Zaqueu e sua família: Lucas 19.

n A família do oficial de Cafarnaúm: João 4.53.

n Os parentes e amigos de Cornélio: Atos 10.24, 44.

n Duas casas em Filipos: Atos 16.15 e 27-34.

n A família de um líder da sinagoga: Atos 18.8.

n Estéfanas e sua casa: 1 Coríntios 1.16.

n As casas de Aristóbulo e Narciso: Romanos 16.10-11.

n Onésimo e família: 2 Timóteo 1.16.

n Filemom e família: Filemom 1.16.

 

OS MÉTODOS DE JESUS:

 

Por todo o livro de Atos, a Igreja Primitiva usou os métodos ensinados e demonstrados por Jesus. Eles pregaram o Evangelho, ensinaram a Palavra, batizaram os novos crentes, e treinaram os novos discípulos (Mateus 28.19-20).

 

A oração e o estudo da Palavra foram importantes na expansão da igreja (Atos 6.4). A combinação da Palavra de Deus com a demonstração de poder também expandiu a igreja. Enquanto as pessoas curadas, milagres eram realizados, e os demônios expulsos, as multidões eram conduzidas ao Senhor.

 

(A demonstração de poder é tão importante que o Instituto Internacional Tempo de Colheita tem um curso inteiro consagrado a este assunto intitulado “Princípios de Poder”).

GRUPOS DO NOVO TESTAMENTO:

 

Os grupos eram importantes na expansão do Novo Testamento. Em Atos 6.1-7 quando um problema se levantou, um grupo especial foi organizado como uma solução. Paulo ensinou um grupo especial de discípulos em uma escola de extensão (Atos 19.9). Em uma ocasião, Paulo ensinou a grupos separados de judeus e gentios (Atos 13.42). Os pequenos grupos se reuniam nas casas (Atos 12).

 

Muitas igrejas têm organizado seu número inteiro de membros em pequenos grupos para alcançar propósitos que não podem ser alcançados nas reuniões maiores da igreja inteira. Os pequenos grupos são mais íntimos, móveis e flexíveis para ministrar as necessidades pessoais. Este diagrama mostra como uma igreja pode organizar tais grupos:

 

 

1. O pastor (número 1) treina os líderes-chave para estarem na responsabilidade dos pequenos grupos (indicados pelos números 2). Ele os instrui no propósito espiritual e atividades do grupo que deve incluir a comunhão, estudo da Palavra de Deus, o compartilhar de experiências pessoais, a oração, cuidado com as necessidades materiais práticas e evangelização. O número de líderes do grupo varia de igreja para igreja dependendo de quantos grupos se formam.

 

2. Cada líder de grupo (indicados pelos números 2) formam e lideram um pequeno grupo (indicado pelos números 3).

 

CADA CASA UM CENTRO DE EVANGELIZAÇÃO:

 

O plano de Deus, desde o princípio, era para a casa ser um centro de treinamento cristão:

 

“Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Deuteronômio 6.6-9).

 

Cada casa como um centro de evangelização era parte do método de expansão na Igreja Primitiva como ilustrado nas seguintes referências:

 

n Atos 2: O Espírito Santo foi dado durante uma oração que acontecia no cenáculo de uma casa (o primeiro andar).

n Atos 5.42: os crentes adoraram a Deus no templo e nas casas, e foram de casa em casa visitando, pregando a Palavra, mantendo a comunhão e adoração a Deus.

n Atos 8.3: quando Saulo tentou derrotar a Igreja, ele não concentrou seus esforços somente no templo de oração. Ele foi de casa em casa tentando abortar a expansão do evangelho. Cada casa era um centro de evangelização.

n Atos 9.11, 17: Paulo foi discipulado por Ananias em uma casa.

n Atos 10: A primeira visão de expansão transcultural do evangelho se deu em uma casa enquanto Pedro orava.

n Atos 10: A primeira mensagem aos gentios foi pregada em uma casa.

n Atos 12: Uma reunião de oração em uma casa resultou na liderança de Pedro da prisão.

n Atos 20.20; 28.30-31: Paulo ensinou publicamente e também de casa em cada durante seu ministério.

n Atos 20.7-12: Paulo estava falando em uma casa quando Éutico caiu da janela.

n Atos 21.8-14: A revelação profética ocorria nas casas.

n Registram-se igrejas na casa em 1 Coríntios 16.19; Romanos 16.3-5; Colossenses 4.15 e Filemom 1.2.

 

O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO:

 

O Espírito Santo é o poder que convence homens e mulheres do pecado e os persuade a aceitar a mensagem do Evangelho. Isto produz novos convertidos e leva à expansão da igreja.

 

“Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais;  do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” (João 16.8-11).

 

OS DONS ESPIRITUAIS:

 

O crescimento humano exige o desenvolvimento de uma estrutura de esqueleto para apoiar a multiplicação de células. Para o corpo de cristo crescer, a estrutura é igualmente importante. Jesus disse que a colheita está madura, porém os obreiros são poucos. Se obreiros são poucos, então eles devem se organizar para fazer a ceifa eficazmente.

 

Para este propósito o Espírito Santo dá dons espirituais e vários ofícios na Igreja. Estes dons e ofícios são para o propósito da obra do ministério. Os dons espirituais são habilidades sobrenaturais dadas pelo Espírito Santo para habilitar a obra do ministério. Você pode ler sobre os diferentes dons espirituais nas seguintes passagens:

 

n Romanos 12:1-8

n 1 Coríntios 12:1-31

n Efésios 4:1-16

n 1 Pedro 4:7-11

 

Deus tem um lugar especial na igreja para cada crentes:

 

“Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve” (1 Coríntios 12.18).

 

Cada membro tem um lugar que Deus tem escolhido para ele. Ele está capacitado para cumprir seu propósito especial na igreja através dos dons do Espírito Santo.

 

Quando cada crente está preenchendo o lugar que Deus tem escolhido para ele e usando seu dom espiritual, a Igreja opera adequadamente. Deus o compara ao funcionamento do corpo humano no qual cada membro conhece e realiza a sua função (1 Coríntios 12.1-31).

 

Cada pessoa é importante na obra do ministério, assim como cada parte do corpo natural é importante:

“Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (1 Coríntios 12.21-22).

 

O curso do Instituto Internacional Tempo de Colheita intitulado “O Ministério do Espírito Santo” proporciona um estudo detalhado sobre cada dom espiritual. Por esta razão, somente um resumo breve é dado aqui:

 

Os Dons Especiais De Liderança:

 

Há posições especiais de liderança às quais Deus chama e ordena a alguns na Igreja:

 

“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” (EFésios 4.11).

 

Os líderes especiais dados por Deus incluem os seguintes:

 

Apóstolos:

 

Um apóstolo é alguém que tem uma habilidade especial para desenvolver novas igrejas em lugares e culturas diferentes e supervisionar várias igrejas. Apóstolo significa “delegado, um enviado com pleno poder e autoridade para atuar por outro”. O apóstolo tem uma autoridade ou habilidade especial para estender o evangelho por todo o mundo desenvolvendo grupos organizados de crentes. As expressões modernas usadas pela igreja para apóstolos são “missionários” e “plantadores de igrejas”.

 

Profetas:

 

Há dois dons proféticos. Um é o dom especial de ser um profeta. O outro é o dom de falar em profecia. Em geral, a profecia se refere a “falar sob a inspiração especial de Deus”. É a habilidade especial para receber e comunicar uma mensagem imediata de Deus a Seu povo através de um pronunciamento divinamente ungido.

 

Evangelistas:

 

Um evangelista tem uma habilidade especial de compartilhar o evangelho de tal modo que os homens e mulheres não crentes respondem e se tornam membros responsáveis do corpo de Cristo. O significo da palavra evangelista é “alguém que traz boas notícias”.

 

Pastores:

 

Pastores são líderes que assumem a responsabilidade pessoal pelo bem estar espiritual de um grupo de crentes.

 

Mestres:

 

Mestres são crentes que têm a habilidade especial de comunicar a Palavra de Deus eficazmente de tal maneira que outros aprendem e aplicam o que é ensinado.

 

Os cinco dons especiais de liderança funcionam juntos para estender a Igreja. O apóstolo estende a mensagem do evangelho às várias regiões e aumenta os grupos organizados de crentes. Deus dá sinais e maravilhas para ajudar nesta extensão do evangelho. O apóstolo proporciona uma liderança especial às igrejas que ele planta.

O profeta também proporciona direção na igreja. Uma de suas funções é dar mensagens de Deus através da inspiração do Espírito Santo. Evangelistas comunicam o evangelho de tal maneira que as pessoas respondem a ele e se tornam crentes.

 

Eles podem ministrar individualmente a grandes grupos, porém seu ministério sempre produz novos crentes. Estes crentes se colocam então sob o cuidado de apóstolos, profetas, pastores e mestres da igreja que guiam seu desenvolvimento espiritual. (O exemplo de Felipe em atos 8 ilustra isto. Ele levou os samaritanos a Cristo, então os dirigiu aos apóstolos para ensino adicional).

 

Pastores exercem o cuidado em longo prazo para aqueles que têm crido através da mensagem de apóstolos e evangelistas. Seu ministério é uma figura do cuidado amoroso de um pastor por sua ovelha. Mestres proporcionam instrução que vai mais além do que é dado pelo evangelista. Eles ensinam os crentes a serem espiritualmente maduros. Eles treinam as pessoas fiéis que são capazes de ensinar a outros. A responsabilidade principal daqueles com os dons especiais de ensino é ajudar aos outros crentes a descobrir e usar seus dons espirituais (Efésios 4.11-16). A obra do ministério requer a participação ativa de todos os membros. Quando esta estrutura de ministério do Corpo não está funcionando apropriadamente, os membros inativos são facilmente alcançados pelas doutrinas falsas (Efésios 4.14).

 

Aqui está um resumo breve de outros dons espirituais que são dados aos crentes:

 

Os dons de fala:

 

Estes dons são chamados de “dons de fala” porque todos eles envolvem o falar publicamente.

 

Profecia: Quem tem o dom de profecia fala pela inspiração de Deus para comunicar uma mensagem imediata ao Seu povo.

 

Ensino: Mestres têm a habilidade de comunicar a Palavra de Deus eficazmente de tal maneira que outros aprendem o que é ensinado.

 

Exortação: A habilidade de aproximar-se d indivíduos em tempos de necessidade, aconselhando-os corretamente com a Palavra de Deus.

 

Palavra de sabedoria: A habilidade de receber a visão acerca de como aplicar o conhecimento às necessidades específicas.

 

Palavra de conhecimento: A habilidade de entender coisas que outros não sabem e não podem entender e compartilhar este conhecimento com eles.

 

Os dons de servir:

 

Estes dons servem a Igreja proporcionando estrutura, organização e apoio nas áreas espirituais e práticas.

 

Serviço: A habilidade de realizar tarefas práticas relacionadas à obra do Senhor, livrando os outros dos rotineiros, porém, necessários deveres.

 

Ajuda: A habilidade de ajudar os outros na obra do Senhor permitindo-lhes aumentar a efetividade de seus próprios dons espirituais.

Presidir ou Liderar: A habilidade de fixar metas de acordo com o propósito de Deus e comunicar estas metas aos outros. Uma pessoa com este dom motiva e leva os outros a alcançar as metas para a glória de Deus.

 

Administração: Este dom é chamado de “governos” em outras traduções da Bíblia. Uma pessoa com este dom tem a habilidade de dar direção, organizar e tomar decisões em nome de outros.

 

Contribuição: A habilidade especial de dar gêneros materiais e recursos financeiros, tempo, força e talentos à obra do Senhor.

 

Misericórdia: Compaixão especial e uma habilidade de ajudar aqueles em sofrimento.

 

Discernimento de espíritos: A habilidade de avaliar as pessoas, doutrinas e situações e determinar se eles são de Deus ou de Satanás.

 

: Uma pessoa que tem o dom da fé tem uma habilidade especial de crer com confiança e certeza extraordinária em Deus em meio das circunstâncias difíceis.

 

Hospitalidade: A habilidade de proporcionar comida e alojamento, e ministrar a outras necessidades materiais daqueles em necessidade.

 

Dons de sinais:

 

Estes são sinais sobrenaturais do poder de Deus que opera através dos crentes para confirmar Sua Palavra.

 

Línguas: A habilidade de receber e comunicar uma mensagem de Deus a Seu povo através de um idioma que alguém nunca aprendeu.

 

Interpretação: A habilidade de fazer conhecido em um idioma conhecido a mensagem de alguém que fala em línguas.

 

Milagres: Através de uma pessoa com o dom de milagres Deus realiza atos poderosos que estão além da possibilidade de ocorrer naturalmente.

 

Curas: Uma pessoa com este dom tem a habilidade de permitir o poder de Deus fluir através dele para restaurar a saúde de outro a parte do uso de métodos naturais.

 

ORGANIZAÇÃO BÍBLICA:

 

Os crentes com os dons especiais não são os únicos líderes na igreja mencionados na Bíblia. Os ofícios de diáconos e presbíteros também são mencionados no Novo Testamento. Estes também são instrumentos no crescimento da igreja.

 

Estas posições de liderança não são iguais ao dom de liderança (presidir) que você estudou. Eles são ofícios especiais estabelecidos na igreja para ajudar em seu crescimento de expansão. Você deve ler Atos 6.1-7 como a primeira organização na igreja primitiva resultou em crescimento.

 

O registro da igreja primitiva foi preservado por Deus como um exemplo para nós seguirmos na estrutura. Estes ofícios também devem funcionar na igreja hoje.

 

O propósito destes ofícios é ajudar aqueles que têm os dons especiais de liderança, quer dizer, os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

 

Use a seguinte seção para estudar estas posições de liderança:

 

Os ofícios da Igreja

 

Título

Referências

Deveres

Bispo ou presbítero ou pastor.

Atos 20.17, 28-32; 14.23; 15; 16.4; 11.30; 1 Timóteo 3.1-7; 5.17; Filipenses 1.1; Tito 1.5-9; Tiago 5.14; 1 Pedro 5.1-3.

Estes versículos parecem indicar que ele deve ter um cuidado em longo prazo sobre um grupo local de crentes.  Também proporcionam a direção nas decisões da igreja, ministram às necessidades dos crentes e ajudam no desenvolvimento e cuidado dos grupos locais de cristãos.

Diácono, Diaconisa.

1 Timóteo 3.8-13; Filipenses 1.1; Atos 6.1-7; Romanos 16.1-2.

Estes versículos indicam que os diáconos têm um ministério de serviço e ajuda. A Bíblia não usa o termo “diaconisa”, mas alguns estudiosos têm usado esta designação para as esposas dos diáconos ou outras mulheres que ministram em serviços gerais e ajuda.

 

Nota: O vocábulo “ancião” (presbítero) foi usado primeiramente em Êxodo 3.16 referindo-se aos líderes de Israel. Há muitas referências aos anciãos de Israel através de toda a Bíblia. Estes anciãos são diferentes da posição de liderança conhecida como ancião ou presbítero na Igreja. Todos os versículos que nós temos listado aqui se referem aos anciãos ou presbíteros na igreja ao invés dos anciãos de Israel.

 

Os presbíteros funcionam na direção junto com os dons especiais de liderança que Deus tem colocado na igreja. Os presbíteros não devem liderar a igreja independentemente dos líderes especiais de Deus, ou seja, os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Deus tem colocado os líderes especiais na igreja. Estes escolhem os presbíteros.

 

Todos os líderes na igreja devem ser crentes renascidos, é claro. Porém, a Bíblia também dá qualificações específicas que devem ser encontradas naqueles que estão preenchendo estes ofícios da igreja:

 

Qualificações Para Presbíteros Ou anciãos:

 

Irrepreensível: deve ter uma boa reputação e não deve estar em desobediência a Palavra de Deus: 1 Timóteo 3.2; Tito 1.6, 7.

 

Marido de uma só esposa: se for casado, deve ter apenas uma companheira: 1 Timóteo 3.2; Tito 1.6.

 

Temperante ou Moderado: Moderado em todas as coisas: Tito 1.8; 1 Timóteo 3.2.

 

Sóbrio ou autocontrolado: Demonstra controle em todas as áreas da vida e conduta: Tito 1.8.

 

Modesto: Prudente, sensato, sábio e prático: 1 Tm 3.2; Tito 1.8.

 

Hospitaleiro: a casa está aberta aos outros: 1 Timóteo 3.2; Tito 1.8.

 

Capaz de ensinar: tem habilidade para comunicar a Palavra de Deus aos outros: 1 Timóteo 3.2; Tito 1.9.

 

Não dado ao vinho: 1 Timóteo 3.3; Tito 1.7.

 

Não violento: o contrário de ser irascível: 1 Timóteo 3.3.

 

Não arrogante: Não egoísta e sempre querendo as coisas à sua própria maneira: Tito 1.7.

 

Não um novo convertido: deve ter maturidade e deve ser experimentado como um crente: 1 Timóteo 3.6.

 

Amigo do bem: Apoiando tudo o que vale a pena para Deus e Seus propósitos: Tito 1.8.

 

Justo: justo em seu trato com as pessoas: Tito 1.8.

 

Apegado à Palavra: Tito 1.9.

 

Piedoso: Tito 1.8.

 

Não cobiçoso de sórdida ganância: Não conhecido pela cobiça ao lucro financeiro; livre do amor ao dinheiro: Tito 1.7; 1 Timóteo 3.3.

 

Governa bem a sua própria casa: deve mostrar a habilidade de liderança em sua própria família: 1 Timóteo 3.4-5.

 

Ter filhos crentes: devem ter filhos que tem respondido ao Senhor e não são rebeldes: Tito 1.6.

 

Ter boa reputação para com os de fora: deve ter um testemunho bom entre os não-crentes: 1 Timóteo 3.7.

 

Qualificações para os diáconos:

 

Respeitáveis: devem respeitar-se e demonstrar uma mente séria e caráter: 1 Timóteo 3.8.

 

De uma só palavra: Não dá relatórios contraditórios: 1 Timóteo 3.8.

 

Não dado a muito vinho: 1 Timóteo 3.8.

 

Não amante de ganhos desonestos: 1 Timóteo 3.8.

 

Estabelecido em seu compromisso com a fé: 1 Tm 3.9.

 

Provado: Uma pessoa que tem experimentado as provas espirituais e tentações e tem provado ser fiel: 1 Timóteo 3.10.

 

Irrepreensível: Ausência de qualquer responsabilidade de violação na conduta: 1 Timóteo 3.10.

 

Marido de uma só esposa: se for casado, deve ter uma só companheira: 1 Timóteo 3.12.

 

Que governe bem a seus filhos e a sua própria casa: deve demonstrar liderança na vida familiar: 1 Timóteo 3.12.

 

Experimentados: Não um novo convertido, porém experimentado como um crente: 1 Timóteo 3.10.

 

Qualificações Para Diaconisas:

 

Mulher: 1 Timóteo 3.11.

 

Digna: Respeitosa; pessoa de mente e caráter sério: 1 Timóteo 3.11.

 

Não caluniadora: não fala sobre outros de uma maneira caluniadora: 1 Timóteo 3.11.

 

Moderada: moderada em todas as coisas: 1 Timóteo 3.11.

 

Fiel em todas as coisas: Fidedigna e confiável em cada área da vida: 1 Timóteo 3.11.

 

Auxiliadora de muitos: deve servir aos outros e ajudar a satisfazer suas necessidades: Romanos 16.2.

 

O diagrama na próxima página resume a organização da Igreja.


 

Dons especiais de liderança

Apóstolos

Profetas

Evangelistas

Pastores

Mestres

(Efésios 4.11-12)

 

 

 

(ajudados pelos ofícios especiais de presbíteros, diáconos
e cada membro no lugar estabelecido por Deus).

 

 

 

O Fundamento colocado pelos apóstolos e profetas

(Efésios 2.20)

 

 

CONSTRUÍDA SOBRE A ROCHA JESUS CRISTO

Mateus 16.18; 1 Coríntios 3.11; Efésios 2.20.

 

 

 

 

TESTE O SEU CONHECIMENTO

 

1. Escreva o versículo-chave de memória.

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

 

2. O que acontece quando uma Igreja experimenta o crescimento por expansão?

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

 

3. Resuma o crescimento por expansão da primeira Igreja em Jerusalém.

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

 

4. Abaixo está uma lista dos métodos de expansão da igreja do Novo Testamento. Em uma folha de papel separada resuma como cada um foi usado pela primeira igreja em Jerusalém.

 

n Visão espiritual.

n As áreas e tempos receptivos.

n O método de “ir” ao invés de “venha”.

n Cada crente reproduzindo-se.

n As redes sociais.

n Os métodos de Jesus.

n Os grupos.

n De casa em casa.

n O ministério do Espírito Santo.

n Os dons espirituais e os ofícios.

 

(As respostas se encontram ao final do último capítulo deste manual).

 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL

 

1. O estudo seguinte ilustra os resultados de crentes individuais que dão testemunho de Jesus em suas próprias redes sociais de amigos e parentes. Um estudo de 4,000 novos convertidos de várias igrejas foi elaborado para determinar como eles vieram a visitar a igreja pela primeira vez. Aqui estão os resultados:

 

6 a 8 % - simplesmente foram à igreja

2 a 3 % - foram à igreja através de um programa da igreja

8 a 12 % - foram através do convite do pastor

3 a 4 % - foram devido a uma necessidade especial em suas vidas

1 a 2 % - foram como resultado de uma visita dos membros da igreja

3 a 4 % - foram por uma classe de escola dominical

70 a 80 % - foram convidados pelos amigos e parentes

 

Você poderia querer estudar os novos convertidos de sua própria igreja para determinar por que as pessoas visitaram a igreja pela primeira vez. A informação que você obter do estudo proporcionará informações valiosas para oração e progresso. Faça com que cada pessoa complete o seguinte formulário:

 

Nome: ______________________ Endereço: ________________________________

 

Por favor, marque todos os fatores na lista que segue que o levaram à sua primeira visita a esta igreja:

 

_____ Um amigo a recomendou.

_____ Eu vim sozinho.

_____ Eu vi um anúncio (cartaz, jornal, rádio, televisão).

_____ Por causa do ministério no rádio ou televisão.

_____ O pastor anterior a recomendou.

_____ Eu recebi uma carta, folheto, ou outro material impresso da igreja.

_____ Por causa de uma visita pessoal pelo pastor.

_____ Por causa de uma visita pessoa por um membro da igreja.

_____ Por causa de um reavivamento ou cruzada.

_____ Porque é a denominação de minha preferência.

_____ Porque eu (ou minha família) recebi ajuda espiritual através da igreja.

_____ Ela fica perto de minha casa.

_____ Ela é uma igreja amistosa, afetuosa.

 

2. Ir de casa em casa era um método usado na Igreja Primitiva. Aqui estão algumas sugestões para visitar as casas daqueles na comunidade onde sua Igreja se localiza:

 

n Se vista apropriadamente para a visita, de uma maneira aceitável em sua cultura. Você está ali em nome de Deus.

n Ore antes da visita.

n Centralize sua visita nas necessidades das pessoas. Elas necessitam de salvação? Elas precisam de conselho para outras necessidades espirituais? Elas estão necessitando de cura física ou ajuda material?

n Não permaneça muito tempo. Os encontros de Cristo eram breves, porém determinados.

n Planeje para fazer outras visitas: qual é o seu ponto de reingresso a casa? Em outros termos, o que você disse que lhe dá abertura para fazer outra visita? (Por exemplo, inspecionar a condição de uma pessoa que está enferma).

n Algo surgiu que deve ser dito ao pastor para seu cuidado e atenção pessoal?

 

3. Em toda a expansão da igreja há três fatores importantes: O Espírito de Deus, a Palavra de Deus, e o homem de Deus.

 

Reveja o livro de Atos outra vez usando este esboço:

 

O Espírito de Deus é enfatizado: Atos 1 a 11.

 

São registrados cindo narrações do batismo no Espírito Santo nos capítulos 2, 8, 9, 10 e

19.

 

A Palavra de Deus é enfatizada: Atos 12 a 20.

 

Seus títulos são variados. Ela é chamada de a Palavra (16,6); a Palavra de Deus (17.13); a Palavra do Senhor (15.35); o Evangelho (15.7); a Palavra desta salvação (13.26); a Palavra de Sua graça (14.3; 20.32); Palavras desta vida (5.20). Seu resultado é que a Palavra aumentou (6.7); cresceu e se multiplicou (12.24) e crescer e prevaleceu (19.20).

 

O homem de Deus é enfatizado: Atos 21 a 28.

 

Nestes capítulos o apóstolo Paulo é visto como um exemplo de homem de Deus.

 

4. Foram feitos vários estudos sobre o crescimento das igrejas nos Estados Unidos. O que segue é um resumo dos fatores comuns presentes nestas igrejas que estão em expansão. A lista não está em uma ordem de importância. Como sua igreja é medida?

 

n Liderança espiritual forte.

n Os leigos são bem mobilizados e há equipes de ministérios.

n Evangelização eficaz.

n Prioridades bíblicas.

n Demonstração de poder (curas, milagres, etc.).

n Os dons e o fruto do Espírito Santo se manifestam.

n Congregações que se multiplicam plantando novas igrejas.

n Ministérios de pequenos grupos dentro da igreja.

n Adoração corporativa ungida.

n Visibilidade (localizada em um lugar visível na comunidade).

n Recursos financeiros sólidos.

n Programas organizados de treinamento e discipulado.

n Propósitos e objetivos específicos.

n Relação eficaz com a comunidade em que se localiza.

n Centrada em Cristo.

n Biblicamente baseada (pregação, adoração, doutrina).

n Flexível (aberta às mudanças realizadas pelo Espírito Santo).

n Membresia amistosa, amorosa.

n Crescendo espiritualmente, madura, comprometida.

n Ênfase na oração.

n Múltiplos ministérios.

 

5. Os grupos especiais de ministério foram um método de expansão na igreja primitiva. Aqui estão alguns grupos especiais de ministérios pelos quais você poderia orar para começar em sua igreja:

 

n Discipulado para novos convertidos.

n Mães novas e futuras.

n Crianças.

n Adolescentes.

n Terceira idade.

n Jovens casados.

n Pessoas solteiras.

n Ministério a dependentes químicos - álcool, drogas, fumo, etc.

n Oração.

n Estudo bíblico.

n Grupos de bairros em regiões diferentes da cidade.

n Mães solteiras.

n Cultura especial ou grupos lingüísticos.

n Ministério aos homens.

n Ministério às mulheres.

n Ao fisicamente ou mentalmente perturbado.

n Os grupos especiais para aqueles que tem experimentado dificuldades, quer dizer, morte do cônjuge, filho, divórcio, etc.

 

6. Cada grupo necessitará de um líder. Assegure-se que o líder se encaixa nas qualificações bíblicas para a direção da igreja. Aqui estão algumas das responsabilidades de um líder de grupo:

 

n Ser responsável pelo grupo, ao pastor e à liderança da igreja.

n Dirigir o ensino dentro das diretrizes dadas pelo pastor.

n Animar a participação dos membros do grupo no estudo, discussão, oração, evangelização e outras atividades.

n Estabelecer uma atmosfera de amor e confiança na qual as pessoas sintam-se livres para compartilhar seus problemas.

n Visitar e ter comunhão com os membros do grupo em suas casas.

n Ajudar aos membros do grupo a identificar seus dons espirituais e animar seu uso no grupo, igreja e comunidade.

n Supervisionar e animar o crescimento espiritual dos membros do grupo.

n No caso de grupos de bairro, supervisionar as necessidades da área, fazendo contato com novos vizinhos, visitando e ministrando àqueles com necessidades específicas.

n Treinar líderes auxiliares que podem substituir o líder em uma capacidade temporária e no futuro, se necessário, assumir a direção do grupo.

 

7. As seguintes cartas de amostra podem ser usadas na expansão da igreja:

 

Carta aos visitantes:

 

Caro(a) [Nome da pessoa]:

 

Eu estou muito feliz por você ter nos visitado e adorado a Deus conosco neste último domingo. Um dos prazeres de ministrar em [o nome da cidade] é essa reunião de tantas pessoas encantadoras de tantos lugares.

 

Eu confio sinceramente que nossa reunião de adoração foi significativa e de benefício espiritual para você assim como agradou ao nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Por favor, visite-nos novamente quando você estiver nesta área. Se eu puder ajudá-lo nas questões espirituais, por favor, sinta-se à vontade para contatar-me.

 

Atenciosamente,

 

 

Seu nome

E título

 

 

Carta a um visitante da comunidade que assiste em outra igreja local:

 

Caro(a) [nome da pessoa]:

 

Foi um prazer a sua recente visita conosco. Nós confiamos que você achou nossa reunião de adoração significativa e que você experimentou a presença do Senhor Jesus Cristo.

 

Fico feliz em saber que você é ativo em outra comunidade de crentes, porém se eu puder ser de alguma ajuda para você, por favor, sinta-se livre para entrar em contato comigo.

 

Venha e visite-nos de novo!

 

Atenciosamente,

 

Seu nome

E título

 

Carta do pastor às novas pessoas na comunidade:

 

Caro(a) [nome da pessoa]:

 

Seja bem-vindo a [nome da cidade]! Como você sabe, ao mudar-se para um novo local, novas amizades são importantes. Eu consideraria um privilégio real, por conseguinte, se você pensar em mim e em nossa igreja como seus novos amigos!

 

Se você não tem uma igreja local ainda, nós o convidamos a participar de nossos cultos listados no folheto anexo [ou dê as informações sobre os cultos na carta].

 

Se eu puder ser de ajuda espiritual para você e sua família, por favor, sinta-se livre para entrar em contato comigo.

 

Atenciosamente,

 

Seu nome

E título

 

 

Carta de um membro da igreja às novas pessoas na comunidade:

 

Caro(a) [nome da pessoa]:

 

Olá... Meu nome é [insira seu nome]. Seja bem-vindo à cidade de (o nome da cidade). Eu espero que você ache-a tão agradável quanto eu tenho sendo parte desta comunidade.

 

Talvez você não tenha encontrado uma igreja ainda. Eu gostaria de convidá-lo a adorar conosco neste domingo em [nome da igreja, horário da reunião, e endereço].

 

A [nome da igreja] tem se tornado uma parte importante de minha vida nesta comunidade. Espiritualmente, eu tenho encontrado uma comunhão calorosa e doce, e um pastor que sempre está disponível como um amigo e conselheiro. Socialmente, eu tenho encontrado muito dos meus amigos através da igreja.

 

O folheto anexo proporciona informações adicionais sobre a nossa igreja. Por favor, visite-nos... Nós amaríamos ser seus amigos.

 

Se você deseja informações adicionais, por favor, sinta-se livre para contatar-me em [seu endereço e/ou telefone]. Eu espero encontrar-me com você em breve!

 

Atenciosamente,

 

Seu nome

 

 

Carta a uma pessoa visitada:

 

Caro(a) [o nome da pessoa]:

 

Recentemente, os membros de nossa equipe de visita tiveram o prazer de encontrá-lo e apresentá-lo ao ministério de [o nome de sua igreja]. Nós esperamos sinceramente que você visite nossa igreja e adore a Deus conosco em um futuro próximo.

 

Como o pastor da [nome da igreja], permita-me assegurá-lo que eu tenho um interesse pessoal em sua vida espiritual e me comprometo a fazer a Bíblia pertinente para desenvolver um relacionamento mais significativo com Deus.

 

Nós estendemos a amizade e ministério desta igreja a você e sua família, e eu espero encontrá-lo em breve.

 

Atenciosamente,

 

Seu nome

E título

 

 


Capítulo Oito

 

O CRESCIMENTO POR EXTENSÃO

 

 

 

OBJETIVOS:

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

 

n Escrever o versículo-chave de memória.

n Definir “crescimento por extensão”.

n Explicar o que significa “plantar igrejas”.

n Resumir o crescimento por extensão da igreja do Novo Testamento.

n Explicar com as igrejas se multiplicam através do crescimento por extensão.

n Identificar quatro maneiras pelas quais uma nova igreja poderia ser começada.

n Identificar três tipos de extensão de igrejas.

n Listar as prioridades bíblicas ao selecionar as áreas para começar novas igrejas.

n Explicar a mensagem que produz novas igrejas.

 

VERSÍCULO-CHAVE:

 

“Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (Atos 16.5).

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Jesus ordenou aos discípulos para dar testemunho em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra (Atos 1.8).

 

Como você aprendeu no último capítulo, a Igreja de Jerusalém experimentou uma multiplicação rápida. No próximo passo no plano de Deus foi o crescimento por extensão. A Igreja de Jerusalém deveria começar novas igrejas em outras cidades judias.

 

O CRESCIMENTO POR EXTENSÃO

 

O crescimento por extensão ocorre quando uma igreja começa outra igreja em uma cultura semelhante. A nova igreja é uma extensão da igreja “mãe”, assim como uma criança no mundo natural é uma extensão física dos pais.

 

Se a igreja “mãe” é espiritualmente madura, a nova igreja crescerá de maneira similar. Se há problemas na igreja “mãe”, é provável que a nova igreja tenha problemas semelhantes. Por isso é importante que uma igreja experimente o crescimento interno de maturidade espiritual antes de estender-se para começar novas igrejas.

 

“Plantar igrejas” também é um termo usado para descrever a extensão e ligação do crescimento da igreja. Este termo é usado porque alguém “planta” uma nova igreja como um agricultor planta uma semente no mundo natural. Na terra fecunda, a semente produzirá uma nova planta como a planta “mãe” da qual a semente veio. O termo “plantar” é preferido porque não é suficiente somente “organizar” uma igreja que não se encaixa na cultura local. Não é suficiente apenas “encontrar” uma igreja e deixá-la a seu próprio esforço. Ela deve ser “plantada”, o que significa ser arraigado, crescer e continuar o ciclo da vida espiritual.

 

A EXTENSÃO DA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

 

No corpo humano, as células se dividem para crescer. Uma célula se divide para formar duas células. Estas duas células, cada uma se divide para formar outras, e para que o processo continue. O crescimento no Reino de Deus é semelhante. A multiplicação acontece pela divisão. A divisão é um meio primário no plano de Deus para o crescimento.

 

Se nós não escolhermos nos dividir e multiplicar voluntariamente Deus pode permitir que as circunstâncias o façam. Em Atos capítulo 8 há o relato de uma grande perseguição que se levantou contra os crentes em Jerusalém. Esta perseguição trouxe a divisão da Igreja de Jerusalém, pois as pessoas foram obrigadas a fugir de Jerusalém para viver em outras cidades.

 

Quando estas pessoas deixaram Jerusalém para novas áreas “os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8.4). Quando novos convertidos foram conquistados, novas igrejas foram formadas. Estas igrejas era uma extensão da igreja “mãe” em Jerusalém.

 

A igreja do Novo Testamento não somente se estendeu para plantar igrejas em culturas semelhantes, também cruzou a brecha cultural para começar igrejas em distintas comunidades étnicas. Você aprenderá sobre este “crescimento de ligação” no capítulo seguinte. (Este e os capítulos seguintes devem ser considerados juntos, pois os dois se preocupam com a plantação de novas igrejas).